Arquivo de Março, 2012

31
Mar
12

BILDERBERG DE BALSEMÃO ACUSADO DE CENSURAR LIVRO

O livro “Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo”, editado pela Temas e Debates, em Portugal, e da autoria de Daniel Estulin, foi retirado do mercado por pressões  dos Bilderberg de que Balsemão é em Portugal o representante máximo, dirigindo convites às mais variadas personalidades para estarem presentes nos encontros organizados por esta organização secreta que reúne as figuras mais dominantes do mundo económico e político do Mundo, ora pondo à disposição das estratégias globais do Grupo os   media de que é «big boss», como  este blogue tem vindo a denunciar ( ainda hoje, sábado, o Expresso  dá enfoque a uma entrevista ao empresário Américo Amorim, o qual. sem papas na lingua, depois de reforçar a sua posição dominante na empresa, diz que a «Sonangol é livre de adquirir participação na GALP », inserindo-se a mesma no plano de «conquista» e «namoro» do tio Balsemão do mercado angolano, como Ocrimedigoeu já escreveu), chegando ao ponto de organizar campanhas nos media que controla para afastar «espiões» incómodos.Veja aqui esta denúncia de uma nova censura:

http://merdiadevida.wordpress.com/2012/03/29/biderberg-de-balsemao-censura-livro/

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30
Mar
12

APESAR DOS «CORTES» NAS POLÍCIAS, CRIMINALIDADE BAIXOU EM 2011

Roubos por esticão e em ourivesarias foram os que mais subiram em 2011, assim como as escutas telefónicas, destaca Relatório Anual de Segurança Interna

O Relatório Anual de Segurança Interna ( RASI) hoje apresentado e que reúne dados da PSP, GNR e PJ aponta para uma diminuição da criminalidade da ordem dos 2 por cento em 2011 e uma queda para quase metade (menos 49%) da delinquência juvenil, com menos 1.902 casos registados. Curioso o facto de terem aumentado as escutas telefónicas – foram  realizadas 11.440, ou seja, mais 8,46 do que em 2011. De uma forma geral, os números indicam que em 2011 houve uma diminuição da criminalidade e a sua «deslocalização» para zonas do interior do país, com um aumento assinalável dos crimes contra o património. E isto passa-se num quadro de falta de meios logísticos e de desmoralização no seio das forças da ordem devido a cortes salariais e reestruturação de quadros. O que indicia que apesar dessas «maleitas» os polícias continuam a efectuar o seu trabalho de uma forma rigorosa e diligente em nome da segurança nacional.

Os crimes que mais subiram no ano passado em Portugal foram os roubos por esticão e a ourivesarias, revela o Relatório apresentado pelo secretário geral da Segurança Interna, Antero Luís, que assinala um aumento da criminalidade violenta no distrito de Setúbal. Este distrito, conjugado com os de Lisboa e Porto representam 50 por cento da criminalidade total.

Se olharmos para a criminalidade no mapa da sua localização no espaço do território, há uma diminuição  de 5,6 (Faro) menos 9,3 (Braga) um aumento de 9,9 ( Bragança), menos 6,1 ( Aveiro), mais 10,3 ( Portalegre). No que respeita à criminalidade violenta e grave, destaca-se o facto de se terem registado menos 302 casos participados às autoridades do que no ano de 2010, um dos melhores resultados dos últimos quatro anos,

Em 2011 houve mais 1.386 casos participados de roubos por esticão (mais 21,2%), mais 17 roubos em ourivesarias, o que representa um aumento de 14,2%, mais 130 roubos a residências (+ 7,3%) e mais 1.658 furtos em residências, uma subida de 6,2%.. De destacar o facto de  se terem registado menos 25 homicídios do que no ano anterior, embora na sua maioria ( 27) se tenham registado no âmbito conjugal ou violência doméstica.

Ainda quanto à criminalidade violenta, os crimes com maior relevo, em termos absolutos, continuam a ser o roubo na via pública (exceto por esticão), com 8.396 ocorrências, o roubo por esticão (7.918) e a resistência e coação sobre funcionário (1.744), que, no seu conjunto, representam quase 75% deste tipo de criminalidade.

Nas descidas, o RASI aponta o homicídio voluntário consumado, com menos 25 casos (menos 17,6 %), os roubos na via pública (excepto por esticão), com menos 1.079 casos (menos 11,4%), a violência doméstica, com menos 2.255 casos (menos 7,2 %), o furto de veículo motorizado, com menos 809 ocorrências (menos quatro por cento) e os crimes sexuais, com menos 25 casos (menos 1,1%).

O relatório indica terem sido realizadas cerca de 19 mil operações de prevenção criminal, com a constituição de três equipas mistas específicas para os casos de assaltos a ourivesarias, ATM e metais preciosos, tendo sido apreendidas 2911 armas e efectuadas mais 20 mil detenções.

30
Mar
12

REI «GHOB» CONDENADO A PENA PESADA…MAS FALTOU APROFUNDAR AS LIGAÇÕES DO FACÍNORA A GRUPOS PEDÓFILOS AINDA MUITO ACTIVOS

Corpos das vítimas  do tarado nunca foram encontrados o que valoriza o trabalho de investigação da PJ em reunir indícios irrefutáveis que levaram à pesada condenação

Um dos maiores facínoras deste século, Francisco Leitão, conhecido por rei Ghob, foi ontem condenado pelo coletivo de juízes do Tribunal de Torres Vedras a 25 anos de cadeia por dois crimes de homicídio simples e um de homicídio qualificado. A pretexto de aliciar jovens para sessões exotéricas e espiritualistas, o «rei» aliciava a sua «corte» para sessões de sexo, afinal, o seu objetivo principal Foram os ciúmes que desencadearam uma orgia de sangue.Mas neste caso há ainda «pontas» por desatar…por exemplo, se actuou sozinho ou teve outras cumplicidades ligadas a pedófilos endinheirados activos na zona de Peniche.

Realce-se o trabalho realizado pela PJ que reuniu os indícios considerados credíveis e intocáveis que provaram a autoria dos  homicídios de três jovens – Tânia Ramos, Ivo Delgado e Joana Correia – entre 2008 e 2010, embora os corpos nunca tenham sido encontrados. A acusação considerou que o arguido terá cometido os homicídios por motivos passionais, indicando que Francisco Leitão manteria uma relação amorosa com Ivo Delgado.

Nem o facto da PJ não ter encontrado nenhum dos corpos dos corpos pesou na decisão do tribunal de Torres Vedras que valorizou o testemunho de Mara Rodrigues, a única testemunha que afirmou ter visto Francisco Leitão a matar uma das vítimas, no caso Ivo Delgado e os vários indícios recolhidos pela investigação da PJ – Francisco Leitão ficou com os telemóveis das vítimas e tentou sempre convencer as famílias de que os jovens tinham fugido e estavam no estrangeiro.

DROGAVA AS VÍTIMAS.PENICHE ERA UM DOS CENTROS DE «ATAQUE» DO TARADO

 O que faltou aprofundar neste processo – talvez as pistas deixadas levem os investigadores a desenvolver esse espaço de investigação –  serão as relações de Francisco Leitão a grupos poderosos de pedofilia ainda muito activos na zona de Peniche e arredores. Vários jovens interrogados pela Polícia Judiciária (PJ) em 2001 e 2002 revelaram que o arguido era um dos homens endinheirados, oriundos de diversas zonas do país, que circularam pela cidade de Peniche a aliciar jovens, fazendo-os entrar nas suas viaturas e levando-os para outros locais com o intuito de manterem relações sexuais a troco de dinheiro.

Nos interrogatórios que fazem parte do processo dos homicídios, um dos jovens explicou que os alegados pedófilos abordavam os menores junto à rodoviária e a um supermercado da cidade, na sequência de contactos telefónicos previamente efectuados a combinar o encontro, pagando às vítimas entre 25 e 50 euros.

A investigação da PJ foi desencadeada por uma queixa por suspeita de abusos sexuais contra Francisco Leitão apresentada em 2002 por um jovem de 16 anos.

P.S. relatou que estava num bar em Peniche com amigos, a beber copos pagos pelo arguido, que o terá drogado e levado para sua casa, onde acordou no dia seguinte, deitado em cuecas e coberto por um lençol numa cama, sem se recordar de nada.

Um outro jovem  contou à PJ que acedeu a um convite de Leitão para irem beber copos. Após recusar ter sexo com ele, pararam numa gasolineira, onde o arguido lhe comprou um café. Após bebê-lo, começou a sentir-me mal e a fechar os olhos, tendo acordado no dia seguinte em casa daquele.

O inquérito, à semelhança de um outro de 2006, foi arquivado por falta de provas e terá sido reaberto no âmbito de um processo de 2009, ao qual o Ministério Público veio a juntar várias denúncias e que está em segredo de justiça no Tribunal da Lourinhã, em que Leitão foi constituído arguido por suspeitas de abusos sexuais a pelo menos 20 menores.

Aquando da investigação dos quatro homicídios, crimes pelos quais está a ser julgado no Tribunal de Torres Vedras, a PJ veio a juntar mais queixas de abusos sexuais, uma das quais contra um dos sobrinhos.

Vários jovens, que em 2010 frequentavam a casa-castelo onde Francisco Leitão levava a cabo os rituais,  e que eram apelidados de «gnomos do rei Ghob», contaram também à PJ que o arguido os amedrontava com espíritos maus, dizendo-lhes que os perseguiam e que tinham de ser «injectados com energia positiva», sob a forma de relações sexuais a ter com o arguido, para se livrarem do mal.

L.P disse que foi vítima de «mais de 300 relações sexuais», ocorridas várias vezes ao dia, uma vez que anotavam numa folha para contabilizar os «pontos de energia» obtidos.

Nas buscas domiciliárias, foram encontrados fármacos que alegadamente Leitão usava para drogar os jovens, fazendo-os perder a consciência para os sujeitar a ter sexo.

A PJ encontrou quatro vídeos de práticas sexuais do arguido com adolescentes, um dos quais foi Ivo Delgado (que terá morto), que, segundo várias testemunhas, era vítima de maus-tratos pelo arguido quando alegadamente se recusava a ter relações sexuais, à semelhança de outros jovens que terão sido agredidos violentamente pelo mesmo motivo.

29
Mar
12

OS PERIGOS DO FACEBOOK

A empresa de Mark Zucherberg  armazena informações e dados confidenciais de clientes e dos seus «amigos», servindo-se dos mesmo, aparentemente, para acções comerciais…mais eficaz que a CIA…

Tudo o que o universitário austríaco de 24 anos quis, foi concretizar a decisão que tomou ao fim de três anos no Facebook: sair, encerrando a conta, na legítima expectativa que os seus dados fossem apagados. Recebeu um CD em casa, enviado da sede da empresa na Califórnia, contendo a cópia dos dados que tinha publicado na rede social durante três anos. Estava lá tudo. Mesmo tudo:   dados sobre a sua identidade, gostos, religião, sexo,nomes e identidade dos amigos e até a cópia de mensagens que trocou com eles e que tinha apagado.

Veja este vídeo inquietante sobre os verdadeiros desígnios do Facebook

http://www.youtube.com/watch?v=DgHuGNoQHvs

Por algum motivo, o criador desta rede social, Mark Zucherberg,  foi considerado pela revista Forbes  uma das pessoas mais ricas do Mundo, ocupando a lista dos primeiros 50, com patrimônio estimado em 6,9 bilhões de dólares, bem à frente, por exemplo, do presidente do conselho de administração da Apple, Steve Jobs. A rede social de Zuckerberg, que possui mais de 500 milhões de membros, torna-se cada vez mais rentável, se bem como se prova por este vídeo, os métodos procurando maximizar a publicidade à custa da privacidade dos seus membros, possam ser questionáveis e…ilegais.

Um outro aspecto que também convém alertar sobre os perigos na utilização do Facebook, respeita aos predadores sexuais que utilizam disfarces e as mais variadas ciladas para atrair menores nas redes sociais, chegando a chantageá-los se estiverem em poder de fotos e mensagens que os comprometam. Os últimos dados divulgados em Janeiro respeitantes a um estudo do EU Kids Online, da União Europeia, 15 por cento das crianças portuguesas já foram vítimas de assédio sexual por adultos. O predador sexual da TVI, Henrique Jales, é o mais recente caso mediático. Usava como perfil no Facebook um gato para ganhar a confiança dos menores e, com esse estratagema, ganhava a sua confiança, chegando a abusar, pelo menos, de 12 raparigas diferentes.

O CIBERCRIME SEGUNDO ALAIN BAUER
E, já agora, vejamos o que disse Alain Bauer, crimonólogo, especialista das questões de segurança urbana, consultor do Presidente de França para as questões de segurança e de terrorismo,  numa entrevista que deu recentemente ao blogue Inteligência Económica na parte onde abordou o chamado cybercrime, conversa que decorreu durante o Congresso Luso-Francófono sobre Criminalidade, organizado pelo OSCOT, na Universidade Lusíada:

 «O ciberespaço tornou-se um alto lugar do crime, gerador de grandes receitas para as máfias, não só nos modos mais conhecidos de desvio de informação, como também no próprio controlo dos jogos online, das apostas online (com viciação de resultados à medida do necessário), como é que equaciona este problema que não tem tido grande atenção dos decisores políticos, pelo menos aqui em Portugal?

Há uma invenção mediática que põe um problema, discute-se a aparência e não da realidade. Primeiro, não há cibercrime. O cibercrime é a velha escroqueria mais a tecnologia. Roubar números de cartão de crédito ou documentos de identidade, tudo isto é tão velho como o crime. O que temos aqui é, portanto, o bom velho crime mais a nova tecnologia. O cibercrime não abriu até agora senão muito poucas operações… Hoje, o cibercrime ainda está para vir, ainda está à nossa frente. Mas, ao mesmo tempo em que se fala de cibercrime, propõem-nos a “cloud”. Ora, a “cloud” é a destruição dos dados. O verdadeiro risco hoje não está tanto no crime mas sim na estupidez e na inconsciência de informáticos que, ao mesmo tempo que vos dizem que é preciso protegerem-se com antí-vírus, vos propõem meter todos os vossos dados numa “nuvem”… Ora, a “cloud” já não vos pertence, o que está na “cloud” já não vos pertence! Não se poderá encontrar mais algo que aí desapareça ou seja desviado. O verdadeiro problema é que no seu computador, mesmo que lhe introduzam um  vírus, em geral, consegue reencontrar e recuperar alguma coisa no disco rígido. Sem o disco rígido o que é que recupera? Nada de nada! O verdadeiro problema hoje é a incoerência e a esquizofrenia entre os vendedores de software de protecção dos nossos computadores que são os mesmos que nos vendem a “cloud”. Este é o verdadeiro e grande assunto que está para chegar e é este que o crime tomará em conta»..    

28
Mar
12

PSP ATACA NOS CARTEIRISTAS DA BAIXA LISBOETA – GANGS DO LESTE RECORREM A MULHERES

Numa altura em que Lisboa é visitada por centenas de turistas, devido às festividades da Páscoa e o aproximar do Verão, a PSP destacou várias equipas móveis para efectuar uma vigilância mais tenaz e de proximidade aos carteiristas que atacam na Baixa.

Eslovenos, ucranianos e romenos rivalizam já com os tradicionais carteiristas portugueses os quais praticamente  passaram à reforma  ( até pelo facto de as autoridades conhecerem as suas caras há anos) que normalmente escolhiam a carreira do eléctrico 18 no seu trajecto para o Castelo para meter a mão em bolsos alheios. Agora, os gangs vindos do Leste e que por aí vão desaguando em catadupas ( o que faz o SEF para os controlar nas fronteiras?) recorrem a mulheres que atacam em «alcateia» como se viu na foto que publicamos  captada numa reportagem da TVI em que um turista resiste ao «assédio» à carteira,depois de ser emparedado por uma mulher e pelo comparsa.

 Numa altura em que  a PSP está no centro das polémicas da Esquerda folclórica por causa das pauladas que deu no Chiado num  grupo de radicais desordeiros durante a mais recente greve geral que se entretinha a lançar petardos e pedras a agentes da autoridade pondo em risco a integridade física de pessoas que circulavam na rua  – incidentes que vão levar à Assembleia da República o Ministro da Administração Interna, como se não houvesse outras matérias mais importantes para discutir, por ex, a falta de meios policiais para preservar a segurança das populações e o descontentamento que grassa nas forças policiais devido a questões salariais e promoções… –  as brigadas da PSP ,em muitos casos, trajando à civil, prosseguem o seu trabalho em prol da segurança dos cidadãos, aparentemente alheias a esse bruáa que mais não visa do que credibilizar descontentamentos de sectores que tentam manter a autoridade do Estado no caos.

Ainda recentemente, o secretário-geral do Conselho Europeu dos Sindicatos de Polícia, Gérard Greneron, que esteve em Lisboa para assistir à tomada de posse dos corpos dirigentes da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), considerou que a redução dos recursos humanos e materiais nas polícias abre caminho à criminalidade, defendendo que, apesar da crise, os governos não devem reduzir os orçamentos relacionados com a segurança, alertando que as poupanças nesta área vão custar “muito mais caro” para as sociedades.Será que os senhores deputados que chamaram o ministro à Assembleia também o vão questionar sobre isto?

28
Mar
12

COMO O MAJOR ENREDA A JUSTIÇA: O CASO DA QUINTA DO AMBRÓSIO

 

Desde os tempos da guerra colonial, onde chegou a ser cognominado «Capitão das Batatas» por causa de um negócio turvo quando era responsável da Manutenção Militar na Guiné, que as «trapalhadas» perseguem o Major. Até agora, escapou incólume à Justiça e até tenciona tornar-se  uma espécie de mártir do pós 25 Abril, ao anunciar que vai escrever em livro sobre este negócio da Quinta do Ambrósio onde não faltarão capítulos sobre as «perseguições« de que tem sido alvo… No horizonte de Valentim loureiro poderá estar uma candidatura à Cãmara do Porto… 

 

Paulo Morais, representante em Portugal da Tansparência Internacional, órgão de denuncia e luta contra a corrupção, antigo vereador da Cãmara do Porto com o pelouro do Urbanismo e Construção Civil ( cargo que deixou devido ao lodaçal em que se viu enredado…) pôs o dedo na ferida num artigo que publicou no «CM» sobre a impunidade de que gozam os poderosos deste país nos processos em que são enredados, citando o caso paradigmático do Major Valentim Loureiro, recentemente absolvido no julgamento da venda da Quinta do Ambrósio: CM 7 de Fevereiro de 2012

No Jornal de Notícias,  de 9 Fevereiro de 2012, numa crónica intitulada  Valentim, o inocente», o jornalista Daniel Deusdado pormenoriza este negócio.Com  a devida vénia, publicamos esse artigo bem elucidativo dos caminhos que o Major sabe trilhar na sua fuga a complicações com a Justiça num negócio que envolveu muitos milhões…

«As 162 páginas do acórdão do caso “Quinta do Ambrósio” mostram ao detalhe como o “clã Valentim” aproveitou a venda de um imóvel de Gondomar para montar um grande negócio cujo dinheiro público foi parar integralmente a offshores. O “major” vai entrar na história: impossível de apanhar. É muito mais esperto que os tribunais e a Polícia Judiciária juntos. Tudo simples. Ora vejam: 1. Ludovina Silva, com 80 anos, decide vender a “Quinta do Ambrósio”, em Fânzeres. Uma das filhas consegue marcar uma reunião com Valentim Loureiro, em Junho de 2000, para lhe perguntar se a Câmara de Gondomar estaria interessada. O “major” diz que não, mas perante a aflição, encaminha-a para o seu vice-presidente, José Luís Oliveira, grande proprietário gondomarense e habitual negociador imobiliário. 2. É já em Outubro que o vice-presidente de Valentim, José Luís Oliveira (comparsa de muitas aventuras, entre as quais as do Apito Dourado) acorda verbalmente com a filha da viúva a compra da Quinta por pouco mais de um 1 milhão de euros. 3. Aqui entra Laureano Gonçalves, advogado, ex-inspector das Finanças e especialista em “estruturas fiscais”. É comparsa de Valentim nas questões desportivas (Boavista, Federação Portuguesa de Futebol) e passa a ser ele a face destas operações, além de sócio de José Luís Oliveira. Entretanto, pouco tempo depois, ambos convidam o filho de Valentim, Jorge Loureiro, para fazer parte do negócio. 4. A STCP andava à procura de um local para uma nova estação de recolhas de autocarros em Gondomar (está no Plano de Investimentos tornado público em 1999). A STCP aceita comprar a Quinta do Ambrósio. Por quanto? 4 milhões de euros. Quatro vezes mais do que havia sido combinado pagar à viúva poucos meses antes. 5. Laureano monta então uma estratégia, através de empresas offshore nas Bahamas e Ilhas Caimão, para camuflar os quase 3 milhões de lucros da futura venda à STCP com a maior discrição e menos impostos possíveis. 6. Oliveira Marques e Gonçalves Martins, na altura, respectivamente, presidente e administrador da empresa de transporte STCP, dão luz verde à compra da Quinta do Ambrósio apesar de não terem qualquer avaliação independente sobre o real valor do imóvel. Exigem também à Câmara de Gondomar que faça por desafectar a “reserva agrícola” que impendia sobre parte da quinta. A CCDRN e os organismos de Agricultura e Ambiente não param o progresso de Gondomar – as autorizações surgem ainda durante o ano de 2001. (Um parêntesis: nunca chegou a haver qualquer estação da STCP na Quinta do Ambrósio). 7. Laureano fica entretanto com “plenos poderes de procurador” da viúva. É já ele quem trata do contrato-promessa, em Março de 2001, em nome de Ludovina, à STCP (e depois concretiza a escritura final, em Dezembro de 2001). 8. Ludovina recebe um milhão de euros na conta do BCP (o combinado com o “vice” de Valentim), enquanto os restantes quase 3 milhões de lucro extra vão parar a uma conta no BPN que Laureano criou em nome da viúva. É este fiscalista quem os envia em nome de Ludovina para contas offshore a fim de se dividirem depois pelo filho de Valentim (Jorge), pelo “vice” de Valentim (José Luís Oliveira) e por ele próprio. Obviamente, cada um deles, com contas offshore (BPN-Caimão e Finibanco-Caimão) Conclusão 1: depois de centenas de milhares de euros gastos em investigação policial e tribunais, vai tudo preso? Não. Nada. Além disso, o negócio só foi descoberto por acaso durante o “Apito Dourado”…. Outra dúvida: por que pagaram os administradores da STCP uma verba irreal por um terreno duvidoso? Quem os pressionou? Por fim: qual a decisão do tribunal quanto ao filho de Valentim, ao vice-presidente da Câmara, e ao amigo advogado? O tribunal condenou-os apenas por branqueamento de capitais em um ano e dez meses de prisão… com pena suspensa. That’s all folks!!! Conclusão 2: com tão notável serviço público ficamos agora à espera que a filha (e vereadora) de Valentim tome o lugar do pai em Gondomar e o “major” avance sem medo para a Câmara do Porto. Como não falta dinheiro nos offshores do clã, não deve ser difícil pagar a oferta de electrodomésticos aos eleitores e obter vitórias retumbantes. O populismo é filho da miséria, incluindo a moral».

Desde os tempos da guerra colonial, onde chegou a ser cognominado «Capitão das Batatas» por causa de um negócio turvo quando era responsável da Manutenção Militar na Guiné, que as «trapalhadas» perseguem o Major. Até agora, escapou incólume à Justiça e até se vai tornar uma espécie de mártir, ao anunciar que vai escrever em livro sobre este negócio da Quinta do Ambrósio onde não faltarão capítulos sobre as «perseguições« de que tem sido alvo…

27
Mar
12

RANGEL FALA EM SOCIEDADES SECRETAS – ELE QUE PARTICIPOU NUMA REUNIÃO DO GRUPO BILDERBERG EM ESPANHA

Em cima da mesa esteve a estratégia a seguir para enfrentar a crise que despontava. O ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, foi outro dos participantes. Esta entrevista de Rangel ao «Expresso» mostra à saciedade um «peão» muito bem orquestrado,alertando para os demónios que Balsemão se esforça por exorcizar de diversas formas nos meios comunicacionais que orienta – Maçonaria ou Serviços Secretos – escondendo na penumbra uma outra sociedade bem mais poderosa com teias alargadas a todo o Mundo…

Em entrevista ao «Expresso» do passado fim-de-semana, Paulo Rangel, eurodeputado e conselheiro nacional do PSD alertou, com algum desassombro, para a necessidade de o Estado se «libertar de interesses e de lóbis, uns «mais evidentes e legítimos,outros mais discretos ou até secretos». Pasme-se este tipo de declarações quando se sabe que Rangel tem sido um dos protegidos de Pinto de Balsemão,o que não espanta,pelo menos a partir da altura em que, em Junho de 2010, o eurodeputado agora regressado à ribalta no último congresso do PSD, participou na reunião do Grupo Bilderberg que teve lugar no hotel Dolce, Sitges, Espanha,   integrando a lista de convidados especiais, lista confirmada por Prison Planet,  

Estranha-se estas preocupações de Rangel, dois anos depois de ter integrado a assembleia desse grupo restritivo de personalidades cujos objectivos visam comandar os destinos do mundo através do tráfico de influências políticas a coberto do poder financeiro que os membros do clube detêm. A não ser que, depois de ser considerado uma espécie de «reserva» para cargos de maior responsabilidade no partido social democrata, Rangel esteja na calha para seguir o mesmo destino de outros participantes portugueses ilustres nas reuniões do Bilderberg, como foi o caso de Santana Lopes, Durão Barroso, António Guterres e José Sócrates os quais ocuparam o cargo de primeiro-ministro em Portugal.Será que o «Bilde» lhe deu a «bênção» par alcançar esse desiderato? Passos que se cuide…

Balsemão não faz as coisas por acaso e esta entrevista e declarações de Rangel a um órgão de CS sob a sua tutela calham que nem «ginjas», numa altura em que os jogos de poder na sociedade portuguesa se estremam, desencadeados precisamente pelos tais grupos de interesse e sociedades secretas de que fala agora Rangel em busca de posições de liderança nos mais diversos tabuleiros. Ouvir falar Rangel na necessidade de libertar o Estado de sociedades secretas e dos grandes grupos económicos tem um grande sabor a ironia…não ingénua, isto se atentarmos que essa reunião em Sitges contou igualmente com a participação de Teixeira dos Santos, o ex-ministro das Finanças e que esteve agora envolvido numa polémica a propósito da sua gorada nomeação para administrador da PT (os «amigos» não são para se deixar caír) dos CEOs das empresas mais importantes do mundo, como Bill Gates e Henry Kissinger,  directores dos bancos centrais, além de políticos de renome à escala mundial. Basta consultar a lista cujo link indicamos. Em cima da mesa estiveram temas como a queda do dólar e a crise  das economias nacionais europeias e a necessidade de encontrar soluções globais tendentes a «salvar-nos» destes crises artificiais. Um quadro de grande actualidade com Balsemão e o Grupo Bilderberg a estenderem os seus tentáculos ( como já escrevemos neste blogue) às economias emergentes, como é o caso de Angola e China.Esta entrevista de Rangel ao «Expresso» mostra à saciedade um «peão» muito bem orquestrado,alertando para os demónios que Balsemão se esforça por exorcizar de diversas formas nos meios comunicacionais que orienta – Maçonaria ou serviços secretos – escondendo na penumbra uma outra sociedade bem mais poderosa com teias alargadas a todo o Mundo…