Arquivo de Outubro, 2016

11
Out
16

BLOCO NUCLEAR

A “aliança” Mira Amaral/Bloco de Esquerda está a causar estupefacção. Como analisa um nosso leitor, Mira Amaral ao meter o Bloco no bolso cria um facto político que levanta muito sérias questões políticas”

1. A grande questão não é o MA concordar com o Bloco mas sim o Bloco deixar-se manipular por MA que é norteado por outros propósitos estratégicos pois é um dos principais agentes do lobby nuclear em Portugal.

2. Como consegue o Bloco conciliar estes interesses nucleares com o alarido que anda a fazer à volra de Almaraz… Em que ficamos, afinal?

3. A eventual aplicação da taxa às energias alternativas, como MA quer e o Bloco aceitou, vai afectar sobretudo um considerável número de pequenos promotores/empresários (com reflexos nos trabalhadores…) que não têm envergadura nem meios para se defenderem em tribunal

4. Quererá realmente a “Geringonça” remar contra a maré e inverter uma tendência universal que, por todas as razões, se apresenta como irreversível e rapresenta uma progressiva consciência ecológica?”

Pois é… Em que ficamos, afinal? Ficamos com um Bloco Nuclear? Mas que deu à Catarina? Que diabo lhe deu o Mira? E António Costa? Que diz Costa a esta enorme trapalhada mira-bloquista? Costa vai também deixar-se embrulhar nas manobras de Mira Amaral? Vai também deixar que o lobby nuclear o meta no bolso?

Respostas são precisas e urgentes, senhor Primeiro-Ministro!

10
Out
16

MIRA AMARAL CONSELHEIRO DO “BLOCO”

miraMira volta aos amores de juventude. Já reformado (e milionariamente bem reformado…), o ex-ministro de Cavaco, que começou na vida como sindicalista na EDP, antes de se tornar dirigente do PSD, “ministro da Energia” e grande amigo do famoso arquitecto Taveira (sim, esse mesmo, o Tomás…), cedeu agora aos charmes (políticos, está bem de ver) de Catarina Martins e tornou-se “conselheiro” do Bloco de Esquerda.

Houve logo quem visse nisso um perigoso desvio trotsquista… Nada disso que o homem nunca teve tempo para ler os arrebicados escritos revolucionários do “chefe do Exército Vermelho”. Da coisa, diria o Herman (quando tinha graça), “eu cá é mais bolos”. Se o jovem sindicalista da EDP não teve tempo (dada a rapidez com que se alcandorou a dirigente do PSD) de terminar as suas guerras com a empresa, agora, já reformado, vê Catarina Martins oferecer-lhe numa bandeja a possibilidade de as prosseguir.

Mira Amaral (e Henrique Gomes, outro homem do universo PSD) são os conselheiros do “Bloco” na guerra desencadeada por Catarina Martins contra as “rendas excessivas da energia”! Uma rica “convergência” e um belo regresso à juventude!