Arquivo de Julho, 2012

31
Jul
12

PORTUGUESA DE 80 ANOS ENFRENTA LADRÃO COM MANGAS

É caso para perguntar,onde estão cá no burgo estes compatriotas de rija têmpera? Será que emigraram todos? É o que se questiona ao tomarmos conhecimento da notícia que corre o mundo: uma portuguesa de 80 anos usou fruta (duas mangas) para afugentar dois assaltantes do supermercado do genro, em New Bedford, Massachussetts. Os dois meliantes acabaram detidos. Veja o vídeo.

http://www.youtube.com/watch?v=grawgxRBQDs&feature=player_embedded

O assalto no supermercado que pertence há mais de três décadas à família de Manuel Nogueira ocorreu a 20 de Julho ao início da tarde e tem sido notícia nos media locais, nomeadamente no canal Fox25News, que recorre às imagens das câmaras de segurança para mostrar “uma família sem medo a defender o que é seu”.Nas imagens vê-se que Otília Martins, de 80 anos, fazia compras no supermercado do seu genro quando se apercebeu da presença de dois assaltantes, um dos quais já tinha apontado uma arma à funcionária do estabelecimento.Após procurar na sua mala alguma coisa para atirar aos assaltantes, Otília Martins decide recorrer à fruta exposta no balcão e atira duas mangas a um dos ladrões, que ainda a agride com a coronha da arma, mas foge de seguida em direção à porta.

O genro, Manuel Nogueira, contou à Fox25News que estava no exterior do supermercado quando tudo aconteceu. «Estava lá fora quando ouvi gritar. Ela estava cheia de sangue. Vi-a gritar e vi-os a correr. Pensei que lhe tivessem roubado a carteira e comecei a correr atrás deles», contou Manuel Nogueira, que acabou por apanhar um dos assaltantes a dois quarteirões de distância.

 

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30
Jul
12

PJ DESCOBRE EM TEMPO ÚTIL INCENDIÁRIO DA MADEIRA JUIZ LIBERTOU-O. QUE JUSTIÇA É ESTA?!!!!

Já nada nos espanta na (in) justiça reinante neste jardim à beira mar. A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal do Funchal, deteve na sequência de uma investigação «relâmpago» um homem indiciado pela prática do crime de incêndio florestal. Presente ao juiz de instrução criminal, o suspeito acabou por ficar em liberdade. O indivíduo que chegou a concorrer ao curso de aspirante a bombeiro onde chumbou nos testes é natural da Madeira, tem 37 anos de idade, três filhos, estava actualmente desempregado e a Polícia mostra-se convicta que na altura em que ateou os dois incêndios na zona Oeste da ilha, se encontrava embriagado. O que não é desculpa para a malvadez cometida, pois além da floresta ardida, várias casas e carros ficaram destruídos e houve pessoa que correram risco de vida não fora a pronta acção dos bombeiros e da Protecção Civil .

 Na sequência das diligências de investigação levadas a efeito face a onda de incêndios que assolaram a  Região Autónoma da Madeira (RAM),e que provocaram avultados danos económicos e o pânico generalizado, foram recolhidos fortes indícios que permitiram identificar o autor de dois incêndios ocorridos no fim do mês de Março na freguesia de Ponta do Pargo e que consumiram uma área florestal de 30 hectares, e ainda do incêndio de grandes dimensões que no passado dia 17 deste mês, atingiu as freguesias da Fajã da Ovelha, Ponta do Pargo e Achadas da Cruz, consumindo uma área total de 2.484 hectares..

Vinte e quatro horas foi o tempo em que esteve preso o ex-candidato a bombeiro que resolveu atear estes focos como vingança pelo chumbo na sua candidatura a voluntário, depois de um juiz do Tribunal de Instrução Criminal da Ponta do Sol decretar que aguardasse julgamento em liberdade, mediante a apresentação regular num posto da GNR. O magistrado não atendeu ao pedido do delegado do Ministério Público que solicitara a sua prisão preventiva alegando que poderia reincidir em atear fogos – prática em que era useiro e vezeiro,

Há dois anos que um incendiário também detido pela PJ autor de um dos maiores incêndios que flagelou a ilha, aguarda julgamento. Agora este é o segundo a merecer a benevolência de um magistrado e das «leis tontas», como lhes chamou Jardim, paridas pelo Continente, que possibilitam estas situações anómalas. Perguntamos: e se este indivíduo agora detido resolver reincidir de novo, pois é suposto não ter um polícia a guardá-lo à porta de casa? Será que o juiz ficará também com as «barbas a arder» e será alvo de um procedimento superior para averiguar da justeza da sua decisão – pois os juízes são seres humanos e erram ( e muito!) nas suas decisões.Que leis e justiça é esta que põe em causa o trabalho eficiente da corporação da Judiciária da Madeira que chegou a mobilizar todos os meios para caçar o (ou os) autores dos incêndios na Madeira e em tempo útil descobriu um dos malfeitores … que acabou por ficar solto devido a uma decisão surpreendente de um magistrado para quem o pânico e o prejuízo incalculável de dezenas de hectares de floresta ardidos são simples «fait divers» na forma como administra a (in)justiça.

30
Jul
12

CHINA:CORRUPÇÃO NA ARGÉLIA

Por cá, a  venda da REN a uma empresa chinesa também gerou alguma polémica.He Xiaoou assina, na foto, um protocolo com o presidente da universidade de Atenas, na presença de Wen Jiabao, primeiro-ministro da China, e do então primeiro-ministro grego Papandreou, em Outubro 2010.

Huawei e ZTE, dois gigantes chineses das telecomunicações, presentes na Argélia, caíram em desgraça junto das autoridades judiciais argelinas que os acusam e investigam por problemas de corrupção. O escândalo na Argélia promete ser de dimensão e ter consequências… A ZTE é dirigida por He Xiaoou, filho do ex-adido militar chinês em Paris.

Por cá, a  venda da REN a uma empresa chinesa ( na foto,o momento da assinatura)também gerou alguma polémica. Em Março deste ano, a Comissão Europeia alertou para regras de separação entre a produção e o transporte de energia. Governo ainda não alterou a lei que impede participações acima de 10% na empresa.

A Comissão Europeia (CE) está atenta ao processo de privatização da EDP e da REN e avisa que a entidade reguladora portuguesa do sector energético (ERSE) «terá de avaliar em pormenor» a «situação de independência efectiva entre as duas empresas chinesas em causa». A Three Gorges comprou 21% da EDP, enquanto a State Grid adquiriu 25% da REN. Em ambos os casos, as empresas são estatais.

Segundo as normas comunitárias, um mesmo accionista não pode deter as redes de transporte de energia e, ao mesmo tempo, a produção ou abastecimento de electricidade ou gás. É o princípio da dissociação da propriedade.

O alerta foi lançado pelo comissário europeu da Energia, o alemão Gunther Oettinger, em resposta a uma pergunta da eurodeputada socialista Ana Gomes. O comissário não comentou a nacionalidade do capital em causa, invocando a livre circulação de capitais na União Europeia, mas vinca o respeito pelas «regras em matéria de dissociação».

«O modelo aplicável à REN, em conformidade com a legislação da União Europeia e a legislação portuguesa, é a plena dissociação da propriedade. A situação de independência efectiva entre as duas empresas chinesas em causa terá de ser avaliada em pormenor pela entidade reguladora portuguesa no contexto do procedimento de certificação previsto para a REN», afirmou.

Contactada pelo semanário SOL, que abordou estas suspeitas, a ERSE afirmou que já iniciou o processo de certificação, que «tem como objectivo avaliar e certificar o cumprimento das condições de separação jurídica e patrimonial do operador de rede de transporte estabelecidas por lei». A entidade reguladora acrescentou que «em momento oportuno, a ERSE divulgará a sua decisão»…que se continua a aguardar.

A eurodeputada Ana Gomes confessou-se «surpreendida» com a resposta da CE, por considerar que «aligeira responsabilidades para o regulador nacional, passando por cima de um facto óbvio, que é o de que o accionista da EDP e da REN, é o mesmo: o Estado chinês».

Também o dirigente nacional do PS, Jorge Seguro, considera que «a garantia de dissociação é feita em benefício dos consumidores» e que se está «perante um ataque aos direitos dos consumidores». Para já, o que se sabe, é que as tarifas de electricidade aumentaram cerca de 25 por cento…e que os chineses já embolsaram os primeiros lucros de milhões.

28
Jul
12

FAMÍLIA CAVACO TEM UMA FADA MADRINHA…

Uma «fada madrinha» deve ter brilhado sobre o genro do presidente da República, Luís Montez, quando o Conselho de Ministros o escolheu como vencedor do concurso público para a venda do Pavilhão Atlântico.Isto  apesar dos vários processos de execução a correr em tribunal, por dívidas a várias empresas…a mesma «boa estrela» que já tinha brilhado quando Cavaco e a filha venderam as acções do BPN antes do colapso da instituição…

Cavaco Silva, que hoje, sábado, de forma patética aconselhou durante uma visita à aldeia olímpica em Londres, os portugueses a fazer como ele próprio e a praticar o que chama de «desporto caseiro («Não deixem de praticar nem que seja o desporto caseiro, andar em cima do tapete, ou então dar um passeio, fazer uma marcha sempre que possível de uma volta de três, quatro quilómetros, andar meia hora por dia, pelo menos, é muito saudável») – os cidadãos deste país que já fazem diariamente «ginástica» para estender o magro orçamento de sobrevivência – tem uma «estrelinha» que olha por ele e pelos seus familiares mais próximos. Longe vá o agoiro pensar que o facto de ser presidente da República terá sido um factor decisivo no facto de o genro,Luís Montez, derrotar  o consórcio que juntava Álvaro Covões, da Everything is New, Cunha Vaz, CIP e a multinacional AEG no concurso público pela aquisição do Pavilhão Atlântico. Mas o certo é que uma «fada madrinha» deve ter brilhado sobre Luís Montez, responsável pela empresa «Música no Coração», quando o Conselho de Ministros o escolheu como vencedor doconcurso para a venda do Pavilhão Atlântico. Apesar dos vários processos de execução a correr em tribunal, por dívidas a várias empresas – segundo apurámos, Montez tem pelo menos 13 processos de execução pendentes…-  pagou pelo espaço onde se realizam os grandes shows internacionais em Lisboa, 21,2 milhões de euros, liderando um consórcio que envolveu o BES e a Super Bock.. 

Alguns desses processos remontam a anos anteriores, mas outros são relativos a 2012. Feitas as contas, são várias centenas de milhares de euros que o genro de Cavaco tem em dívida.  Apesar de os colaboradors do «Música no Coração» afirmarem que esses processos em causa são todos muito antigos e que apenas se está a tentar difamar o nome do genro de Cavaco Silva e da empresa, o certo é que a «Música no Coração»  é considerada de “risco elevado e de crédito não recomendado”, segundo dados revelados por um relatório da empresa Informa D&B.

Pois é: enquanto manda os portugueses «fazer ginástica» para combater as gorduras e o stress da crise, o presidente zela pelos seus..ou alguém lá nos céus zela por eles…agora coube a sorte a Luis Montez, o genro…em 2009, foi a vez do próprio Cavaco Silva e da filha serem bafejados por uma qualquer fada madrinha quando, antes do colapso da instituição, sairam de accionistas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), detentora do Banco Português de Negócios (BPN). Cavaco  teve então um ganho de 147,5 mil euros. A sua filha, Patrícia, também teve acções da SLN e lucrou ainda mais ao sair: 209,4 mil euros.Dados revelados pelo jornal «Expresso», em Maio de 2009,que publicou cópias das ordens de venda emitidas por Cavaco Silva e pela filha, endereçadas ao então presidente do conselho de administração da SLN, José Oliveira e Costa (que, como se sabe, encontra-se detido em casa com pulseira electrónica depois de descoberta a fraude na instituição que presidia). Cavaco detinha 105378 acções, adquiridas a um euro cada, que foram depois vendidas a 2,4 euros cada (a SLN não estava cotada na Bolsa e por isso não havia preço de referência, mas, segundo o jornal, este valor estava em linha com outras transações de acções do grupo naquela altura). A filha era detentora de 149640 acções.Não há nada como fazer uma boa ginástica para expurgar os males vindouros…e atrair os bons espíritos…

27
Jul
12

JORNAL «CORREIO DA MANHû ACUSOU POLÍCIAS DE PRENDER INOCENTE E A NOTÍCIA REVELOU-SE FALSA

                                                                                                                       

Luís Maria, que chegou a ser alvo de uma investigação interna da PSP para se apurar as circunstâncias em que Mário Brites tinha sido detido, apresentou já várias queixas contra diversos órgãos de Comunicação Social, jornalistas e comentadores, entre os quais o jornal Correio da Manhã e a TVI .

Segundo a manchete do jornal CORREIO DA MANHÃ – edição de 06-10-2011 -, e depois citada por quase todos os órgãos de comunicação social do País e largamente difundida na Internet, um homem “inocente” teria sido preso durante cinco meses por dois polícias que teriam forjado provas. O Ministério Público acusou recentemente o indivíduo de ter tentado assassinar o Polícia. E agora quem indemniza e lava a imagem dos agente Luís Maria e António Nereu? Por causa da notícia os polícias e a PSP estiveram debaixo de fogo. O «Correio da Manhã«,uma espécier de Crime diário, por que não faz  uma manchete a dizer: ACUSADO POLÍCIA INOCENTE DE PRENDER INOCENTE!, cumprindo as normas éticas e deontológicas que devem caracterizar um orgão de comunicação social que é líder de audiências e, por isso mesmo, devia ter  cautelas acrescidas na divulgação de noticias,cumprindo as regras éticas e deontológicas que se impunham
Segundo revelou o jornalista Carlos Tomás, no jornal «o Crime», um indivíduo que vários órgãos de Comunicação Social disseram ter estado cinco meses preso preventivamente, estando, segundo foi então divulgado, inocente, foi este mês formalmente acusado dos crimes que lhe eram atribuídos e que motivaram a sua prisão preventiva: ameaças à integridade física, posse de arma proibida e tentativa de homicídio de um agente da PSP que participou na sua detenção. Mário Brites, de 41 anos, foi posto em liberdade, em Outubro de 2011 e o agente da PSP passou a ser indicado como suspeito de ter falsificado os autos da detenção e inventado o crime, tendo para isso contado com a ajuda de outro polícia. Uma alegada vingança pessoal teria estado na origem da “montagem” do crime, segundo a versão tornada pública pelo jornal Correio da Manhã e que foi sempre refutada pelo agente envolvido, Luís Maria e pelo seu colega, António Nereu, que continuam ao serviço. O arguido agora acusado sempre clamou a sua inocência.
“Vingança de quê? Eu não tinha motivo nenhum para me querer vingar desse indivíduo. Pelo contrário. Ele é que tinha, porque devia dinheiro ao condomínio do prédio onde sou administrador. Aliás, eu até tinha uma ordem de penhora do carro dele e não a executei por achar que o prédio ficava mais bem servido se recebesse o dinheiro em dívida. Ele é que me ameaçou várias vezes de morte, tanto à porta do prédio, como na esquadra do Cacém, onde presto serviço. Foi detido quando tentou concretizar essa ameaça”, garantiu a “o Crime” Luís Maria, o agente sobre quem foram lançadas suspeitas de ter prendido “um inocente” e que viu este mês o Ministério Público de Sintra dar-lhe razão.
O agente-principal vai mais longe: “Pergunto apenas uma coisa: o que estava o indivíduo a fazer à porta do prédio que eu administro, às 21h00, e armado, se ele já não vive lá há mais de dois anos? Horas antes da ocorrência andou por lá a dizer que me queria matar. Os exames feitos no Laboratório de Polícia Científica confirmaram logo na altura que ele disparou uma arma. Depois vieram dizer que eu plantei a arma no local do crime e um invólucro. Uma loucura. Estou na classe exemplar de comportamento da PSP e ele tem um cadastro enorme e queriam que eu fosse o criminoso? Não tinha lógica nenhuma e agora tudo se esclareceu.”

Espancou grávida

António Nereu, o agente que, segundo as notícias tornadas públicas em Outubro do ano passado, era suspeito de cumplicidade no caso da prisão com provas falsas de Mário Brites é lacónico: “Limitei-me a contar a verdade no sítio onde devia. Nada tenho a dizer sobre isso. O que se passou já disse em sede própria e mantenho tudo.”
António Nereu garantiu no inquérito que fundamentou a acusação agora deduzida pelo Ministério Público que ouviu dois tiros e que saiu do carro onde aguardava pela chegada de Luís Maria para irem jantar para ver o que se passava. Deparou-se com o colega envolvido em confrontos físicos com Mário Brites e ajudou a dominá-lo. Segundo as notícias então divulgadas, a PJ interrogou vários vizinhos e nenhum deles disse ter ouvido disparos. Curiosamente, no inquérito não consta nenhum desses interrogatórios supostamente feitos por investigadores da Judiciária
Segundo a acusação do Ministério Público, um carro penhorado terá estado na origem da tentativa de homicídio qualificado do agente da PSP da esquadra do Cacém. O caso ocorreu em Maio de 2011, na Rua Cidade de Londres, naquela localidade do concelho de Sintra, quando Mário Brites, diz o Ministério Público, fez uma espera ao polícia, a quem já ameaçara várias vezes, acabando por sacar de uma arma e efectuar dois disparos sem que, no entanto, conseguisse atingir o alvo. Acabaria por ser desarmado e detido pelo próprio agente e por outro elemento da PSP.
Segundo a acusação, Mário Brites, natural de Moçambique, deslocou-se à Rua Cidade de Londres na tarde de um sábado e começou de imediato a procurar o agente Luís Maria, que não se encontrava na sua residência, situada no nº 11 daquela artéria do Cacém, prédio onde o indivíduo também viveu, deixando uma dívida por saldar ao condomínio após vender a casa. Face à ausência do polícia, igualmente administrador do imóvel, Mário Brites tornou público que estava ali para o balear.
«Não é verdade que o tipo que foi solto não tenha feito nada naquele dia como dizem. Ele bateu a todas as portas do prédio à procura do administrador e a dizer que era desta que o matava. Dizia que lhe metia três balázios na cabeça. O indivíduo é muito conflituoso e toda a gente aqui na zona tem medo dele. Vivia com uma mulher em quem batia quase todos os dias. A coitada da senhora estava grávida e ele dava-lhe pontapés na barriga. A primeira mulher dele fugiu de casa por não aguentar os maus tratos», contou um dos moradores do prédio nº 11, solicitando o anonimato. Existe uma queixa no Ministério Público, a que o jornal  “o Crime” teve acesso, da jovem de 17 anos que acusa Mário Brites de a ter espancado quando estava grávida.
O agente Luís Maria, segundo consta da acusação, terá sido avisado por um vizinho, via telemóvel, da espera que lhe estava a ser feita e interrompeu as compras que estava a fazer num hipermercado para ir confrontar o indivíduo. Mal se aproximou de Mário Brites este sacou de uma pistola calibre 6,35 milímetros e tentou alvejá-lo. Porém, o agente conseguiu agarrar-lhe o braço e desviar a pistola da sua direcção, tendo os dois disparos que o agressor fez saído em direcção ao céu, não ferindo ninguém. Após evitar ser baleado o agente conseguiu fazer com que o agressor largasse a arma e, contando com a ajuda de um segundo polícia, António Nereu, com quem Luís Maria tinha combinado jantar nessa noite, deteve o alegado agressor.

Em liberdade
Durante os confrontos, consta ainda da acusação, aproximou-se do local uma quarta pessoa, que foi identificada como sendo Marco Lança, e que terá tentado evitar que Luís Maria recebesse a ajuda do colega, tendo este último usado gás pimenta para afastar o indivíduo do local. Efectuada a detenção e já sem Marco Lança presente, os agentes rapidamente se aperceberam que a arma usada na tentativa de homicídio tinha desaparecido. Com a chegada de mais polícias ao local, iniciaram-se de imediato buscas para se tentar encontrar a arma que acabou por ser localizada junto a uma roda de um carro estacionado em frente ao prédio onde vive Marco Lança. A arma ainda estava carregada quando foi recuperada, com apenas uma munição na câmara e pronta a fazer fogo. Foi o próprio Luís Maria que, horas mais tarde, por ordens superiores, se deslocou ao local à procura dos invólucros, tendo apenas recuperado um.
Antes de se dirigir à Rua Cidade de Londres, consta ainda da acusação do Ministério Público, o indivíduo em causa já tinha sido interveniente noutro confronto, também com recurso a arma de fogo, que não usou, na Rua Malaquíades Marques, tendo-se colocado em fuga na respectiva viatura quando vários populares o tentaram prender.
Luís Maria diz, na acusação, que as ameaças contra si começaram sensivelmente seis meses antes do incidente que levou à detenção de Mário Brites, altura em que o indivíduo vendeu a casa que tinha no 4º andar do nº 11 da Rua Cidade de Londres, deixando uma dívida superior a mil euros ao condomínio. O agente revelou que tentou receber a quantia em falta enquanto administrador do imóvel, mas sempre sem sucesso, acabando a administração de condóminos por mover uma acção executiva que culminou com a penhora da viatura de Mário Brites.
Na sequência do confronto com o ex-vizinho, lê-se na acusação, o agente Luís Maria sofreu várias escoriações nos braços e no pescoço, o mesmo sucedendo com o agressor, mas nenhum precisou de receber tratamento hospitalar. O polícia ficou ainda com os óculos e um relógio partidos.
Mário Brites, que vai permanecer em liberdade até ao julgamento, está sujeito a apresentações diárias no posto da GNR da área da sua residência e proibido de se aproximar a menos de 300 metros de Luís Maria. Incorre numa pena que varia entre os 12 e os 25 anos de prisão.
Refira-se que tanto Luís Maria como António Nereu, apesar das inúmeras notícias dando conta de que eram suspeitos de forjar provas e de incriminar um “inocente”, nunca foram arguidos em qualquer processo e que a decisão de mandar para a prisão Mário Brites foi tomada por um juiz, depois de todo o expediente relacionado com o caso ter sido validado pelos superiores hierárquicos dos dois polícias e pelo Ministério Público de Sintra. Ainda não há data para o julgamento de Mário Brites.

Queixas contra jornais e televisões

Luís Maria, que chegou a ser alvo de uma investigação interna da PSP para se apurar as circunstâncias em que Mário Brites tinha sido detido, apresentou já várias queixas contra diversos órgãos de Comunicação Social, jornalistas e comentadores, entre os quais o jornal Correio da Manhã e a TVI .
O agente exige indemnizações cíveis que totalizam mais de 100 mil euros, por danos morais sofridos e por ter visto colocada a sua carreira em risco. O facto de o Ministério Público ter confirmado a acusação contra Mário Brites poderá revelar-se, segundo vários juristas ouvidos pelo “o Crime”, um argumento de peso para a defesa dos interesses de Luís Maria.

25
Jul
12

UM BOM CONSELHO DA POLÍCIA

25
Jul
12

OS PERIGOS DO REGISTO DE INFORMAÇÕES PESSOAIS NAS REDES SOCIAIS

 

http://youtu.be/O1sFnG6BuZA

Um alerta sobre os perigos de utilização das redes sociais onde tudo fica registado e pode ser usado contra si, especialmente dados pessoais se não tomar as devidas cautelas, pois dificilmente essas informações podem ser eliminadas…Veja como essas informações ou perfis estão a ser prescrutadas por empresas nas contratações de novos funcionários.E também se explica como através do seu telemóvel,ao associar um programa de localização através de uma dessas redes ( no caso do Orkut), o mesmo pode ser utilizado como espião por polícias ou por maridos ou mulheres ciumentos que o queiram localizar geograficamente em todo o Mundo.Isto é mesmo o «big brother»!!!Estamos todos «fichados»…ou lixados(?)