Arquivo de Setembro, 2014

22
Set
14

ANTÓNIO COSTA ACUSADO DE MENTIROSO E CALOTEIRO

João Tocha acusa António Costa de mentiroso e caloteiro e revela que o vai processar… A história está no CM de 21 de Setembro e mostra que depois de Costa ter vindo acusar Seguro de partilhar um assessor com Menezes, afinal não foi Seguro, mas  ele mesmo quem o partilhou…. E, pelos vistos, não só se esqueceu disso como também se esqueceu de pagar a João Tocha o que deve!

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22
Set
14

MILIONÁRIO DO BPN PAGA CAUÇÃO COM ACÇÕES INSUFICIENTES PARA COBRIR MONTANTE

Ricardo Oliveira, um milionário ligado ao escândalo  BPN, pagou hoje uma caução de cinco milhões de euros com 800 mil acções. O ridículo da situação é que o Ministério Público e a juíza do processo consideram o valor das ações insuficiente para pagar a caução, mas, registe-se!.. dada a  vontade do arguido em pagar, não se opuseram à entrega das acções da Orgui – Organização e Investimentos Imobiliários…

 “A caução será prestada com”a constituição de penhor de 800 mil ações da Orgui, de que é proprietário, através do efetivo depósito das ações em entidade bancária à ordem do processo e tribunal”, diz o despacho da juíza, datado de 5 de setembro.  Em abril, o arguido propôs pagar a caução através do penhor de 800 mil ações da Orgui, avaliadas em 3,28 milhões de euros, e de créditos detidos sobre a empresa RO – Grupo Ricardo Oliveira, no montante de dois milhões de euros. O procurador Rosário Teixeira registou o aumento do valor da garantia, que ascende a 5,28 milhões de euros, e remeteu a decisão para a juíza. Para a magistrada, mesmo que o valor de cada ação seja de 4,59 euros, ‘nem sequer o penhor das 800 mil ações que foram oferecidas seria suficiente para atingir o valor da caução’. Nesse caso, as ações valem 3,67 milhões de euros. Mesmo assim, perante a vontade do arguido de pagar, o tribunal decidiu aceitar as ações como pagamento da caução”.

17
Set
14

HÁ LODO NO CAIS DO PORTO DE SINES

No Porto de Sines há lodo, um lodo sujinho, sujinho, com cheiro nauseabundo a comissões.

Um tipo, que diz trabalhar para uma empresa estrangeira, anda a oferecer comissões  a agentes de navegação para preferirem serviços dessa mesma entidade. E, generoso, oferece uma boa comissão a cada agente, em nome particular, pela preferência. 

Já faz confusão ter o Porto de Sines a ser servido por uma qualquer empresa estrangeira, quando os políticos portugueses se fartam de dizer que temos de apostar na Economia do Mar,  mas muitissimo grave e ilegítimo é que entrem no mercado para o poluir com estas sujas abordagens. Ou será que o tipo nem trabalha para a empresa? Ou trabalhando, saberá a empresa que anda a oferecer comissões?

E, com isto, como sempre acontece quando há comissões envolvidas, tramam-se os armadores que contratam os agentes de navegação,  porque a escolha destes, que têm a função de arranjar aos armadores os serviços de que precisam no porto, pode não ter em conta a qualidade, mas a comissão que recebem (e que os armadores, sem saber, pagam!). Um problema que aliás é comum a vários outros sectores onde o lodo das comissões impera. Mas é um lodo sujinho que urge limpar!

Em causa está a credibilidade internacional do próprio Porto de Sines!

PS: Uma curiosa nota. O filme que inspira o título deste post é “Há Lodo no Cais”, mas o título original “Water on the Front” teve no Brasil uma tradução diferente, menos poética, mas bem ajustada… chamam-lhe “Sindicato de ladrões”…

16
Set
14

OS INSONDÁVEIS MISTÉRIOS DAS AUTARQUIAS E DA BOLA

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Uma imagem vale mais que mil palavras, mas não podemos , ainda assim, deixar de escrever umas breves linhas sobre esta foto. Que mostra António Costa em boa companhia e animada conversa  com Valentim Loureiro e Rui Rio. Estariam os dois a pedir ajuda  a Valentim em matéria de bruxaria, para a futuras eleições? Ou será que o encontro ficará como mais um dos insondáveis mistérios das autarquias e da bola, que estão muito longe de fazer apenas parte de um qualquer imaginário popular.

Costa, diz-me com quem andas dir-te-ei quem és… E sobre com quem anda Costa, vale a pena reler o artigo “COMO O MAJOR ENREDA A JUSTIÇA“, onde se escrevia: Desde os tempos da guerra colonial, onde chegou a ser cognominado «Capitão das Batatas» por causa de um negócio turvo quando era responsável da Manutenção Militar na Guiné, que as «trapalhadas» perseguem o Major. ar na Guiné,  as «trapalhadas» perseguem” o Major. 

16
Set
14

CASO MECO: DUX TERÁ SIMULADO AFOGAMENTO, DIZEM AS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS

O caso do Meco continua ser de muito difícil julgamento. Mas o que é inadmissível é que subsistam ainda tantas dúvidas e o caso vá para arquivo. No tribunal pelo menos podiam vir a ser mais esclarecidas.  Assim, só se prolonga o sofrimento das famílias das vítimas, que mais que tudo querem e precisam de respostas. E isso não lhes devia ser negado.

Lê-se no CM de hoje:

Meco: Dux simula afogamento

Antenas de telemóvel deixam dúvidas às famílias. Defendem que João Miguel saiu do local.

Uma análise exaustiva do processo levou a família das vítimas do Meco a contestar que João Gouveia tivesse ficado na praia após o afogamento. Ontem, no requerimento de abertura de instrução, os familiares dos jovens garantiram que João Gouveia chamou o 112 de outro local, que não na praia do Meco.

Em causa está a localização da antena de telemóvel que foi acionada. À 01h12 de 15 de dezembro, quando avisou as autoridades, o telemóvel de João Gouveia acionou a antena da Costa da Caparica. Só depois foi acionada a antena de Alfarim, que localiza a praia do Meco. “Isto prova que o dux não estava lá”, diz o advogado.

Para a Polícia Judiciária, a questão estava longe de ser líquida. As operadoras dão conta de que a localização celular pode ser alterada, devido ao tráfego telefónico. Além disso, outra chamada recebida imediatamente a seguir – da Polícia Marítima, para confirmar a informação – já aciona a antena de Alfarim.

Os pais dos alunos, que insistem na responsabilização do único sobrevivente, João Gouveia, dux da comissão de praxes, pretendem que o juiz de instrução analise toda a matéria factual que consideram não ter sido valorizada. Recorde-se que, em julho, Moreira da Silva, o procurador responsável do Tribunal de Almada, arquivou o caso.

“Estamos à espera que, nesta fase, o juiz chame João Miguel Gouveia para nos contar a verdade do que aconteceu naquela noite”, disse ontem ao CM, à saída do tribunal, Fátima Negrão, mãe de Pedro Tito Negrão, após entregar o requerimento.

Também Fernanda Cristóvão, mãe de Catarina Soares, disse ontem “esperar que haja julgamento e que as famílias sejam esclarecidas sobre todas as dúvidas em tribunal”.

11
Set
14

COSTA E A PORNOGRAFIA… POLÍTICA – SONDAGENS DE RABO NA BOCA

“Costa ganha” diz hoje a sondagem do CM… Mas há aqui um grande problema: quem faz a sondagem do CM trabalha para Costa, recebe de Costa (e recebe do CM) e, portanto, nestas “sondagens” Costa nunca poderia perder!!!

Saberá ou não a direcção do CM que anda a fazer manchetes com sondagens de rabo na boca, ou seja… com pornografia política??

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09
Set
14

PROGRAMAS SOBRE CRIMES ESTÃO A SEDUZIR FRANCESES

Os programas sobre crimes estão a ser cada vez populares em França e estão a multiplicar-se na TV aberta e por assinatura nos últimos anos. Há até um um canal dedicado ao tema, Planète + CI (Crime et Investigation), lançado recentemente no país. Reconstituições, crimes em série, processos criminais famosos….

Se a moda pega em Portugal, o Crimedigoeu vai ter de apostar num canal de TV. E matéria não falta para alimentar a grelha!!

Até lá aqui fica uma interessante entrevista com Stéphane Bourgoin, ex-consultor da polícia e um dos maiores especialistas em criminologia de França ,autor de mais de 30 livros e cem documentários e reportagens para canais de TV locais como TF1, M6 ou Canal Plus, que se passou a dedicar ao assunto depois da própria esposa ser vítima de um serial killer, em 1976, na ânsia de entender a mente desses psicopatas. Em conversa com a RFI, fala sobre o interesse dos franceses pelos crimes.

“Existe de fato um aumento do interesse neste tipo de programa?

Podemos observar que a maioria dos noticiários, mesmo o jornal das 20H, abrem o programa com uma notícia sobre um crime, em vez de um assunto da política internacional. Um estudo recente, publicado no ano passado, mostrou que esse é o caso em cerca de 60% dos programas. Esse tipo de assunto interessa porque pode nos atingir pessoalmente e também porque, ao mesmo tempo, é o único reflexo que temos de uma sociedade em um determinado momento. O noticiário policial envolve um assassino, vítimas, um contexto, isso suscita questionamentos. Também existe, claro, a atração por tudo que é mórbido.

Você também é dono de uma livraria de romances policiais em Paris (Le Troisième Œil) desde 1972, qual é o público que frequenta o local?

O mais interessante é que se trata de um público principalmente feminino. Quando assisto aos grandes julgamentos de assassinos, o que faço há mais de 30 anos, percebo que o público é, em sua grande maioria, 80% feminino. Minhas leitoras são mulheres. Recebo cerca de 100 e-mails por dia e cerca de 80% são assinados por mulheres, em geral jovens. O canal Planète Justice, que só transmite programas sobre o tema, fez um estudo de audiência mostrando que 72% dos telespectadores são mulheres. Elas se interessam por este tipo de crime porque nos casos mais célebres, de serial killers ou estupros, as mulheres são vítimas, bem mais do que os homens. Essa pesquisa também mostra que as mulheres também se interessam mais pela psicologia do que os homens.

Como você próprio passou a se interessar pelo tema?

Eu me especializei no estudo dos serials-killers por conta da morte da minha mulher em 1976, que foi estuprada e morta por um psicopata. Trabalhei durante dez anos para a polícia nacional francesa, na formação de oficiais de polícia à psicologia de serial-killers. Esses criminosos não agem como um criminoso qualquer. Em geral, o assassino e sua vítima não se conhecem. Então é preciso investigar entender as fantasias e a cabeça do assassino para saber o que o levou à ação. Desde 1979, eu já interroguei mais de 77 serial-killers em todo os continentes.

Então hoje, para você, a mente de um psicopata não tem mais mistérios?

Sempre há uma parte de mistério em um serial killer. Os 77 psicopatas com quem eu me encontrei eram todos muito diferentes uns dos outros. Meu objetivo é tentar entender como eles agiram, e escolheram suas vítimas, e como foi o comportamento deles durante e após o crime. Claro que nunca poderemos impedi-los de cometer esse crime, mas um melhor conhecimento da maneira como eles agem, e dos rituais, permitirá talvez, no futuro, detê-los mais rapidamente.

Tem um caso que chamou particularmente sua atenção?

Tem um caso muito interessante, no fim dos anos 80, envolvendo o criminoso Gerard John Schaefer, em uma prisão na Flórida, nos Estados Unidos. É um xerife suspeito de ter matado 34 pessoas. Na frente dele, tive a impressão de estar na frente do Mal, em pessoa. Mas do Mal, com M maiúsculo. Minha coluna ficou bloqueada, fiquei todo arrepiado, e um terror generalizado tomou conta de mim durante toda a entrevista. Ele se dizia inocente. Para mim foi uma experiência muito difícil. Ainda hoje – a entrevista foi filmada- não me sinto bem quando vejo as imagens. Ele é provavelmente o maior serial killer da história, conhecido em todo o mundo.

Quem são os criminosos franceses mais conhecidos?

Na França nós prendemos, julgamos e indiciamos cerca de 140 serial killlers diferentes. Os mais conhecidos são Francis Heaulme, Guy George, conhecido como o assassino do leste parisiense, ou Emile Louis, no caso “os desaparecidos de L’Yonne”. No passado, temos Joseph Varcher, o estripador do sudeste, e que virou personagem do filme “O Juiz e o Assassino”, de Bertrand Tavernier”.