Arquivo de Dezembro, 2012

31
Dez
12

NA MORTE DE MANUEL LAGE

Manuel+Lage1Morreu Manuel Lage: esta foi a última notícia que ele transmitiu ao mundo. Com Lage convivi dores e arrelias, alegrias e preocupações. Lembro-me dos tempos em que ele me visitava o meu gabinete então no Ministério das Obras Públicas, na Praça do Comércio, recolhendo informação (nisto se distinguia dos escribas de hoje, que pendem a confundir informação com propaganda) e as minhas ideias acerca da ANOP – à sua extinção corajosamente se opôs – e esteve a meu lado nas atitudes que houve então que tomar: ambos tínhamos então o mesmo “vício” – não sobrepor os sempre eventuais e contingentes interesses ideológico-políticos a rigorosos padrões profissionais. Lage pertenceu a uma velha “escola” de jornalismo, na qual se destacaram Manuel Figueira e Manuel Ruas, falando de pessoas com tão diversa ideologia como eles. Hoje já não se fabrica.

Encontrava-o, o mais das vezes, na Rádio Comercial. Ele era dos poucos que sabia ter eu colaborado em, pelo menos, dois dos seus programas – o do Carlos Amorim (sobre Turismo) e o de Castelar – e de ter estado quase a entrar, pelas mãos do Diamantino Faria, para o Rádio Clube Português (assim se chamava nessa altura), quando, nos anos 60, vim de Moçambique. Magro e de bigodinho, chamava-me amiúde para dois dedos de conversa.

Reencontrei-o na Câmara de Sintra e esteve algumas noites no pub-restaurante-galeria do meu amigo Ernesto Neves, na época em que eu organizava aí as Festas da Poesia. Foi um recordar de “velhos tempos” (em que lá ia ao encontro do Fernando Tavares e da Cristina Noivo, com o falecido Cartaxo e Trindade) e inclui-se nessa quadra a vez última que com ele estive demoradamente. Depois disso, os acasos da política e as vicissitudes da vida atiraram-nos para diferentes bandas e perdi-lhe o rasto, pesem embora alguns encontros de fugida. Até agora, até o luto.

Que o Lage guardava segredos, mesmo que tocassem de perto amigos seus. Nunca me contou, apesar das minhas insistências, o que envolveu a minha gorada ida para Macau: eu fora convidado pelo Roque Martins para assessor do almirante Almeida Costa, então governador desse território. Eu acabara de sair do Ministério do eng. Viana Batista, devido à derrota eleitoral, e o convite caía como sopa no mel: o Roque Martins escrevera-me que eu fora admitido como assessor, que a passagem já estava a caminho, que eu largasse tudo e me aprestasse a partir. O que valeu foi a minha previdência: se eu ficasse à espera do bilhete, ainda hoje continuava em Lisboa.

Não sei o que se passou, que intriguice e que mexericos fizeram parte dessa certamente sórdida conspiração que entreteve a diminuta colónia portuguesa de Macau, na qual nunca afundei os pés: eu sei, até por experiência própria, que quanto mais pequenos são os mundos, maior é o clima de intrigas que se vive. Ninguém me contou o que então ocorreu, que se mantém para mim um mistério, porventura talvez porque não estivesse particularmente interessado em zarpar. E, tendo em conta o que depois aconteceu em Macau com o meu amigo António Ribeiro, não terá sido nada que me agradasse saber.

A verdade é que o Lage se encontrava nessa época às portas da China, que conheceu de perto a razão das coisas. Mas permaneceu mudo. No mesmo saco de silêncios meteu o convite que me fizeram para ir para Bratislava abrir um centro cultural português… que nunca esteve aberto. Contei-lhe isso, uma tarde, na Casa da Imprensa e expliquei-lhe os motivos que me levaram a recusar: o desconhecimento da língua que se fala na Eslováquia e a nula crença que tive nessa oferta, a qual me cheirava a esturro – ela surgia na mesma altura em que uma famigerada (hoje como tal reconhecida) administração socialista da RDP pretendia mover-me um processo disciplinar com vistas a despedimento, oficialmente por me opor ao relógio de ponto para os jornalistas, o que contrariava uma promessa-garantia dada e confirmada à Comissão de Trabalhadores de que eu fazia parte. Mas os motivos desse processo eram mais simples – visava silenciar-me, já que me tornara incómodo e desbocado à frente da Antena 2.

Nuno Rebocho

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30
Dez
12

RELVAS E PASSOS – AMIGOS INSEPARÁVEIS EM ESTRANHOS NEGÓCIOS QUE JÁ VÊM DE LONGE

 

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 http://www.facebook.com/photo.php?v=386200921464889

A arquitecta Helena Roseta revela aqui um caso de alegado compadrio envolvendo Miguel Relvas, então secretario de Estado com o pelouro das autarquias do governo de Durão Barroso e a empresa de que Pedro Passsos Coelho era Administrador… havia a possibilidade de os arquitectos municipais receberem formação adequada com o recurso a fundos comunitários desde que…a empresa a dar essa formação fosse a do sr Passos Coelho, a Tecnoforma ( então a atravessar por graves dificuldades financeiras) através de um programa denominado Foral… é a palavra de Helena Roseta que diz ter recebido essa proposta, na qualidade de presidente da Ordem dos Arquitectos, no gabinete de Relvas, mas a suspeição, envolvendo um membro do actual governo deveria merecer da parte do Ministério Público uma averiguação. Será que foi feita? Quer-nos parecer que não. Gravíssimo que este membro do Governo, sobre o qual recaiem agora igualmente graves suspeições sobre a forma como tem conduzido o processo de privatizações, continue a merecer a defesa pública do primeiro ministro Passos Coelho. Este episódio, se for verdadeiro, comprova à saciedade que ambos são amigos inseparáveis…em tudo! 

 

28
Dez
12

FMI GASTA MEIO MILHÃO DE DÓLARES EM BANQUETE DE NATAL

fmi-e-banco-mundialA organização internacional, ao mesmo tempo que dispende de uma quantia escandalosa com iguarias e muita bebida para os seus funcionários, sangra a Grécia em 899 milhões de dólares de juros só este ano….e impõe austeridade aos portugueses, como o corte de subsídios … vai cobrar 3,25% ao ano de juros de Portugal pelo empréstimo de 26 bilhões de euros — a parcela que cabe ao fundo no pacote de ajuda financeira ao nosso país.Está explicado o lauto banquete..com estes rendimentos chorudos, dá para tudo

 

Está visto que para o Fundo Monetário Internacional (FMI) a austeridade é mesmo para os outros, isto é, para os mais pobres. Porque para «suas excelências», os funcionários da instituição, é só mordomias e luxos. Um banquete de Natal oferecido a 7 mil funcionários do FMI custou à organização a “módica” quantia de 500 mil dólares.

O repasto, tendo por palco a sede da organização em Washington (EUA), estendeu-se por cinco horas (das 20 à 1hora da madrugada) e contou com iguarias próprias de figurar nas “mil e uma noites”. Um menu de quatro páginas anunciava entradas de caviar, salmão defumado e ostras, gastronomias de cinco países e bebidas com fartura.

A única coisa que faltou no lauto jantar de Natal foi a austeridade, porque essa apenas está reservada aos países devedores,como é o caso de Portugal,com mais de metade da população no limiar da pobreza.. Só com a Grécia, o FMI vai arrecadar este ano, segundo o jornal Washington Post, qualquer coisa como 899 milhões de dólares em juros decorrentes da dívida. O lema da organização monetária parece ser “públicas virtudes, pecados privados”.

Um exemplo dessa hipocrisia é Poul Thomsen, o dinamarquês que já foi responsável da missão do FMI em Portugal e que defendeu o aumento da carga horária e cortes nos benefícios para este país, estando agora à frente da missão em Atenas (Grécia). Este alto funcionário da organização ganha nada mais, nada menos do que qualquer coisa como 310 mil dólares anuais, mais umas alcavalas, em grande parte livres de impostos (uma das benesses garantida pelo FMI aos seus colaboradores).

26
Dez
12

EXCLUSIVO – TRIBUNAL BLOQUEIA BENS DE LULA NO VALOR DE 9 MILHÕES DE REAIS REVELAMOS AS PROVAS UMA HISTÓRIA «IGNORADA» PELA IMPRENSA BRASILEIRA

luESTA NOTICIA E OS DADOS COMPLEMENTARES QUE REVELAMOS FOI-NOS ENVIADA POR UM INTERNAUTA BRASILEIRO DEVIDAMENTE IDENTIFICADO E RELACIONA-SE COM O BLOQUEIO  DOS BENS DO ANTIGO PRESIDENTE DO BRASIL, INÁCIO LULA DA SILVA, DESENCADEADO PELO  MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, NO VALOR DE  R$ 9.526.070,64   POR « IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA», OU SEJA,O ANTIGO PRESIDENTE É SUSPEITO DE TER USADO VERBA PÚBLICA EM CLARO INTENTO DE PROMOÇÃO PESSOAL

O bloqueio tem  como finalidade garantir a devolução aos cofres públicos de quatro milhões de euros que Lula, segundo o MPF, usou indevidamente.

A acção interposta pelo MPF refere-se ao gasto desses quatro milhões de euros com a impressão e o envio pelo correio de mais de dez milhões de cartas enviadas pela Segurança Social a reformados entre Outubro e Dezembro de 2004, segundo ano do primeiro mandato de Lula.

O DIÁRIO LUSO «CORREIO DA MANHë JÁ TINHA AFLORADO ESTE CASO DADO QUE,COMO REFERE ESTE NOSSO INFORMADOR, A IMPRENSA BRASILEIRA É MUITO BEM PAGA PELO PT PARA PROTEGÊ-LO.«ENTÃO, TEMOS QUE FAZER NÓS, INTERNAUTAS, O PAPEL QUE A IMPRENSA NÃO FAZ»,SUBLINHA O NOSSO INTERLOCUTOR.

Já sei, você não acredita não é mesmo ?

Então confira o processo na Justiça Federal: http://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?secao=DF&proc=78070820114013400

 

Depois de abrir o link acima, clique em “PARTES” e verá o nome do Lula. Se quiser poderá acompanhar o desfecho.lula doc

Processo: 0007807-08.2011.4.01.3400

Classe: 65 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA

Vara: 13ª VARA FEDERAL

Juiz: PAULO CESAR LOPES

Data de Autuação: 31/01/2011

Assunto da Petição: 1030801  –  DANO AO ERÁRIO –

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA  –  ATOS ADMINISTRATIVOS – ADMINISTRATIVO

Observação:  ASSEGURAR O RESSARCIMENTO DOS BLOQUEIO DOS BENS DO LULA!lula doc 1

A notícia que todo Brasil esperava foi publicada em 23/10/12 no jornal Correio da Manhã em Portugal, quem quiser confirmar é só clicar no endereço abaixo, no site português: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/ministerio-publico-pede-bloqueio-de-bens-de-lula

 Aqui poderá obter cópia da sentença. https://mail.google.com/mail/u/0/?ui=2&ik=8263064873&view=att&th=13bb58b93a2a1190&attid=0.1&disp=safe&realattid=6d8708f721a1c100_0.1&zw

Isso é a pontinha do iceberg. Se resolverem investigar fortemente o BNDES e Eike Batista iremos chegar a pelo menos US$ 40 bilhões segundo a revista americana FORBES.

Este caso surge na altura em que os estilhaços do processos do «Mensalão» têm-se feito sentir na reputação do antigo presidente brasileiro. Se bem que o «polvo» da política no país irmão já começa a estender os seus tentáculos a este processo. Soube-se no passado dia 22 de Dezembro que o presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Joaquim Barbosa,recusou decretar a prisão imediata dos 25 arguidos condenados no julgamento, evitando assim abrir uma grave crise institucional com o Congresso. Barbosa, que foi o relator do «Mensalão», recusou o pedido argumentando que, como os condenados ainda podem recorrer das sentenças e nenhum deles evidenciou risco e fuga, não há neste momento necessidade imperiosa de os prender, evitando assim um perigoso braço-de-ferro com a Câmara dos Deputados. Isto porque três dos condenados são deputados em exercício, sancionados pelo Supremo com a perda de mandato além da prisão. O Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, desafiou, no entanto, o Supremo, afirmando que só o Parlamento tem autoridade para anular os mandatos, e ameaçara mesmo dar «asilo» no Congresso aos deputados em causa.

24
Dez
12

IMPOSTOR BURLOU MEIO MUNDO DO JORNALISMO PORTUGUÊS – ATÉ OS ORGÃOS DE REFERÊNCIA DO DR BALSEMÃO

arturAfirmava ser coordenador de um Observatório Económico das Nações Unidas para a Europa do Sul e, nessa condição, foi entrevistado por quase todos os órgãos de comunicação social portugueses,no «Expresso» e SIC , no programa «Expresso da Meia Noite». Nicolau Santos, um dos apresentadores deste programa e director adjunto do semanário Expresso, teceu os mais rasgados encómios sobre o impostor: «Artur Baptista da Silva é um ilustre desconhecido para a maioria dos portugueses. Mas não devia ser um ilustre desconhecido para o Governo. Em primeiro lugar, porque coordena a equipa de sete economistas que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, decidiu criar para estudar o risco geopolítico e social na Europa do Sul como resultado dos programas de ajustamento. E em segundo, porque é ele que ficará encarregado do Observatório Económico e Social das Nações Unidas para a Europa do Sul, a instalar em Portugal a partir de 2013». Afinal,o tal Observatório não existe, não cursou nas universidades que indicou,não foi membro do Governo e, cereja em cima do bolo, esteve preso até há um ano por diversas burlas,abuso de confiança e cheques sem cobertura.

Uma grande bronca que desclassifica e cobre de vergonha o jornalismo que por cá se faz, onde a inexperiência, a falta de profissionalismo reinam em redacções pejadas de «caloiros» pagos a pacatas e onde escasseiam os velhos «trutas», capazes de desmontar estes e outros logros que ameaçavam poisar nos jornais. Bastava ver os sites das Nações Unidasartur 1 e verificar que o tal Artur Silva não constava nos mesmos. Ou fazer um simples telefonema, como mais tarde a SIC fez para a ONU,  dando conta do logro e vestindo a carapuça de ter sido vitima do conto do vigário. Ou pedir ao próprio elementos que atestassem a sua condição de funcionário a ONU  ou nas universidades portuguesas, belgas ou dos Estados Unidos onde diz ter tirado vários cursos de economia e ciências sociaisartur 2. Ou até andar a vasculhar na net sobre o passado do figurão, onde avulta a condenação por burla a uma empresa em centenas de milhares de euros.

Perante dúvidas surgidas ao início da tarde de ontem,domingo, sobre a idoneidade de Artur Baptista da Silva, que deu uma entrevista à TSF,esta rádio tentou, ao longo do dia, confirmar suspeitas, que indicavam que não teria qualquer função naquela organização.

Fontes da delegação portuguesa nas Nações Unidas, contactadas pela TSF, disseram desconhecer a existência no organismo de uma pessoa com o nome de  Artur Baptista da Silva, e estranham a criação de um Observatório Económico e Social das Nações Unidas para a Europa do Sul.

A TSF chegou a confrontar Artur Baptista da Silva com estas suspeitas. Em dois contactos telefónicos distintos, durante a tarde, Baptista da Silva manteve a sua versão dos factos, mas recusou fazer prova de que, de facto, é funcionário das Nações Unidas.

Nos últimos dois meses, Artur Baptista da Silva foi orador convidado em diversas conferências em Portugal ( o Grémio Literário foi um desses palcos, uma instituição de grande credibilidade nacional  do mundo da Cultura), e deu entrevistas a diversos órgãos de comunicação social. Espaço público que ocupou a descrever as preocupações das Nações Unidas com os efeitos da crise nos países do Sul da Europa e a apontar caminhos alternativos.

Afinal,era só fumaça e da grossa que mancha o jornalismo de referência português, onde naturalmente se incluem os media do dr Balsemão e a TSF, a passar por um mau momento de credibilidade.

NICOLAU SANTYOS RETRATA-SE DA SUA INCOMPETÊNCIA.E NÃO SE DEMITE?

Esclarecimento de Nicolau Santos, diretor-adjunto do jornal Expresso sobre o caso Artur Baptista da Silva que se diz ser das Nações Unidas. O Expresso resolveu despublicar a entrevista datada de dia 15 devido às fortes suspeitas de burla que recaem sobre Baptista da Silva.

  1.    O Expresso publicou na sua edição de 15 de dezembro no caderno de Economia uma entrevista com Artur Baptista da Silva, suposto membro do PNUD e supostamente encarregue pela ONU de montar em Portugal um Observatório dos países da Europa do sul em processos de ajustamento.

2.    O primeiro contacto entre Artur Baptista da Silva e eu próprio ocorreu a pedido dele para me apresentar as linhas gerais da conferência que iria proferir no Grémio Literário a 4 de dezembro, o que aconteceu, tendo sido introduzido pela presidente do American Club, Anne Taylor.

3.    O Expresso, e eu em particular, errámos ao dar como adquirido que a informação que nos estava a ser prestada era fidedigna e não carecia de confirmação. Pelo facto, peço desculpa aos leitores e aos espectadores por este falhanço profissional inadmissível ao fim de 32 anos de jornalismo.

4.    É na sequência desse encontro que o Expresso entrevista Artur Baptista da Silva e a publica a 15 de dezembro. A 21 de dezembro, a meu convite, Artur Baptista da Silva participa no programa Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias.

5.    A entrevista ao Expresso tem repercussão internacional e a Reuters traduz uma grande parte para inglês. O jornal norte-americano “Chicago Tribune” dá também relevo à entrevista.

6.    Tudo indica que Artur Baptista da Silva não exerce os cargos e as responsabilidades que dizia ocupar e que as declarações que fez não vinculam nem a ONU nem o PNUD. Investigações conduzidas pelo Expresso e por outros órgãos de comunicação social indicam que Artur Baptista da Silva não faz nem nunca fez parte dos quadros de nenhuma daquelas organizações.

7.    Artur Baptista da Silva intitula-se também professor em “Social Economics”, na Milton Wisconsin University, nos Estados Unidos da América. Consultados os sites alusivos aquela universidade constata-se que ela encerrou em 1982.

8.    O Expresso e eu próprio assumimos este erro e iremos reforçar os mecanismos que permitam um controlo acrescido sobre a credibilidade das fontes com que lidamos diariamente.

21
Dez
12

ASSASSINA BRASILEIRA DOS DOIS FILHOS CAPTURADA PELA GNR – ACTUALIZADO

 assassinaPôs fogo à casa e fechou a porta para matar com grande frieza os dois filhos enquanto estes dormiam. Telefonou à sogra a dizer que  tinha morto os netos, foi atrás do marido, comunicou-lhe o duplo homicídio e fugiu.Keli Pinto Oliveira, 32 anos, foi no domingo, capturada pela  GNR em Castanheira do Ribatejo, quando, calmamemte, andava a fazer compras de Natal.Um crime horrendo, que nos choca a todos pela sua brutalidade.

O terrível caso ocorreu quarta-feira à noite, mas na localidade de Preces, no concelho de Alenquer,  o choque dos acontecimentos continua bem presente . As causas do crime não são conhecidas, mas estarão associadas a uma forte depressão motivada por uma relaçãio conjugal perturbada.

A avó paterna dos dois meninos assassinados, Henrique, de três anos, e Rafael, com um ano, Maria da Nazaré Pereira, de 68 anos, em declarações à imprensa, não queria acreditar. “Eles não morreram, eu sei que eles não morreram!”, dizia. “Eu não quero pensar que os vou enterrar, os meus meninos!”, escreve a edição do Jornal de Notícias.  O mais velho ia fazer quatro anos amanhã.

A mãe das crianças, Keli Alexandre Pinto Oliveira, de 32 anos, de nacionalidade brasileira, era conhecida por ter uma conduta estranha. Vivia até anteontem à noite em Preces, com o companheiro, Cláudio, mecânico, de 40 anos, filho da terra, e os dois filhos, mas nunca era vista a conviver com ninguém. “Estava sempre fechada em casa, nunca a víamos”, contam os vizinhos à reportagem da SIC e da RTP.

Doméstica, o sustento da família era Cláudio, que trabalhava com o pai na oficina de automóveis da família, na Póvoa de Santo Adrião. O ambiente em casa não era o melhor, embora ninguém visse brigas.Ao que parecer, Keli via com maus olhos as constantes saídas do companheiro à noite, provavelmente lembrando- se que o conhecera num bar de alterne…

 Aviso via telefone

Anteontem, cerca das 20 horas, Cláudio entrou em casa com compras e depois saiu, deixando Keli com Rafael e Henrique. Nada parecia diferente. Mas, cerca das 21 horas, Nazaré recebeu um telefonema de alguém que dizia ser condutora de táxi, e logo depois ouviu a voz da nora: “Matei os meus filhos”. “Eu não acreditei”, conta Nazaré, mas “ela insistiu: ‘matei os meus filhos'”. Incrédula, a idosa correu para casa do filho, bateu e não teve resposta. Chamou toda a gente, a GNR e os bombeiros, e quando a porta foi forçada, o fumo e as chamas libertaram-se do interior. “Queria ver os meus meninos”, recorda.Já estavam mortos, na cama

Nessa altura, chegava Keli a Castanheira do Ribatejo. Saiu do táxi que a transportou e levou duas malas. Queria encontrar Cláudio, que sabia estar na localidade, e o encontro deu-se numa rua entre os bombeiros e a GNR de Alenquer. De rompante, disse-lhe que tinha assassinado os filhos. Cláudio ficou sem reação e logo depois meteu-se no carro e seguiu para casa. Quanto a Keli, largou as malas e fugiu.

Cláudio chegou a casa, mas já nada havia a fazer. Os filhos estavam mortos. Teve alento para comunicar à GNR o encontro com a mulher e uma patrulha foi para Castanheira e descobriu as malas da suspeita, que continua em fuga.

 “Agora já podes ficar com os teus filhos”

As autoridades encontraram, na porta da casa, um bilhete deixado por Keli Oliveira com vários desabafos e um deles dizia: “Agora, já podes ficar com os teus filhos”. Segundo fontes relacionadas com o caso, não são palavras com muita importância para a explicação do crime, mas, em contrapartida, poderão ajudar as autoridades a perceber o estado de espírito e a confusão que ia na cabeça da suspeita do duplo homicídio. As palavras poderão estar associadas a uma má relação com Claúdio e a sogra, devido aos meninos. Em última análise, poderá ser estabelecida uma relação direta entre a morte das crianças e o facto de Keli a ter comunicado ao companheiro e a Nazaré.

O principal alvo de Keli parecia ser, de facto, a mãe de Claúdio. De acordo com as palavras da avó ao JN,  “eu nem queria ir lá para não haver problemas”, contou Nazaré acrescentando: “De vez em quando levava-lhes comida e, como a minha nora não gostava que eu fosse lá a casa, deixava pendurado na porta um saquinho com umas laranjas ou outras coisinhas. Assim não era preciso entrar”.

Mas não era só Nazaré a constatar o difícil carácter de Keli. No povoado não havia quem não comentasse a estranha conduta da mulher do mecânico, enquanto a sogra era tida como uma mulher que era maltratatada pela nora.

Já quanto a Cláudio, era reconhecida a dedicação aos filhos e dos meninos a ele. No infantário frequentado pelos dois meninos, em Castanheira do Ribatejo, a “mãe nunca niguém a viu”, enquanto o pai era visto sempre a levar e ir buscar as crianças. “Era mãe e pai em simultâneo”, contou a reportagem do JN.

18
Dez
12

ACUSAÇÃO A PAULO PEREIRA CRISTOVÃO PODE PENALIZAR AINDA MAIS O SPORTING NA TABELA CLASSIFICATIVA- Actualizado

paulo

 

O jornal Público de hoje, quarta feira, refere que na acusação do Ministério Público a Paulo Cristóvão está explícito que Godinho Lopes deu o “sim” a empresa para vigiar vida pessoal e social dos jogadores de futebol.

Que mais irá acontecer ao Sporting? Se se provar a culpabilidade do ex- vice presidente Paulo Pereira Cristóvão na cilada ao árbitro José Cardinali, face aos regulamentos disciplinares da Liga, o clube pode ser duramente penalizado, através do pagamento de uma multa e a subtração de pontos na tabela classificativa.

A investigação da PJ conseguiu reunir elementos suficientes contra Paulo Pereira Cristóvão, acusando-o MP de desvio de dinheiros do clube, de montagem de uma cilada ao árbitro José Cardinal e de reunir informação confidencial sobre árbitros da liga profissional de futebol. A PJ apreendeu também ficheiros detalhados de jogadores do Sporting  durante a busca que fez a casa do antigo dirigente leonino, que tinham dados pessoais como “a morada, matrículas dos carros e locais frequentados pelos alvos”, explica uma fonte judicial.

O jornal Público de hoje, quarta feira, refere que na acusação do Ministério Público a Paulo Cristóvão está explícito que Godinho Lopes deu o “sim” a empresa para vigiar vida pessoal e social dos jogadores de futebol.
Citando o conteúdo da acusação do Ministério Público pela procuradora do Departamento de Investigação e Acção Penal ao ex-presidente do Sporting Paulo Pereira Cristóvão, o jornal revela que o presidente do clube, Godinho Lopes, tinha conhecimento e autorizou a contratação de uma empresa para “vigiar a vida pessoal e social dos jogadores de futebol”.

Cristóvão é que tratou da contratação da empresa Businlog, constituída a seu pedido por um amigo, estipulando ele próprio a quantia mensal a pagar pelo clube (8000 euros mensais mais IVA de 1840 euros).

“Foi o arguido Paulo Pereira Cristóvão que estipulou as cláusulas contratuais e o preço dos serviços, tendo assegurado a Luís Godinho Lopes que não tinha qualquer relação com a Businlog”, refere o documento de acusação.

Recorde-se que Paulo Pereira Cristóvão foi acusado de sete crimes pelo Ministério Público: burla qualificada, branqueamento de capitais, devassa por meio de informática, peculato (dois), acesso ilegítimo qualificado e denúncia caluniosa qualificada. 

 No total, Pereira Cristóvão é  acusado pelo MP de um crime de burla qualificada, outro de branqueamento de capitais, dois de peculato, mais um de devassa por meio informático, um de acesso ilegítimo e, por fim, um de denúncia caluniosa agravada, precisamente contra o árbitro assistente internacional José Cardinal, na conta do qual mandou depositar dinheiro do Sporting para o poder acusar de corrupção.

Um sócio de Paulo Pereira Cristóvão na empresa de segurança que trabalhava para o Sporting, foi igualmente acusado de burla, branqueamento e devassa.

Contactado pelo semanário «Expresso», Paulo Pereira Cristóvão disse que nem ele nem o seu advogado Rogério Alves tinham sido notificados desta acusação, apesar da mesma estar referida no site da Procuradoria Geral Distrital de Lisboa.

Godinho Lopes tem neste processo que estalou nas mãos do Sporting uma responsabilidade acrescida. Já mostrou alguma da sua fragilidade quando, na reunião  do Conselho Directivo que ‘reconduziu’ Paulo Pereira Cristóvão (PPC), não conseguiu demonstrar aos seus colegas de Direcção que a alternativa ao ‘avanço’ de PPC, arrependido de ter suspendido as funções, era a demissão.
Quem conhece minimamente o futebol por dentro sabe que todos os clubes têm os seus ‘Cristóvãos’. Gente que interiorizou a ideia de que os jogos não se resolvem apenas dentro das ‘quatro linhas’ e os campeões não se fabricam exclusivamente com o trabalho que é realizado nos treinos e em plena competição.
São jogos de influência, compadrios vários, promiscuidade.
No futebol sempre houve quem comprasse o silêncio de algumas pessoas supostamente responsáveis com lugares nas tribunas de honra (?). No mínimo.
No caso em apreço, há o sério risco de a investigação revelar novos contornos. O problema é que, nessa forte hipótese, o Sporting será arrastado para o fundo e nada restará…a acrescentar à desgraçada campanha futebolística paira agora a penalização de ver reduzida a sua pontuação na tabela classificativa devido ao desgraçado consulado de PPC, que, como se vê, até prova em contrário, serviu-se da sua posição e da «amizade» que o ligava a Godinho Lopes em proveito próprio. Cabe à Justiça apurar a verdade dos factos.