Arquivo de Dezembro, 2014

30
Dez
14

O PAI NATAL VESTE FARDA

Vale bem a pena recordar a história de Natal deste polícia. Um gesto redentor da condição humana, como este, merece ser relembrado todos os anos pelo Natal e em todos os restantes dias de cada ano.

uma história de natal protagonizada por um polícia

Publicado a 30 de Novembro de 2012

poliNeste tempo em que as teorias tecnocráticas prevalecem sobre o social, é de relevar esta história que nos chega dos USA e que tem como protagonista, pelo ato altruísta, um polícia, essa classe tão exorcizada mas que dá estes bons exemplos de solidariedade ao Mundo: durante a ronda em Times Square, em Nova Iorque, Lawrence DePrimo, um polícia de 25 anos, deparou-se com um sem abrigo descalço e os pés enregelados, devido às temperaturas negativas que se fazem sentir nesta altura do ano, na cidade.

Afastou-se para voltar logo a seguir com um par de botas que foi comprar a uma loja próxima por 80 euros. O gesto podia ter caído no anonimato se uma jovem turista, Jennifer Florence, do Arizona, não tivesse fotografado o momento em que o polícia se ajoelha para calçar o sem-abrigo.

A foto, que enviou para a polícia do Arizona, foi colocada no Facebook da esquadra e teve 320 mil ‘likes’ e 70 mil comentários. O polícia admite que sentiu pena do homem sentado na rua. «Eu tinha dois pares de meias e tinha frio. Disse-lhe que tinha umas botas para ele e que devia tomar conta de si»

Jennifer Forrester ficou impressionada com o altruísmo do polícia. “O gesto que o agente teve é importante para percebermos como a bondade deve ser cultivada e não abandonada”, concluiu.

Uma história de Natal, sem dúvida, bem real,uma imagem que vale milhares de palavras Sem renas, nem Pai Natal, nem luzes, nem foguetórios ( daqueles que vão explodir na Madeira e que custarão ao povo 2 milhões de euros). A solidariedade humana não tem limites…às vezes, está é …ofuscada pela imprevisibilidade do dia a dia, pelo salve-se quem puder numa sociedade em que a maioria dos cidadãos estão no limiar da pobreza ( foi divulgado pela ONU que o limiar da pobreza é marcado por quem recebe 16 euros por dia… um limite que está bem abaixo aqui em Portugal, estimando-se que 3 milhões de portugueses auferem um valor muito abaixo desse,ou seja, vivem na pobreza ),pelo mercantilismo que prevalece sobre os actos humanos. Este Polícia de NY deu um exemplo ao Mundo como este poderia ser bem melhor se houvesse mais solidariedade e políticas sociais que privilegiassem o indivíduo em detrimento dos números.

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11
Dez
14

MEMORIAS BEM PRESENTES: A «fuga» providencial do procurador que investigava o BES Angola…

Este blogue tem já anos suficientes (completamos 3 este mês!) para poder repescar memórias. Isto até porque há “Memórias bem presentes”, como esta, de 19 de Fevereiro de 2012:

Mais um episódio curioso sobre esse capitulo lodacento da crescente e cada vez mais acutilante investida angolana nos negócios com Portugal, onde vale tudo menos …tirar olhos: Orlando Figueira, o procurador que investigava o caso “BES Angola” e o seu presidente, Álvaro Sobrinho ( na foto ao lado), a quem fora imposta uma caução de meio milhão de euros pelos juiz Carlos Alexandre, vai trabalhar para o banco BIC, que tem entre os accionistas Isabel dos Santos e que adquiriu o BPN. O procurador justificou  a sua decisão, pasme-se, em «razões pessoais e  financeiras», no facto de ter 50 anos, com dois filhos na universidade, estar recém-divorciado e os cortes salariais [na função pública] o terem levado a optar pelo trabalho na banca com capitais privados angolanos, explicando que as suas novas funções irão ser exercidas “no âmbito da prevenção do branqueamento de capitais”. Investigadores por nós contactados não têm dúvidas em afirma que o BESA é uma das principais placas giratórias do fluxo de capitas angolanos de negócios em Portugal, onde as pressões sobre o poder político e judicial têm sido mais do que evidentes. Esta «transferência» do procurador para um banco controlado pelo «directório» que governa em Luanda é mais um exemplo desse capitulo que pouco nos honra…

 

10
Dez
14

DESCE E SOBE DA INDEMNIZAÇÃO NUM DOS CASOS MAIS POLÉMICOS DOS ÚLTIMOS ANOS

Foi um dos casos que maior polémica criou na opinião pública nos últimos anos, este do militar da GNR que matou um jovem durante uma perseguição policial após um assalto feito a uma vacaria pelo paí da própria vítima (evadido da prisão) e um cúmplice. Os dois homem fugiam à polícia numa carrinha acompanhados do menor. 

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) manteve agora a pena suspensa de quatro anos ao militar da GNR e aumentou a indemnização de 45 mil para 50 mil euros, isto depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter reduzido a indeminização de  80 mil para 45 mil euros, a pagar à família da vítima.

E ao manter a pena suspensa considerou, tal como a Relação, que ao contrário da primeira decisão do Tribunal Criminal de Loures, houve negligencia grosseira mas não qualquer dolo do guarda.

Hugo Ernano foi condenado, em outubro de 2013, pelo Tribunal Criminal de Loures a nove anos de prisão por homicídio simples, com dolo eventual e ao pagamento de uma indemnização de 80 mil euros à família do menor, tendo a defesa do arguido interposto recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL).

A 26 de junho deste ano, o TRL absolveu o arguido do crime de homicídio simples, com dolo eventual, mas condenou-o a uma pena de quatro anos de prisão por homicídio simples por negligência grosseira, suspensa na sua execução por igual período. Além disso, reduziu a indeminização: 35 mil euros à mãe e 10 mil euros ao pai.

A defesa de Hugo Ernano interpôs recurso para o Tribunal Constitucional enquanto a família do menor recorreu para o STJ para que o valor da indemnização fosse reavaliado. Falta decisão do Constitucional O STJ decidiu agora pela manutenção da pena e aumentou a indeminização a pagar pelo arguido em cinco mil euros, não havendo ainda decisão do Tribunal Constitucional quanto ao recurso interposto pela defesa de Hugo Ernano.

Os factos remontam a 11 de agosto de 2008, quando o jovem de 13 anos foi atingido a tiro pelo arguido durante uma perseguição policial a uma carrinha após o assalto a uma vacaria, em Santo Antão do Tojal, concelho de Loures.

Além do menor, seguiam na carrinha dois homens, um deles o pai da criança, que estava evadido do Centro Prisional de Alcoentre, e que foi condenado a dois anos e dez meses de prisão efetiva pelos crimes de resistência e desobediência, prestação de falsas declarações e de coação sobre funcionário

04
Dez
14

HÁ LODO NO CAIS: “VÊ-SE, LÊ-SE E NÃO SE ACREDITA NESTE DESPUDOR!”, DIZ UM NOSSO LEITOR

Bem prometemos aqui continuar a escavar o lodo no cais do Porto de Sines. E os nossos sempre dedicados leitores têm estado a dar uma grande ajuda!

Ora vejam bem, que bela peça esta, enviada por um leitor e que mostra que o lodo terá começado a acumular em 2012, tendo depois disto, como já revelámos, aumentado a comissão oferecida por um tipo, que diz trabalhar para uma empresa estrangeira, a agentes de navegação para preferirem os serviços dessa mesma empresa!!!

E, com isto, como já explicámos, tramam-se os armadores que contratam os agentes de navegação,  porque a escolha destes, que têm a função de arranjar aos armadores os serviços de que precisam no porto, pode não ter em conta a qualidade, mas a comissão que recebem (e que os armadores, sem saber, pagam!).

Bem diz o nosso leitor: “Vê-se, lê-se e não se acredita neste despudor!”

 

04
Dez
14

QUANDO PAULO MORAIS CHAMOU OS BOYS PELOS NOMES

Paulo Morais foi à Assembleia da República há cerca de um ano, e denunciou, um por um, todos os deputados  ligados a empresas ou grandes escritórios de advogados que as defendem nos contenciosos com o Estado e simultaneamente estão ali na AR a fazer leis, ou a presidir a comissões, que dizem respeito aos interesses específicos dessas empresas que lhes pagam. E o mais curioso é que nenhum dos visados esteve na sessão com Paulo Morais para o contradizer… E nada até hoje mudou…

01
Dez
14

ENTIDADES COMPETENTES TÊM DE OLHAR E VER O LODO NO CAIS DO PORTO DE SINES

No  Porto de Sines o lodo lá perdura, o tal lodo sujinho, sujinho, com cheiro nauseabundo a comissões, para que já alertámos. Um nosso leitor (que se identificou com António) deixou no último artigo sobre este caso duas questões muito pertinentes:

Será que algum dia as entidades competentes irão olhar para estas situações?
Ou será que as entidades competentes sabendo destas situações conseguiriam fazer alguma coisa?

E acrecenta o mesmo leitor:

É triste ver que este “tipo de negocio” já chegou ao porto de Sines…

Caro António, o Crimedigoeu pode revelar que pelos olhos de várias entidades competentes passou já, pelo menos, o que permitiu a chegada e implementação deste “tipo de negócio” no Porto de Sines . Ou seja, olharam para muito mas não viram ainda nada, ou por falta de visão ou,  pode-se também colocar a hipótese, por simplemente não quererem ver (e este não querer pode ter razões diversas, a começar no puro desinteresse e a acabar no puro interesse, vá-se lá saber…).

É que, note caro António, olhar e ver são verbos diferentes…

E, porventura sem o saberem, têm até alimentado com as suas decisões, ou mesmo nomeações, pelo que sabemos até agora, a manutenção deste “tipo de negócio”.

Mas porque detestamos lodo e gostamos muito de Sines, caro António, fica a promessa., Apesar da muita sujidade que há neste país a merecer tratamento, que vamos aqui continuar a escavar o lodo, desejando que as autoridades competentes, ao invés de só olharem, vejam!

01
Dez
14

“JORNALISTAS OU ESPIÕES” – VALE A PENA RELER

A propósito da cobertura que tem sido feita ao caso Sócrates, é bom recuar a 2012, a um texto de Estrela Serrano, em que se notava que a cobertura pelos media da estadia de Sócrates em Paris mais parecia obra de… espiões:

 Publicado em Março 12, 2012 por

A fotografia da esquerda é a da edição electrónica do Correio da Manhã. A da direita é a da capa do jornal.

Na primeira há um vulto que parece colado a Sócrates do qual apenas se vê parte do braço e do casaco. É talvez apenas alguém a cruzar-se com ele em sentido contrário. Ou então é um dos  ”homens” do Correio da Manhã que andou a seguir Sócrates.

Na segunda fotografia, a da capa, o “vulto” não é o do mesmo “homem” e está de esguelha. Veste gabardina e faz um gesto para alguém ou, o mais provável, segura o gravador para captar melhor as palavras de Sócrates ao telefone. Neste plano, Sócrates fala enquanto no primeiro ouve.

Os vultos das fotografias podem ser apenas de simples transeuntes que se cruzaram na rua com Sócrates. Mas como o Correio da Manhã diz que dois jornalistas do CM se “cruzaram” com o ex-primeiro ministro, é legítimo pensar que os “vultos” da fotografia são eles.

Só  que não são “jornalistas” porque os jornalistas (salvo os do Murdock) não perseguem pessoas para ouvirem o que elas dizem ao telefone e depois porem nos jornais.O contrário é possível: serviços de segurança controlarem os telefones de jornalistas, como aconteceu com um profissional do Público São, portanto, dois espiões ao serviço do Correio da Manhã para seguirem Sócrates e escutarem as suas conversas telefónicas.

Cá por mim, fiquei com uma curiosidade: Será possível perguntar aos espiões do Correio da Manhã se viram que emblema é aquele que Sócrates tem na lapela do casaco? E, já agora, qual a marca do casaco? É que achei o modelo muito giro!