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Mar
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APESAR DOS «CORTES» NAS POLÍCIAS, CRIMINALIDADE BAIXOU EM 2011

Roubos por esticão e em ourivesarias foram os que mais subiram em 2011, assim como as escutas telefónicas, destaca Relatório Anual de Segurança Interna

O Relatório Anual de Segurança Interna ( RASI) hoje apresentado e que reúne dados da PSP, GNR e PJ aponta para uma diminuição da criminalidade da ordem dos 2 por cento em 2011 e uma queda para quase metade (menos 49%) da delinquência juvenil, com menos 1.902 casos registados. Curioso o facto de terem aumentado as escutas telefónicas – foram  realizadas 11.440, ou seja, mais 8,46 do que em 2011. De uma forma geral, os números indicam que em 2011 houve uma diminuição da criminalidade e a sua «deslocalização» para zonas do interior do país, com um aumento assinalável dos crimes contra o património. E isto passa-se num quadro de falta de meios logísticos e de desmoralização no seio das forças da ordem devido a cortes salariais e reestruturação de quadros. O que indicia que apesar dessas «maleitas» os polícias continuam a efectuar o seu trabalho de uma forma rigorosa e diligente em nome da segurança nacional.

Os crimes que mais subiram no ano passado em Portugal foram os roubos por esticão e a ourivesarias, revela o Relatório apresentado pelo secretário geral da Segurança Interna, Antero Luís, que assinala um aumento da criminalidade violenta no distrito de Setúbal. Este distrito, conjugado com os de Lisboa e Porto representam 50 por cento da criminalidade total.

Se olharmos para a criminalidade no mapa da sua localização no espaço do território, há uma diminuição  de 5,6 (Faro) menos 9,3 (Braga) um aumento de 9,9 ( Bragança), menos 6,1 ( Aveiro), mais 10,3 ( Portalegre). No que respeita à criminalidade violenta e grave, destaca-se o facto de se terem registado menos 302 casos participados às autoridades do que no ano de 2010, um dos melhores resultados dos últimos quatro anos,

Em 2011 houve mais 1.386 casos participados de roubos por esticão (mais 21,2%), mais 17 roubos em ourivesarias, o que representa um aumento de 14,2%, mais 130 roubos a residências (+ 7,3%) e mais 1.658 furtos em residências, uma subida de 6,2%.. De destacar o facto de  se terem registado menos 25 homicídios do que no ano anterior, embora na sua maioria ( 27) se tenham registado no âmbito conjugal ou violência doméstica.

Ainda quanto à criminalidade violenta, os crimes com maior relevo, em termos absolutos, continuam a ser o roubo na via pública (exceto por esticão), com 8.396 ocorrências, o roubo por esticão (7.918) e a resistência e coação sobre funcionário (1.744), que, no seu conjunto, representam quase 75% deste tipo de criminalidade.

Nas descidas, o RASI aponta o homicídio voluntário consumado, com menos 25 casos (menos 17,6 %), os roubos na via pública (excepto por esticão), com menos 1.079 casos (menos 11,4%), a violência doméstica, com menos 2.255 casos (menos 7,2 %), o furto de veículo motorizado, com menos 809 ocorrências (menos quatro por cento) e os crimes sexuais, com menos 25 casos (menos 1,1%).

O relatório indica terem sido realizadas cerca de 19 mil operações de prevenção criminal, com a constituição de três equipas mistas específicas para os casos de assaltos a ourivesarias, ATM e metais preciosos, tendo sido apreendidas 2911 armas e efectuadas mais 20 mil detenções.

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