Archive for the 'Uncategorized' Category

26
Ago
16

TEMPESTADE DE OUTONO SOBRE A ADSE

Como o País está próspero, sem problemas e tudo corre bem, há uns senhores por aí que, para agitar este mar de tranquilidade e bem-estar, estão a criar tudo o que é necessário para arranjar uma bruta tempestade… E escolheram a ADSE para desencadear a “grossa bernarda”.

É claro que têm todos eles outros sistemas de saúde e chorudas reformas… Se a tempestade afundar a ADSE, para eles, é igual.

Este Portugal tem gente assim: onde não há ameaças, vão criá-las. E, parece, não se pode exterminá-los…

03
Jul
13

TINHAMOS RAZÃO !GRUPO BILDERBERG «COZINHOU« A CRISE EM PORTUGAL

portasFace aos acontecimentos politicos que  ocorrem em Portugal – o pedido de demissão de Paulo Portas e a possibilidade de queda do governo PSD/CDS com a previsibilidade da realização de novas eleições, o que augura tempos dramáticos para o País – torna-se bastante pertinente um artigo aqui publicado recentemente onde alvitrávamos que após a reunião do Grupo Bilderberg no Norte de Inglaterra estaria na forja um governo PS/CDS. Por algum motivo, António José Seguro, o líder do PS, esteve presente nesse conclave ao lado de Paulo Portas, o presidente do CDS/PP.

Um mês depois dessa reunião, estalou a crise no nosso país, de forma patética e inenarrável, uma autêntica «brincadeira de putos da Jota e do JC, ao não tenham sido Passos e Portas formados no «caldeirão» dessas organizações juvenis do partido ( passando logo para a avida activa política sem conhecerem a realidade do povo e do País) e depois alcandorados a postos de responsabilidade , para os quais não estavam capacitados para exercer.

Ontem, Alberto João Jardim ao comentar os acontecimentos do «Continente», referiu isso mesmo, que a crise poderia ter sido engendrada no Grupo Bilderberg.Político experiente, Jardim sabe muito bem que o Bilderberg pode estar a fazer de Portugal trampolim para os seus objectivos estratégicos, ou seja, alargar o seu poderio economico à escala global, à custa de novos actores na esfera política que sejam mais subservientes aos seus propósitos.Lutando pela sobrevivência do seu grupo de Media, atravessar uma grave crise, o homem do Bilderberg em Portugal, Pinto Balsemão, tenta jogar pelo seguro…e Seguro, o do PS,é o homem que mais se posiciona para liderar os destinos do País.Mas terá de ter sempre a «bengala» Portas por perto…por muito que se saiba que, à melhor oportunidade, o homem do CDS vai «roer a corda«. Está na sua génese…

Vejamos então o texto que publicamos há cerca de um mês e que assume agora contornos de grande actualidade: 

O Club Bilderberg, qualificado por alguns como o “Governo do mundo na sombra, reuniu-se no mêsx passado no luxuoso hotel The Grove, em Hertfordshire (norte de Londres, Inglaterra). Três questões fundamentais estiveram em discussão, pelo menos, a nivel oficial: evitar nova bolha imobiliária; convencer a Inglaterra em não abandonar os designios europeus e evitar que forme um bloco de países descontentes contra a Alemanha; acabar com as armas nucleares no Irão, deixando a porta aberta para uma intervenção militar.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, depois de algumas reticências, pressionado por algumas questões pertinentes de jornalistas, lá acabou por confirmar (http://www.tvi24.iol.pt/503/politica/seguro-portas-bilderberg-tvi24/1456806-4072.html)que participou nesta reunião anual do Clube de Bilderberg, onde, adiantou,diz que irá defender o fim dos paraísos fiscais, a taxação sobre transações financeiras e os direitos sociais.

A lista oficial de convidados da reunião deste ano confirma que Paulo Portas e António José Seguro vão estar juntos nos encontros promovidos pelo Clube Bilderberg, do qual faz parte o líder da Impresa e antigo primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão, para além, de Durão Barroso.

O Clube de Bilderberg junta governantes e destacadas figuras de 21 países da União Europeia e dos Estados Unidos, decorrendo sempre à porta fechada, e caracteriza-se por ser muito restrito em termos de seleção de participantes.
Seguro confirmou a sua presença na próxima reunião anual do Clube de Bilderberg :

«É verdade que [a presença na reunião do Clube de Bilderberg] pode ter várias leituras, mas a minha leitura é a seguinte: Fizeram-me um convite e eu vou participar nessa reunião, como participo em dezenas ou centenas de reuniões e onde vou dizer aquilo que penso sobre a situação grave da Europa e sobre a necessidade de a globalização respeitar direitos humanos e direitos sociais», insistiu.

Na lista de convidados ainda é possível encontrar a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, o antigo primeiro-ministro francês, François Fillon, o ex-chefe de governo italiano, Mario Monti, o ex-secretário de Estado do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, o ministro da Economia espanhol Luis de Guindos, Jeff Bezos, fundador da Amazon, o antigo CEO do Google, Eric Schmidt e o colonista do Financial Times, Martin Wolf.

Em anos anteriores foram convidados nomes como José Sócrates, Jorge Sampaio, Mira Amaral, António Guterres, Vítor Constâncio, Ferreira Oliveira e Ricardo Salgado. No ano passado estiveram presentes  Luís Amado e Jorge Moreia da Silva, para além de Pinto Balsemão, o representante máximo da organização em Portugal, pelos vistos, agora muito empenhado em criar um, novo bloco PS/CDS que governe os destinos de Portugal.

Bem informado sobre os des8ignios deste Grupo, vale a pena ler o que escreveu o site espanhol Confidencial Digital sobre esta reunião do Grupo Bilderberg:

http://elconfidencialdigital.com/el_confidencial_digital/politica/084340/el-club-bilderberg-debatira-en-su-reunion-secreta-como-evitar-otra-burbuja-inmobiliaria-que-gran-bretana-no-abandone-la-ue-y-acabar-con-las-armas-nucleares-de-iran

13
Jun
13

A CORRUPÇÃO EM PORTUGAL

PAULOhttps://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZcLHe6sYO40

Atente – se nesta denúncia feita por Paulo Morais, ex-autarca da Câmara Municipal do Porto, de onde saiu em rota de colisão com o executivo, e que é actualmente responsável por um organismo que fiscaliza a corrupção em Portugal. Bem elucidativo sobre o que por cá se passa e a impunidade reinante, que coloca o País nos indicadores mais baixos a nível mundial sobre o nível de corrupção Não disse, mas focamos isso, há o chamado centrão politico dos interesses (PS e PSD) que alterna no poder à babuja dos contratos e falcatruas vários, de forma impune… atente-se que praticamente nenhum responsável político de renome foi indiciado pelo crime de corrupção, apesar das suspeitas e denúncias – veja-se o caso recente do antigo responsável dos CTT, Horta e Costa, absolvido no Tribunal de Coimbra num caso em que, ao tempo em que era presidente dos Correios, autorizou a venda de dois prédios,um na cidade do Mondego e um outro em Lisboa, numa manhã e que foram super valorizados na tarde do mesmo dia, dando um lucro de milhões à entidade compradora e um «rombo» apreciável no património da instituição…ou dos submarinos, que muito «chamuscou» Paulo Portas, que levou a que responsáveis  do consórcio alemão fossem condenados na Alemanha, enquanto que, em Portugal, os envolvidos escaparam às malhas da Justiça…ou do Freeport, o tal empreendimento construído em área protegida em Alcochete, abordado  nesta entrevista…ou como autarcas e banqueiros,em cumplicidade, têm abichado milhões na compra de terrenos agrícolas que passam a urbanizáveis…este País não é para gente séria!!!

05
Jun
13

BILDERBERG: GOVERNO DO «MUNDO SOMBRA» REUNE-SE EM INGLATERRA COM A PERSPECTIVA DE UM NOVO BLOCO PS/CDS NA FORJA

seguroO Club Bilderberg, qualificado por alguns como o “Governo do mundo na sombra, reúne-se durante esta semana no luxuoso hotel The Grove, em Hertfordshire (norte de Londres, Inglaterra). Três questões fundamentais estarão em discussão, pelo menos, a nivel oficial: evitar nova bolha imobiliária; convencer a Inglaterra em não abandonar os designios europeus e evitar que forme um bloco de países descontentes contra a Alemanha; acabar com as armas nucleares no Irão, deixando a porta aberta para uma intervenção militar.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, depois de algumas reticências, pressionado por algumas questões pertinentes de jornalistas, lá acabou por confirmar (http://www.tvi24.iol.pt/503/politica/seguro-portas-bilderberg-tvi24/1456806-4072.html)que participará nesta reunião anual do Clube de Bilderberg, onde, adiantou,diz que irá defender o fim dos paraísos fiscais, a taxação sobre transações financeiras e os direitos sociais.

A lista oficial de convidados da reunião deste ano confirma que Paulo Portas e António José Seguro vão estar juntos nos encontros promovidos pelo Clube Bilderberg, do qual faz parte o líder da Impresa e antigo primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão, para além, de Durão Barroso.

O Clube de Bilderberg junta governantes e destacadas figuras de 21 países da União Europeia e dos Estados Unidos, decorrendo sempre à porta fechada, e caracteriza-se por ser muito restrito em termos de seleção de participantes.
Seguro confirmou a sua presença na próxima reunião anual do Clube de Bilderberg :

«É verdade que [a presença na reunião do Clube de Bilderberg] pode ter várias leituras, mas a minha leitura é a seguinte: Fizeram-me um convite e eu vou participar nessa reunião, como participo em dezenas ou centenas de reuniões e onde vou dizer aquilo que penso sobre a situação grave da Europa e sobre a necessidade de a globalização respeitar direitos humanos e direitos sociais», insistiu.

Na lista de convidados ainda é possível encontrar a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, o antigo primeiro-ministro francês, François Fillon, o ex-chefe de governo italiano, Mario Monti, o ex-secretário de Estado do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, o ministro da Economia espanhol Luis de Guindos, Jeff Bezos, fundador da Amazon, o antigo CEO do Google, Eric Schmidt e o colonista do Financial Times, Martin Wolf.

Em anos anteriores foram convidados nomes como José Sócrates, Jorge Sampaio, Mira Amaral, António Guterres, Vítor Constâncio, Ferreira Oliveira e Ricardo Salgado. No ano passado estiveram presentes  Luís Amado e Jorge Moreia da Silva, para além de Pinto Balsemão, o representante máximo da organização em Portugal, pelos vistos, agora muito empenhado em criar um, novo bloco PS/CDS que governe os destinos de Portugal.

Bem informado sobre os des8ignios deste Grupo, vale a pena ler o que escreveu o site espanhol Confidencial Digital sobre esta reunião do Grupo Bilderberg:

http://elconfidencialdigital.com/el_confidencial_digital/politica/084340/el-club-bilderberg-debatira-en-su-reunion-secreta-como-evitar-otra-burbuja-inmobiliaria-que-gran-bretana-no-abandone-la-ue-y-acabar-con-las-armas-nucleares-de-iran

03
Jun
13

CAMARATE – TESTEMUNHA QUE VEIO DA HOLANDA VAI LANÇAR MAIS «ACHAS« NA FOGUEIRA DO ATENTADO

elzaElza Simões, a ex-.mulher de Fernando Farinha Simões, o autor confesso do atentado de Camarate que vitimou Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, vai prestar amanhã, terça feira, depoimento perante a comissão de inquérito parlamentar que investiga o crime.

Elza foi testemunha presencial das conivências ao mais alto nível,com enfoque na CIA e militares portugueses, dos preparativos do atentado, e das horas seguintes em que o Cessna se despenhou em Camarate, tendo-se até deslocado na companhia de José Esteves (o outro c úmplice do crime) e Fernando Simões ao edificio da PJ na noite de 4 de Dezembro de 1980 – o dia do crime – data em que, segundo ela, Esteves terá ido procurar protecção junto do então responsável máximo da Polícia,Lencastre Bernardo. Curiosamente, José Eseves, nos anos que se seguiram, teve as «costas quentes» por parte da PJ, situação que nos últimos trempos se alterou, acusando agora a Polícia de ser conivente, relapsa e contumaz na investigação e encobrimento das exactas circunstâncias em que Sá Carneiro morreu e os motivos pelos quais foi assassinado.  

Mas atentemos no depoimento enteriormente tornado público por Elza Simões e que esta testemunha naturalmente irá relembrar amanhã perante os elementos da X Comissão de Inquérito da AR:

“Conheci o Fernando Farinha Simões (FFS) em 1975, no Hotel Sheraton, numa conferência que aí se realizou. Fui ao Hotel Sheraton a convite do Sr. Nick, que era ministro da Agricultura e Pesca da África do Sul. Aí conheci o FFS, que participava nessa conferência, e que referiu que vivia no Hotel Sheraton.

A partir daí fui várias vezes ao Hotel Sheraton para se encontrar com o FFS. Entre as pessoas que o FFS convivia nessa altura portugueses, americanos, africanos do sul e ingleses. Vivia contudo na Alameda Afonso Henriques nº7 (hoje nº13) 5ºEsq. Em 1976 FFS vem viver comigo para a Alameda Afonso Henriques, deixando assim o Hotel Sheraton. FFS vivei aqui entre 1976 e 1978, ano em que nasceu a nossa filha Iliana Oliveira Simões. Nesse ano fomos viver para Odivelas, na rua dos Lusíadas nº20, 2º andar que alugámos.Vivemos aqui entre 1978 e 1985.

FFS convivia com José Esteves, com o General Rovosco Vaz, Cor. Vinhas, etc.. Eu comecei a trabalhar no cabeleireiro Baeta, no Centro Comercial Alvalade, em 1975. O trabalho de FFS era de alguma forma misterioso, pois FFS nunca me dizia claramente o que fazia. Em 1980 fui com FFS á Av. Duque de Loulé, na parte de cima junto á zona da polícia Judiciária, onde FFS se encontra com 3 ou 4 homens, que me pareceram ser Americanos. FFS tinha combinado com estes senhores encontrarem-se ali, para depois irem em conjunto para a Embaixada dos EUA. Noutra ocasião, a irmã de uma colega minha do cabeleireiro Baeta, chamada Nena e que trabalhava na Embaixada dos EUA, ao ver FFS no cabeleireiro disse, que FFS tinha estado nessa manhã na Embaixada dos EUA.

Entre 1975 e 1978 o FFS, quase todos os dias combinava com colegas, como com o José Esteves, á minha frente para irem para a Embaixada dos EUA. O FFS saía de casa pelas 14 horas, e ia para a Embaixada. Fazia também muitas reuniões no Hotel Sheraton, segundo me contava. Pelo que eu ouvia, o trabalho de FFS era relacionado com serviços secretos, pois dispunham de armas, gramadas, etc.. No trabalho de FFS participavam estrangeiros nomeadamente americanos, alguns dos quais da Embaixada dos EUA, embora eu nunca tenha participado nessas reuniões. Nunca percebi muito bem do que falavam, pois normalmente o FFS falava em código.

O FFS disse-me contudo, já em 1975, que trabalhava para a CIA, e que cada estadia no Hotel Sheraton era paga pela CIA. Recebia normalmente em cada mês, ou de dois em dois meses, e pelo que eu percebia, era pago na Embaixada dos EUA. Viajava para Espanha onde fazia sempre grandes compras para mim e para a minha filha. Tinha um bom nível de vida, traduzido em bom vestuário, pagando as suas compras, em Lisboa, normalmente em US Dollares. As refeições de almoço e jantar eram quase sempre no Hotel Sheraton. Eu contudo nunca quis fazer muitas perguntas sobre estas suas actividades, pois tinha a noção que eram perigosas e muitas vezes ilegais. Tinha portanto medo e preferia não conhecer pormenores.

Em 1977 FFS combina, á minha frente em minha casa, com um colega, ao telefone, que se ia encontrar com Frank Carlucci, no Hotel Sheraton, pelas 15 horas. Para esta reunião, FFS vestiu-se de fato e gravata. Teve esta reunião pelas 15 ou 16 horas. Ao regressar a casa, não comentou o que havia falado nessa reunião.
Entre 1977 e 1980, FFS encontrou-se algumas vezes com Frank Carlucci, segundo eu ouvi em combinações que ele fazia ao telefone, em minha casa. Fiquei com a impressão que muitas das vezes que FFS ia á Embaixada era para falar com Frank Carlucci. Numa ocasião ouvi, de minha casa ao telefone, FFS pedir a Franck Carlucci um visto para um amigo português poder viajar para os EUA, o que Frank Carlucci resolveu. Uma das pessoas para quem FFS conseguiu um visto junto de Frank Carlucci, foi para Jorge Riviera, que era português.

Entre 1975 e 1985 FFS viveu sempre comigo, em Portugal, embora tenha viajado sem mim para países como Inglaterra, Brasil, Colômbia e EUA. Viajava normalmente durante 2 a 4 semanas. Julgo que estas viagens eram pagas pela CIA. Uma dessas vezes FFS foi buscar os bilhetes á embaixada dos EUA. Julgo que na viajem que FFS fez a Londres, pelas descrições que hoje tenho, que FFS viajou acompanhado de Lee Rodrigues.

Em Novembro o FFS marcou um encontro na Av. De Roma, junto ao Teatro Maria Matos. O FFS conduzia o carro, eu saí em frente do Teatro Maria Matos, pelas 15:30 horas, tendo eu ido a pé para o centro comercial de Alvalade. A pessoa com quem FFS se encontrou era molhe, tipo indiano, alto e forte, com leve barriga, de 30 e poucos anos, que hoje acho que é o Sr. Lee Rodrigues. FFS ficou lá a falar com ele.

Em Novembro de 1980 FFS e José Esteves começaram a viver quase sempre em permanente contacto. Nesse mês José Esteves passou a jantar normalmente em minha casa, muitas com a Gina, que era a namorada de José Esteves. FFS começou a falar muitas vezes com José Esteves, normalmente em código. Fiquei claramente com a ideia que estavam a organizar algo em comum. FFS estava então particularmente nervoso, tendo uma tosse nervosa.

Uns dias antes de 4 de Dezembro, o José Esteves disse, em minha casa, depois de jantar, á Gina para ir para casa limpar a marquise, porque no dia seguinte ia a mulher da limpeza limpar a sua casa, para ela não ver o que estava na marquise, pois a marquise tinha pólvora e resíduos de materiais explosivos. Estes materiais tinham sido comprados por José Esteves numa drogaria do Cacém. Para esse efeito, José Esteves sai com FFS e com a Gina num carro de minha casa, e deixa a Gina em sua casa no Cacém, seguindo depois com FFS para Lisboa.

No dia 4 de Dezembro, José Esteves aparece no Cabeleireiro Baeta pelas 20:30 horas, muito nervoso. O José Esteves pediu-me umas moedas para falar ao telefone público para casa do pai do FFS. Mais tarde aparece também lá o FFS, que foi buscar a minha filha na casa dos pais do FFS. José Esteves comenta então para FFS, muito nervoso, “ que tinham virado churrasco”. Pelas 22 horas saí com FFS e José Esteves para minha casa. Nem FFS nem José Esteves me comentaram o que tinha sucedido, mas tanto um como o outro, estavam muito nervosos e apreensivos. Ouviam as notícias da queda do avião na televisão, de uma forma atenta e com um ar comprometido. Comentavam entre eles as notícias num idioma que eu não percebia, José Esteves fez então um telefonema de minha casa para um militar.

Pela 1 hora da manhã José Esteves e FFS saem de casa, no carro do José Esteves. Eu fiquei em casa, FFS regressou passado aproximadamente uma hora, não comentou nada comigo, José Esteves não regressou.
Passado alguns dias perguntei a FFS se tinha sido José Esteves a fazer a bomba desse atentado, ao que o FFS respondeu que sim. FFS disse que foi o João Pedro Dias arranjou uma farda de piloto para o Lee Rodrigues para poder entrar no aeroporto. Perguntei a FFS quem deu ordem para este atentado, ao que FFS me disse que a ordem tinha vindo de fora de Portugal.

Nos dias seguintes ao atentado reparava que tanto FFS como José Esteves andavam apreensivos com as possíveis consequências, temendo que alguma coisa lhes pudesse suceder.
Nos dias seguintes ao atentado, José Esteves passa a vir menos vezes a minha casa. Mas continuava a falar com FFS, com quem se encontrava frequentemente.

Passado cerca de um mês do atentado, José Esteves, em minha casa, refere a FFS que tem estado várias vezes em contacto com um militar, tanto pelo telefone, como pessoalmente, a quem pediu protecção por causa deste atentado. Esse militar com quem falava frequentemente, estava ao corrente do que tinha sucedido em Camarate, através, pelo menos, de José Esteves, José Esteves refere então estar mais tranquilo, pois esse militar lhe disse que o protegeria. Pelo que sei hoje, julgo que esse militar era o Cor. Lencastre Bernardo. Sei contudo que José Esteves falava também pelo telefone, de minha casa para outra pessoa, para o proteger deste assunto, que tinha um sotaque do norte de Portugal.

Depois José Esteves deixou de aparecer em minha casa, pois apesar desse contacto com o militar, tinha sempre medo de ser preso, como referiu frequentemente a FFS. Deixou inclusivamente de viv er no Cacém, passando a estar em parte incerta.

Em 1985, o FFS disse-me que o José Esteves tinha recebido uma ordem para sair de Portugal, porque se estava a falar muito de Camarate. Com efeito José Esteves é então informado de que corre perigo de ser preso por causa de Camarate, como ele próprio me referiu, e FFS confirmou. As comissões de Inquérito Parlamentares sobre Camarate também estavam a falar cada vez mais neste assunto e de José Esteves. Foi para o Brasil via Madrid. Eu e o FFS fomos também para o Brasil, pouco tempo depois do José Esteves. No Brasil FFS comentou-me que José Esteves estava no Brasil por causa de Camarate.

No Brasil vivia um pouco assustada pela vida que FFS levava, pelo que nunca lhe perguntei como é que ele ganhava a vida. Via contudo que FFS tinha frequentemente US Dollares no bolso. Sei contudo que continuava a trabalhar para os americanos da embaixada dos EUA em Lisboa, pois de nossa casa falava com eles ao telefone. FFS vem contudo várias vezes a Lisboa, enquanto eu fico no Brasil, em Santa Catarina. FFS vai também muitas vezes ao Rio de Janeiro.

Voltei para Portugal em 1994, quando FFS já estava a viver novamente em Portugal. Trabalhei no cabeleireiro Isabel Queiroz do Vale, e mais tarde no Cabeleireiro Marina Cruz. Falei sobre Camarate com Augusto Cid e também com Pedro Amaral da PJ. Pedro Amaral referiu-me contudo não querer falar sobre Camarate, pois tinha sido muito prejudicado por este assunto. FFS foi preso em 1995, acusado de tráfego de droga. Por outro lado, não sabia do paradeiro de José Esteves, e não o voltei a encontrar. Só o voltei a ver no lançamento do livro da Inês Serra Lopes.

Aproximadamente em 1996, fui á Comissão de Inquérito Parlamentar sobre Camarate, onde contei tudo o que sabia sobre Camarate, menos a ligação de FFS á Embaixada americana e á CIA. Não falei porque tinha medo de prejudicar o FFS e de que alguma coisa me pudesse suceder, pois a CIA era muito poderosa e perigosa, e FFS estando preso, não me podia defender.

Depois desta minha intervenção na Assembleia da República, passei a andar com a protecção de dois polícias, durante seis meses. Apesar disso, um dia o meu carro foi roubado, durante 15 dias, até ser encontrado no Cacém. Aparece com papagaios dentro do carro, com muitas penas, o que eu associei desde logo a José Esteves, pois nessa altura criava papagaios em casa. Foi uma forma de José Esteves me mostrar que não gostou que eu tivesse ido falar sobre Camarate á Assembleia da República. José Esteves disse-me, mais tarde, que nunca pensou que eu alguma vez contasse o que sabia sobre Camarate.

Também depois da minha ida á Assembleia da República, fui uma vez aos Serviços de Estrangeiros e Fronteira, na Av. António Augusto Aguiar, para renovar o meu visto, que era dirigido pelo Cor. Lencastre Bernardo. Surpreendentemente fui obrigada a esperar cerca de 3 horas sem justificação, pois estava totalmente legal em Portugal. Liguei para o Inspector Pedro Amaral por causa desta situação, e pouco tempo depois o assunto foi resolvido e pude sair. Não tive dúvidas que essa demora, injustificada, de mais de três horas foi provocada por Lencastre Bernardo, como retaliação da minha ida á Assembleia da República, onde falei sobre ele. A minha ida a este Serviço era muito simples, e por isso, embora não possa provar, não tenho dúvidas que foi uma retaliação de Lencastre Bernardo, que Pedro Amaral já me tinha dito tratar-se de uma pessoa perigosa.”

16
Maio
13

ESTEVES VAI HOJE CULPAR A PJ DE ENCOBRIR ATENTADO DE CAMARATE

esteves[1]No dia em que José Esteves, um dos suspeitos de autoria do atentado de Camarate, vai prestar declarações na Comissão de Inquérito da Assembleia da República que investiga as condições em que morreu o antigo primeiro ministro Sá Carneiro e o seu ministro da Defesa, recordamos as afirmações que prestou a este blogue. Há muito que José Esteves proclama que foi um dos culpados da queda do Cessna, há muito que repete querer estar presente perante a justiça para revelar o que sabe – por que também sabe que o processo prescreveu e não pode ser indiciado, claro…- mas o Ministério Público e a PJ rejeitaram liminarmente interrogá-lo ( Esteves diz que o caso foi encoberto pela PJ e segundo informação que nos fez chegar esse será um dos temas fortes das declarações que hoje vai prestar na AR…) depois de ter feito essa sua confissão de ser um dos autores do atentado numa entrevista que deu à revista «Focus».Nem mesmo quando o seu companheiro de aventuras, Fernando Farinha Simões ( na foto que publicamos vemos ambos em plena confraternização num restaurante) numa confissão gravada na prisão, obtida por Esteves, surgiu a corroborar estas declarações, introduzindo algumas novidades, como o envolvimento de personalidades portuguesas na preparação, conhecimento e cumplicidade numa maquinação diabólica que visava liquidar os homens ( Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa) que pudessem prejudicar o negócio da venda de armas para o Irão, «subsidiado por um Fundo Secreto das Forças Armadas ( cujo destino também foi abafado por entidades superiors dessas FA s). Os testemunhos de ambos sempre foram descrebilizados pelas autoridades judiciais e de investigação, talvez por que os factos revelados eram demasiado mirabolantes…ou porque, na sombra,se terão movimentado altos interesses para abafar estes depoimentos demasiado comprometedores para gente que por aí «navega», impoluta e impune.

Mas vejamos as declarações que José Esteves fez a este blogue colhidas durante a apresentação do livro«Camarate Sá Carneiro e as Armas para o Irão» da autoria do jornalista Frederico Duarte Carvalho:

«Recebi 200 mil dólares de Frank Sturgis ( espião a soldo da CIA) para fabricar a bomba incendiária  colocada no avião em que Sá Carneiro viajou. O encontro teve lugar num iate ao largo de Cascais». E Esteves fabricou a bomba mas, segundo referiu, desconhecia qual o «’destinatário» da mesma. No dia 4 terá ficado surpreendido quando soube da queda do Cessna em Camarate.

Estas declarações na AR pouco efeito prático terão. Mesmo que Esteves reitere ter fabricado a bomba ( há mesmo testemunhas que o viram montar o engenho) de falar em conivências  de alto coturno ( desde a CIA até militares e politicos portugueses),Camarate já morreu há muito. Morreu no dia 4 de Dezembro de 1980 quando o Cessana que transportava Sá Carneiro se despenhou num bairro de Camarate! Morreu por que os mais variados interesses assim o quiseram. Esteves, Simões e os deputados que engendram mais um inquérito são, ao fim e ao cabo, meras figurinhas de uma encenação há muito montada, tendente a abafar um dos maiores escândalos da História portuguesa. Por que se sabe, de antemão, que ninguém sairá condenado, seja qual for a conclusão deste inquérito que acarreta despesas ao erário público…até uma testemunha virá da Holanda para prestar o seu depoimento à Comissão. Valerá tanta despesa, quando se sabe o desfecho da história.? 

Vejam através deste link a confissão de José Esteves na integra :

 http://pt.scribd.com/doc/141740158/Confissao-de-Jose-Esteves-no-caso-Camarate

09
Maio
13

PEDRO PROENÇA SEMPRE FOI O ÁRBITRO DA CONFIANÇA DE PINTO DA COSTA, ASSIM REZAM AS ESCUTAS DO «APITO DOURADO»

capa[1]Numa altura em que parece estar certa a presença de Pedro Proença a arbitrar o jogo decisivo  do próximo sábado entre o FC Porto e o Benfica

– o mesmo Proença que teve uma falha grave num célebre Benfica /Porto do ano passado ao não assinalar uma irregularidade no golo que deu a vitória aos dragões, o mesmo Proença, que afirma ser benfiquista desde pequenino, que compareceu na festa de aniversário da Associação de Futebol do Porto,o mesmo Proença que, mea culpa(?) disse numa entrevista ao jornal «A Bola» que não gostara do que ouvira nas escutas do Apito Dourado

–  recordamos (há memórias que vêm a calhar) a altura em que Pinto da Costa considerava este juiz como da sua confiança para arbitrar os jogos do FC Porto, como aconteceu na final da Supertaça contra o União da Leiria, em que os portistas foram claramente beneficiados.

Estranha-se a forma como a Justiça tem tratado o todo poderoso presidente do FC Porto, sempre com pezinhos de lã e bastas reverências, ou não integrassem as estruturas dirigentes e recebedores de Dragões de Ouro do FC Porto alguns iminentes juízes da cidade Invicta. Lembramos então essa escuta feita pela PJ, em que Pinto da Costa foi apanhado a dialogar com o então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Pinto de Sousa. Estávamos nas vésperas do encontro entre os «dragões» e o União da Leiria que decidiria a Supertaça da época 2003-2004 e Pinto da Costa preocupava-se em saber quem seria o árbitro que iria dirigir esse confronto. Pinto de Sousa, à pergunta que lhe foi feita por PC sobre o árbitro que iria dirigir o jogo,não teve pejo em afirmar: «É o que a gente combinou». Assim mesmo, preto no azul.

PC- Quem é?

PS-O Proença!!! Então não é?!Falei contigo.

PC-Pois, eu sei.

PS-Ah?!

PC- Já sei!

PS- É esse! Foi nomeado ontem…oficialmente!

PC- Ai é…

PS- Foi ontem nomeado, só! Mas…antes de nomear, tinha falado contigo!

PC- Sei! Mas eu, se me perguntarem alguma coisa, eu vou dizer que não comento, como é óbvio!

PS- Claro!

PC-Não vou dizer que…

PS- Claro! Ah, ah! É evidente, é evidente! Pelo contrário! Até devias dizer que achas mal! Eh, eh, bom…

Esta conversa foi interceptada pela PJ no dia 30 de Julho de 2003.No dia 1 de Agosto, os dois personagens voltam a conversar:

PS- É…mas vou devagarinho, pá, calmamente …vou falar com Pedro Proença!

PC- Vais?

PS- Grande jogo em Guimarães, pá! Vai fazer um grande jogo!

PC- Com recados para não expulsar ninguém !

PS- Eh, eh, eh…

Nove dias mais tarde, no Estádio Municipal de Guimarães, Pedro Proença seria de facto o árbitro da final da Supertaça. O FC Porto venceu por 1-0, com um golo de Costinha que a generalidade da crítica apontou como tendo sido obtido de forma ilegal. E só houve uma expulsão, para o lado da União de Leiria, a do jogador João Paulo por acumulação de amarelos.

Que aconteceu a Pinto da Costa e Pinto de Sousa após esta conversa altamente comprometedora e indiciadora do jogo sujo e subterrâneo que vem caracterizando o nosso desporto-rei? Nada.

Quem se tramou acabaram por ser os jornalistas do semanário «Privado» que publicaram este diálogo, um texto que bem poderia ser interpretado como serviço público e de relevante interesse noticioso, pois o que estava em causa eram suspeitas de corrupção e tráfico de influência entre responsáveis máximos do futebol, no caso, um presidente de um grande clube de futebol e o presidente dos árbitros que combinaram qual o juiz que iria arbitrar um jogo dos «dragões». Mas não: o elo mais fraco acabou por serem os jornalistas que se sentam no banco dos réus acusados de publicarem factos que aparentemente estavam em segredo de justiça e devassa da vida privada.

Para o MP, que promoveu a acusação contra os jornalistas,  é mais gravosa esta actuação, ao publicarem factos comprovativos do lodaçal que povoa o futebol indígena e de evidente interesse público, do que o epíteto de que foi alvo apelidado por parte Pinto da Costa de ser uma «nova PIDE» num livro autobiográfico escrito pela jornalista Felícia Cabrita… A velha questão de haver para a justiça «filhos e enteados», incluindo-se nestes últimos os figurões que através dos tempos ficam intocáveis, sejam quais forem as «malfeitorias» que cometam e que, amiúde, assumem o papel de «virgens ofendidas» quando a «careca» lhes é destapada.

Esperemos para ver o comportamento de Pedro Proença sábado no Dragão para tirarmos as devidas conclusões.