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Mar
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OS PERIGOS DO FACEBOOK

A empresa de Mark Zucherberg  armazena informações e dados confidenciais de clientes e dos seus «amigos», servindo-se dos mesmo, aparentemente, para acções comerciais…mais eficaz que a CIA…

Tudo o que o universitário austríaco de 24 anos quis, foi concretizar a decisão que tomou ao fim de três anos no Facebook: sair, encerrando a conta, na legítima expectativa que os seus dados fossem apagados. Recebeu um CD em casa, enviado da sede da empresa na Califórnia, contendo a cópia dos dados que tinha publicado na rede social durante três anos. Estava lá tudo. Mesmo tudo:   dados sobre a sua identidade, gostos, religião, sexo,nomes e identidade dos amigos e até a cópia de mensagens que trocou com eles e que tinha apagado.

Veja este vídeo inquietante sobre os verdadeiros desígnios do Facebook

http://www.youtube.com/watch?v=DgHuGNoQHvs

Por algum motivo, o criador desta rede social, Mark Zucherberg,  foi considerado pela revista Forbes  uma das pessoas mais ricas do Mundo, ocupando a lista dos primeiros 50, com patrimônio estimado em 6,9 bilhões de dólares, bem à frente, por exemplo, do presidente do conselho de administração da Apple, Steve Jobs. A rede social de Zuckerberg, que possui mais de 500 milhões de membros, torna-se cada vez mais rentável, se bem como se prova por este vídeo, os métodos procurando maximizar a publicidade à custa da privacidade dos seus membros, possam ser questionáveis e…ilegais.

Um outro aspecto que também convém alertar sobre os perigos na utilização do Facebook, respeita aos predadores sexuais que utilizam disfarces e as mais variadas ciladas para atrair menores nas redes sociais, chegando a chantageá-los se estiverem em poder de fotos e mensagens que os comprometam. Os últimos dados divulgados em Janeiro respeitantes a um estudo do EU Kids Online, da União Europeia, 15 por cento das crianças portuguesas já foram vítimas de assédio sexual por adultos. O predador sexual da TVI, Henrique Jales, é o mais recente caso mediático. Usava como perfil no Facebook um gato para ganhar a confiança dos menores e, com esse estratagema, ganhava a sua confiança, chegando a abusar, pelo menos, de 12 raparigas diferentes.

O CIBERCRIME SEGUNDO ALAIN BAUER
E, já agora, vejamos o que disse Alain Bauer, crimonólogo, especialista das questões de segurança urbana, consultor do Presidente de França para as questões de segurança e de terrorismo,  numa entrevista que deu recentemente ao blogue Inteligência Económica na parte onde abordou o chamado cybercrime, conversa que decorreu durante o Congresso Luso-Francófono sobre Criminalidade, organizado pelo OSCOT, na Universidade Lusíada:

 «O ciberespaço tornou-se um alto lugar do crime, gerador de grandes receitas para as máfias, não só nos modos mais conhecidos de desvio de informação, como também no próprio controlo dos jogos online, das apostas online (com viciação de resultados à medida do necessário), como é que equaciona este problema que não tem tido grande atenção dos decisores políticos, pelo menos aqui em Portugal?

Há uma invenção mediática que põe um problema, discute-se a aparência e não da realidade. Primeiro, não há cibercrime. O cibercrime é a velha escroqueria mais a tecnologia. Roubar números de cartão de crédito ou documentos de identidade, tudo isto é tão velho como o crime. O que temos aqui é, portanto, o bom velho crime mais a nova tecnologia. O cibercrime não abriu até agora senão muito poucas operações… Hoje, o cibercrime ainda está para vir, ainda está à nossa frente. Mas, ao mesmo tempo em que se fala de cibercrime, propõem-nos a “cloud”. Ora, a “cloud” é a destruição dos dados. O verdadeiro risco hoje não está tanto no crime mas sim na estupidez e na inconsciência de informáticos que, ao mesmo tempo que vos dizem que é preciso protegerem-se com antí-vírus, vos propõem meter todos os vossos dados numa “nuvem”… Ora, a “cloud” já não vos pertence, o que está na “cloud” já não vos pertence! Não se poderá encontrar mais algo que aí desapareça ou seja desviado. O verdadeiro problema é que no seu computador, mesmo que lhe introduzam um  vírus, em geral, consegue reencontrar e recuperar alguma coisa no disco rígido. Sem o disco rígido o que é que recupera? Nada de nada! O verdadeiro problema hoje é a incoerência e a esquizofrenia entre os vendedores de software de protecção dos nossos computadores que são os mesmos que nos vendem a “cloud”. Este é o verdadeiro e grande assunto que está para chegar e é este que o crime tomará em conta»..    

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