Arquivo de Maio, 2012

31
Maio
12

JUIZ SOLTA ELEMENTOS DE GRUPOS VIOLENTOS DE CLAQUES DESPORTIVAS CONDENADOS POR TRÁFICO DE DROGA

 

São sementes de violência que germinam, de forma impune, nos próprios estádios dos clubes que apoiam, perante o alheamento e até cumplicidade dos dirigentes desportivos desses mesmos clubes, não se percebendo como quilos e quilos de droga entram nessas instalações, tornadas palco privilegiado para o tráfico.  

 

Tem-se revelado inglório o trabalho efectuado pelas brigadas criminais da PSP na detecção dos focos de criminalidade nas claques de futebol. Soube-se hoje que um juiz da 5ª Vara Criminal de Lisboa suspendeu as penas de cadeia efectiva de cinco líderes da claque do Benfica «No Name Boys».Haviam sido condenados em 2010 por crimes como tráfico de droga, posse de arma ilegal e ofensas à integridade física no decorrer de uma operação que envolveu buscas às instalações no Estádio da Luz. Na leitura do acórdão da repetição de julgamento de sete arguidos, determinado pelo Tribunal da Relação de lisboa (TRL), o magistrado absolveu outro cabecilha ( Fábio Santos) da claque, entregando ao TRL a tarefa de determinar o cúmulo jurídico do único líder dos «No Name Boys que se encontra detido.

Esta notícia foi revelada um dia depois de ser conhecida a decisão do DCIAP de Lisboa de levar a julgamento 16 elementos da Juve Leo ( Sporting) e dois dos No Name Boys que se envolveram numa autêntica batalha campal, nas bancadas do Estádio Alvalade XXI, no decorrer do jogo Sporting/Benfica realizado a 21 de Fevereiro do ano passado. Foram lançadas bolas incendiárias sobre a polícia – um agente viu mesmo o colete  ficar envolvido em chamas, e teve de o tirar rapidamente para evitar queimaduras graves e  proteger os colegas, tendo os agentes de autoridade sido agredidos com cadeiras e paus, conforme as imagens documentaram. Uma investigação da PSP desencadeada em Setembro do ano passado com vistoria das instalações da Juve Leo junto ao estádio Alvalade XXI, antes do Sporting-Lázio, levou à apreensão de cinco quilos de droga, (tendo sido extraída uma certidão para o tráfico, a ser tratada num outro processo) além de soqueiras e engenhos pirotécnicos.

 O  acto de selvajaria que teve lugar no confronto futebolístico entre leões e águias – que se traduziu, para além das agressões a polícias, no apedrejamento de viaturas e pessoas na via pública –   levou os magistrados do DCIAP a acusar 18 elementos das claques dos dois clubes, relevando o despacho a «perda dos valores desportivos» e que as claques de futebol são fruto de um «crescimento desordenado» que leva à violência e destruição, referindo que as mesmas atacam «sob a capa de impunidade da actuação grupal». Mas eu diria mais: são fruto de andarem em «roda livre» nos clubes onde campeiam, protegidas por dirigentes, que se servem delas como escudos de protecção, para além, normalmente, de incentivarem o clube durante os jogos, manifestações de apoio que, volta e meia, conduzem a excessos. Por algum motivo, Pinto da Costa chegou ao tribunal onde iria responder no processo «Apito Dourado», depois de uma «escapadela» por terra de Espanha, convenientemente escoltado por elementos dos Superdragões; por algum motivo, Paulo Pereira Cristóvão, segundo foi relatado nos jornais, teve elementos da claque leonina ao seu lado no acto eleitoral e lembrou o poder que tem sobre a mesma quando se sentiu pressionado no Caso Cardinali, o juiz de linha alvo de uma tentativa de corrupção que levou a que o dirigentes leonino fosse constituído arguido; por algum motivo, Mário Machado, o líder dos skinheads, actualmente detido, frequentava o estádio do Sporting, especialmente o ginásio onde cuidava do físico para as suas malfeitorias.

São sementes de violência que germinam, de forma impune, nos próprios estádios dos clubes que apoiam, perante o alheamento dos dirigentes desportivos desses mesmos clubes, não se percebendo como quilos e quilos de droga entram nessas instalações,tornadas palco privilegiado do tráfico.

30
Maio
12

PRESIDENTE DA ACADÉMICA CONDENADO A PRISÃO EFECTIVA – UMA EXCEPÇÃO À REGRA

                                                                                                                    

 

Para quem diz que os poderosos, especialmente, do mundo de futebol, têm artes de escapar às malhas da justiça, esta notícia da condenação do presidente  da Académica, José Eduardo Simões, a seis anos e meio de prisão efectiva pelo  Tribunal da Relação de Coimbra desmente essa constatação…ou excepção ao que tem sido uma regra…

A decisão resulta no agravamento da pena que fora aplicada na primeira instância – quatro anos e sete meses de prisão, com pena suspensa, por um crime continuado de corrupção passiva para acto ilícito e outro de abuso de poder.

O tribunal de primeira instância – cujo acórdão foi conhecido em Março de 2011 – considerara provado que, aproveitando-se da dupla qualidade de director de urbanismo da Câmara Municipal e de dirigente desportivo, José Eduardo Simões favoreceu promotores imobiliários a troco de donativos para a Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF).

No cálculo da medida da pena, na altura, o colectivo de juízes teve em consideração que o dirigente não procurou “auferir vantagem para si próprio”, mas para a Académica. E para fixar o montante a pagar pelo clube – menos 164 mil do que terá recebido em donativos obtidos de forma ilícita – levou em conta o facto de a AAC/OAF ser uma instituição de utilidade pública.

À saída do tribunal, no ano passado, José Eduardo Simões declarou-se inocente. “Sou presidente da Académica, com muita honra e com o apoio de todos os órgãos sociais do clube e de muitos adeptos e associados”, reagiu, quando questionado sobre se tencionava demitir-se.

Entretanto, outros dirigentes desportivos sobre quem também recaíram suspeitas – alguns foram mesmo condenados, como é o caso de Vale e Azevedo que goza as delícias da impunidade reinante no Reino de Sua Majestade – acabaram por sair imaculados. Veja-se o caso do Major Valentim Loureiro, absolvido no caso da Quinta do Ambrósio em que era acusado de burla qualificada ( ver em  Valentim Loureiro,,) tendo-se safo enquanto os outros arguidos, incluindo o filho, João,acabaram condenados, isto sem falar no presidente do FC Porto, este no caso «Apito Dourado», onde, como insinuou o presidente do Benfica em recente comunicado, terá beneficiado do facto de juízes «terem assobiado para o lado».

30
Maio
12

FARTO DE SER «SACO DE PORRADA» SILVA CARVALHO QUER ABRIR O LIVRO E PODE CAIR O «CARMO E A TRINDADE»

Jorge Silva Carvalho é bem capaz de ter informações bem precisas sobre o papel nefasto que o Grupo Bilderbeg ( que vai reunir em 31  Maio/ 3 Junho, na Virginia, EUA, para onde Balsemão se terá já deslocado afim de tratar dos preparativos do encontro anual da sociedade secreta que comanda o Mundo) tem desenvolvido em Portugal, as figuras e os figurões que integram este Grupo…Hoje, na AR, o ministro Relvas bem tentou sacudir as ligações que teve no passado com o superespião…mas, na verdade, teve-as e não foram meros encontros sociais,mas afim de tratar de negócios…

 

Silva Carvalho, o ex-director do SIED, na origem de uma monumental bronca embaraçosa para o actual governo relacionada com a promiscuidade entre serviços secretos, partidos e empresas privadas, é uma espécie de «saco de porrada» … agora todos os enxutam e diabolizam, quando, pelos vistos,  partilhavam com ele informações, contactos, traficâncias. Hoje, na Assembleia da República, na presença da Comissão de Direitos Constitucionais, o ministro Relvas foi obrigado a confirmar a notícia que vai sair na Visão que enquanto administrador da consultora Finertec, reuniu-se, pelo menos duas vezes, com Silva Carvalho para falarem de negócios. Uma das vezes na própria sede da Ongoing, na companhia de Nuno Vasconcellos, chairman da empresa, e de Braz da Silva, presidente da empresa, Relvas diz agora que nessas reuniões Carvalho era uma figura menor… Os contactos entre as duas empresas resultaram num “memorando de entendimento” para “prospeção de mercado em várias áreas de negócio”. Objectivos: parcerias económicas em Angola e no Brasil. A assinatura deste acordo, que Silva Carvalho e Relvas negociaram pessoalmente, foi feita no dia 21 de junho de 2011, no mesmo dia em que Relvas tomou posse como ministro. Já não era, há um mês, administrador da Finertec. K,da qual se demitira,segundo confirmou, em 5 de Maio, antes da campanha eleitoral se iniciar.

Ao que parece, farto de ser o tal «saco de porrada», Jorge Silva Carvalho já pediu que lhe fosse levantado o sigilo de Estado ( por via de ter exercido funções no SIED) para poder desabafar em Tribunal toda esta engrenagem mafiosa. O superespião é bem capaz de ter na sua posse relatórios sobre Passos e sobre tudo e todos, de Balsemão, sobre o Grupo Bilderberg  e o papel da Impresa na estratégia seguida por esta sociedade secreta ( daí terem surgido fichas sobre o patrão do maior grupo de comunicação social que aproveitou a ocasião para se vitimizar, como se pudesse escamotear estar envolvido em inúmeros factos obscuros e inexplicados, o último dos quais, a revelação feita por um dos envolvidos no atentado de Camarate de ter conspirado para assassinar Sá Carneiro,  além do actual director do Expresso, que sempre foi uma espécie de «peão de brega» do «big boss» da Impresa)…

Pois é :Jorge Silva Carvalho é bem capaz de ter informações bem precisas sobre o papel que o Grupo Bilderbeg tem desenvolvido em Portugal que controla o mundo económico e político à escala global, bem como do papel que Ângelo Correia ( o líder espiritual e não só do primeiro-ministro) tem desempenhado na «sombra» em toda esta tramoia, ele, que tudo indica, poderá ser um dos «convidados especiais na próxima reunião do Grupo …

NR- Muito a proposito, atente-se ao que escreveu hoje na sua página no Facebook o jornalista Frederico Duarte Carvalho, especialista em «segredos de Estado»:

«Sobre o célebre relatório Balsemão que consta do processo judicial das “secretas”, surge no mesmo uma menção ao meu nome e ao livro que publiquei em 2003, “Eu Sei Que Você Sabe”. Essa referência está num capítulo com o nome de “Coincidências…”, acompanhado de uma nota do autor do relatório: “Reproduzimos esta informação não pelo seu valor objectivo, mas pelo potencial de exploração da mesma”… Quero esclarecer os meus amigos e leitores que o autor do relatório, no que diz respeito a esta informação em concreto, não recorreu a qualquer escuta ilegal ou acesso a informação privada. Aquele texto, perfeitamente factual, há muito que está disponível na Internet, onde qualquer motor de pesquisa pode encontrá-lo facilmente. Figura no meu blogue desde 2004

“Circula na Internet”

O texto chama-se “A Imprensa é livre, os jornalistas não”.
É a crónica de Eduardo Cintra Torres no “Público” desta segunda-feira, dia 26, onde escreveu: “Circula na Internet uma mensagem com o título ‘coincidências’. Refere que a SIC foi a única estação que esteve no Parlamento quando o juiz Rui Teixeira ali entregou o pedido de levantamento de imunidade a Paulo Pedroso. Refere depois uma série de relações pessoais ou profissionais de pessoas da SIC: Daniel Cruzeiro, chefe de redacção, é filho do advogado de Paulo Pedroso e é casado com Rita Ferro Rodrigues, também ela da SIC e filha do secretário-geral do PS; Sofia Pinto Coelho, jornalista, é casada com Ricardo Sá Fernandes, da defesa de Carlos Cruz; Ricardo Costa, editor de política, é irmão de António Costa, dirigente do PS. A que se somam estes factos: Cruz era apresentador na SIC até à eclosão do caso Casa Pia; Marta Cruz, filha do apresentador, é presença constante num programa da SIC; Herman José, arguido do mesmo caso, é apresentador dum programa da SIC”.
É interessante notar a justificação de Cintra Torres ao apresentar estas “coincidências”: “Circula na Internet”, avisou antes, como que a dizer que, se não tivesse sido isso, então estes factos nunca lhe teriam ocorrido.
Está desculpado, não?! A culpa é da anónima Internet, que hoje em dia apanha com todas as culpas e protege todas as identidades. Que o diga a “Anabela”…
Já agora, dou mais umas pistas para mais coincidências.
Estas não estão na Internet, fazem parte do meu livro “Eu Sei Que Você Sabe – Manual de Instruções para Teorias da Conspiração”.
O dono da SIC, onde Carlos Cruz trabalhava, é Pinto Balsemão.
O dono do semanário “Expresso”, que denunciou o caso, é Pinto Balsemão
O primeiro-ministro em 1982, altura em que a secretário de Estado da Família, Teresa Costa Macedo, teve acesso ao relatório da Casa Pia com o nome de Carlos Cruz, era Pinto Balsemão.
Balsemão é amigo e visita da Casa Redonda de André Gonçalves Pereira, que era o ministro dos Negócios Estrangeiros naquele mesmo ano de 1982 em que foram descobertas crianças da Casa Pia na casa do embaixador Jorge Ritto.
André Pereira é sócio de Balsemão.
O quer isto dizer?
Nada.
Mas agora, já podem vir buscar estas coincidências aqui e dizer depois “circula na Internet”.

29
Maio
12

MAIS UM ESCÂNDALO NO BPN: ESTADO ASSUME DÍVIDA DO PRESIDENTE DA NAVAL 1º MAIO

 «Toxinas» do BPN, ou seja, créditos mal parados foram pagos pelo erário público no negócio ruinoso  para o Estado português da venda do banco aos angolanos…E os principais responsáveis da «golpada» já saíram detrás das guardas e outros andam por aí a cirandar, impunes enquanto o «Zé» vai pagando todo o despautério

Coincidindo com a audição pela Comissão de Inquérito Parlamentar sobre o BPN do antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos – onde o antigo governante confessou que a nacionalização então feita visou impedir a liquidação do banco que era uma das propostas da «troika»… salvaguardando assim as fortunas ali depositadas de algumas destacadas personalidades cá do burgo, isto dizemos nós – soube-se que o Estado assumiu a dívida bancária do grupo de Aprígio Santos, presidente da Naval 1º de Maio, àquela instituição.

Acontece que através da venda do BPN ao Banco BIC, de capitais angolanos,  o crédito de cerca de 130 milhões de euros do grupo de Aprígio Santos foi transferido para a Parvalorem, sociedade pública criada para acolher os activos tóxicos do BPN. Aprígio Santos confirma a existência dessa dívida, mas escusa comentar o montante.

Ao todo, o Estado assumiu, através da Parvalorem, cinco mil créditos do BPN. Como a qualidade desses créditos é considerada má ou até de difícil recuperação, o BIC recusou ficar com essas dívidas bancárias. E assim foi concretizado um negócio ruinoso para o Estado português ao efectuar a venda do banco aos angolanos por 40 milhões de euros…livre de «toxinas»…Assim até eu fazia negócios sem riscos…

O crédito do grupo de Aprígio Santos é uma das dívidas bancárias ao BPN assumidas pela Parvalorem. Contactado pelo CM, o empresário da Figueira da Foz é categórico: “O grupo de empresas tinha créditos do BPN e tem créditos do BPN.” Por isso, rematou, “o grupo de empresas tem uma acção em tribunal contra o BPN de grande montante. O que faltava era este empresário ainda ser indemnizado…mas do BPN tudo é de esperar. Por algum motivo, os principais responsáveis da golpada já estão em casa, com pulseira electrónica.

O actual presidente da Naval 1º de Maio garante não ter sido oficialmente informado da transferência do crédito do BPN para a Parvalorem. E sobre o valor do crédito, que ronda 130 milhões de euros, afirma: “Se é esse montante ou não, não lhe vou dizer, não tenho que o fazer.”

Seja como for, Aprígio Santos garante ainda que “as dívidas estão tuteladas por terrenos hipotecados no valor que entenderam por bem [no BPN].” E, para que não restem dúvidas, é mais uma vez categórico: “Ninguém paga as minhas dívidas por mim. Somos um grupo familiar grande com bons activos.”

29
Maio
12

MILITAR DA GNR DE CORUCHE LOUVADO TERÁ SIDO «ARMADILHADO« DEPOIS DE SE DESTACAR NO COMBATE À CRIMINALIDADE

Será que Sérgio Malacão tocou no «polvo» e, por isso, foi triturado, pois, ao que parece, não terá nenhuma consistência a acusação de que foi alvo face ao teor dos documentos vindos a lume

O caso do sargento da GNR, Sérgio Malacão, comandante do posto de Coruche da Guarda Nacional Republicana (GNR), afastado do cargo e transferido para Santarém na sequência de uma investigação desencadeada pela própria GNR, em coordenação com o Ministério Público (MP), está a provocar grande rebuliço no seio da corporação. O militar foi constituído arguido por posse ilegal de armas no posto, apesar de ter dado antecipadamente conhecimento aos seus superiores hierárquicos (comandante de destacamento e comando distrital) do número de armas guardadas numa arrecadação do posto, cerca de 300 das mais variadas proveniências e tipos, de uma pequena quantidade de estupefaciente (haxixe) e uma réplica de arma de calibre 6.35 sem carregador numa gaveta. Conforme consta no relatório do posto de Comando,ponto 5, por ele subscrito logo que tomou posse no comando do posto a que ocrimedigoeu teve acesso: «Controle dee armamento, munições e viaturas apreendidads, existindo nomeadamente armas de foto, munições e armas brancas sem NUIP-s, ou seja, de proveniência desconhecida».

Há muita gente que pensa que Sérgio Malacão tenha sido «armadilhado» depois de se ter destacado no combate à criminalidade na zona de Coruche. De assinalar, que o sargento foi responsável por operações que levaram à captura de mais de 50 toneladas de pinhas roubadas, tendo sido detidos dezenas de indivíduos, para além de um combate tenaz ao tráfico de droga e a prevenção através do destacamento de patrulhas de proximidade para zonas rurais.O facto é que essa acção meritória na segurança dos cidadãos levou a que este sargento tenha sido alvo de vários louvores – desde o próprio comandante geral da GNR, do Presidente da República e do município local.

Afastado enquanto decorrem as investigações da GNR e do Ministério Público, o sargento está colocado no comando distrital de Santarém. Sobre as acusações que pendem sobre si, testemunhas afirmaram ao jornal O MIRANTE que as mesmas terão partido de dois militares mais novos do posto de Coruche que seriam repreendidos repetidamente pelo seu comportamento e postura nas funções que desempenham.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da GNR, tenente-coronel Costa Lima não revelou de que é suspeito o comandante de posto mas explicou que, quando há dúvidas em relação a atitudes ou comportamentos de alguns militares, a Guarda toma as medidas necessárias para que essas dúvidas sejam dissipadas e se chegue à verdade.

«Nesse sentido, e porque tínhamos dúvidas em relação a uma determinada situação, decidimos tomar esta decisão (afastar o comandante das suas funções) para salvaguardar o bom nome da instituição e para que o comandante possa também defender-se», explicou.

O tenente-coronel Costa Lima acrescentou que o comandante do posto da GNR de Coruche voltará a assumir as suas funções no momento em que todas as dúvidas se dissiparem, mas a mesma fonte contactada por O MIRANTE referiu que isso deverá acontecer «muito dificilmente».

Desde que tomou posse, o comandante da GNR de Coruche tem sido polémico. A sua acção é apreciada por uns por ter demonstrado pulso forte e actuado de forma mais enérgica junto da criminalidade local. Por exemplo, tem feito patrulhamento das ourivesarias da vila com dois homens colocados, diariamente ao final da tarde, junto a esses estabelecimentos.

Por outro lado, também é apontado por «ferver em pouca água» e exercer o cargo com autoritarismo. Num desses exemplos, um cidadão de Coruche foi recentemente ilibado do crime de difamação quando denunciou à estrutura da GNR e, publicamente, numa assembleia municipal, o que considerou ter sido a conduta abusiva do militar no trato consigo e com a sua família quando seguia de carro e foi obrigado a parar devido a um rebanho de ovelhas que tinha invadido a estrada.

O que acontece é que apesar destas críticas, Sérgio Malacão tem sido frequentemente apontado por ser um militar modelo na zona de Santarém havendo quem ache que a sua acção persistente levou a que tivessem sido desencadeadas forças subterrâneas que pressionaram para o seu afastamento…e a propósito, seria interessante como referiu o jornalista Ernâni Carvalho, no programa «Querida Júlia», que o MP se debruçasse sobre a proveniência da riqueza de muita gente na zona, que, de um momento para o outro, surgiu proprietária de terrenos e avultados bens imobiliários. Será que Sérgio Malacão tocou no «polvo» e, por isso, foi triturado, pois, ao que parece, não terá nenhuma consistência a acusação de que é alvo face ao teor dos documentos vindos a lume? É bom que o inquérito tire tudo a limpo…e que o sargento possa regressar ao posto onde se notabilizou e onde,ao que tudo indica, se terá tornado «persona no grata»…

NR- A Associação Socioprofissional Independente da Guarda anunciou que vai avançar com um processo judicial contra o comando da GNR pelo afastamento de Sérgio Malacão (o qual, curiosamente,nos enviou um curioso comentário,ver nos comentários…) e a sua transferência para o Comando de Santarém.«Estamos a dar apoio jurídico a um dos melhores sargentos e comamdantes da GNR», referiu, a propósito, José Alho, presidente daquela Associação.Outra coisa não seria de esperar por parte de quem tem por obrigação a defesa dos direitos, da honra e do bom nome dos quadrosda GNR.

28
Maio
12

RTP ANUNCIA REPORTAGEM CHOCANTE SOBRE MENINOS DA CASA PIA…MAS ESQUECE QUE SE ENVOLVEU NO PASSADO NO ESCÂNDALO

Meios operacionais do canal público foram usados em filmes porno com meninos casapianos, envolvendo realizadores, operadores de câmara e locutores

A RTP anuncia para hoje uma reportagem onde revela que 500 crianças alunas da Casa Pia foram, ao longo de oito anos, cobaias numa polémica experiência científica nos Estados Unidos cujo objetivo era descobrir qual o efeito do mercúrio no ‘chumbo’ dos dentes. Segundo alguns especialistas que falaram para a estação televisiva estatal, o “mercúrio é muito tóxico”.

A participação destas crianças em tais experiências era do conhecimentos das autoridades que permitiram que durante oito anos se submetessem a testes que, como explicou um dos especialistas ouvidos pela RTP, “nunca tinham sido feitos sequer em animais”.

O recurso a este grupo de forma experimental é justificada pelo facto de as crianças serem consideradas o melhor veículo para testar os efeitos de uma substância na saúde. No filme surgem envolvidas as Faculdades de Medicina Dentária, Lisboa e uma universidade em Washington.

Bem poderia a RTP também debruçar-se ( compreendemos que não o faça…) sobre um escândalo do passado em que se viu envolvida relacionada com uma rede de pedofilia da Casa Pia que contou, durante décadas, com um núcleo muito activo naquele canal público. Realizadores, operadores de câmara, locutores constituiam este núcleo, filmando esses actos sexuais com menores que depois passavam para cassetes  vídeo vendidas a bom preço nos mercados internacionais, especialmente também nos EUA e na Holanda.Há quem diga ( não temos disso provas mas baseamo-nos em relatos que nos chegaram de vítimas) que um dos mais mediáticos arguidos do processo Casa Pia em julgamento terá abichado grossas fortunas à custa desses vídeos…

Em 6 de Setembro de 2003, a jornalista Felícia Cabrita que denunciou o escândalo nas páginas do «Expresso», publicou o relato de uma testemunha, ex-aluno da Casa Pia e depois funcionário da RTP, que disse que encontrou na estação casapianos que o tinham violado nesta instituição, criando-se deste modo laços de dependência.

Contou a jornalista que estas filmagens nos anos 70 ganharam características quase industriais e eram feitas por quatro operadores de câmara e dois realizadores. Tinham lugar sobretudo aos fins-de-semana em casas particulares em Cascais, Sintra, Oeiras, Azeitão e Lisboa (no Campo Pequeno) Amoreiras e Bairro Azul).

Um antigo aluno da Casa Pia, filmado em cenas de sexo no princípio dos anos 80, diz que se cruzava com os operadores dos filmes pornográficos ao vê-los em touradas à antiga portuguesa transmitidas pela RTP, onde alguns casapianos serviam de figurantes trajados como pajens.

Elementos do núcleo pedófilo da RTP estariam relacionados com frequentadores do Parque Eduardo VII, em Lisboa, hoje com relevo na política, advocacia e jornalismo, referidos com alcunhas como «Andorinha», «Diabinho» e «Coxinha».

A testemunha relata que foi encontrar na RTP casapianos mais velhos que o tinham violado na instituição (alguns a estudar para acabar os cursos, enquanto trabalhavam em lugares técnicos), assim se reforçando os laços de dependência mútua do núcleo pedófilo da estação.

Para as respectivas filmagens – que se terão intensificado nos anos 70, a ponto de ganharem características quase industriais – foi importante o contributo de um núcleo de quatro operadores de câmara da RTP. De forma a poderem garantir a recolha de imagens, que se processavam sobretudo aos fins-de-semana em casas particulares, esses operadores chegavam a trocar com outros os seus turnos de serviço. Também pelo menos dois realizadores terão participado nessas produções «paralelas», tendo a mesma testemunha relatado que um deles, conhecido pela direcção de programas teatrais e operáticos, a chegou a convidar para participar como actor nos filmes pornográficos.

Embora a produção de filmes – de acordo com o referido depoente, que abandonou os quadros da RTP há já alguns anos, embora se mantenha ligado ao sector audiovisual -, se tenha iniciado ainda antes do 25 de Abril, as condições de liberdade instauradas pela revolução terão facilitado a sua intensificação. Com a adopção das gravações em vídeo, em vez da filmagem em película, ter-se-á desenvolvido, já fora da RTP, uma empresa para reprodução de cassetes de filmes pedófilos para venda no estrangeiro, com instalações iniciais no bairro de Telheiras, mudando-se depois para as Olaias. Relata ainda o ex-funcionário da RTP: «Ao visitar em serviço esta empresa em Telheiras, vi muitos filmes a serem copiados, vi miúdos e miúdas com sete e oito anos a fazerem sexo com adultos. Eram sempre planos aproximados para não se reconhecer o local. Ali faziam-se por dia cerca de mil cópias».

Tendo em conta o valor de um filme destes no mercado clandestino europeu (na Holanda, por exemplo, um DVD de pornografia infantil vende-se hoje por 15 mil euros), terá começado a circular dinheiro com abundância. Os operadores da RTP passaram a exibir um estilo de vida acima dos seus níveis salariais, enquanto o dono da empresa de Telheiras, um ex-electricista que ainda hoje se encontra ligado a negócios de cassetes de vídeo, terá na altura chegado a exibir-se num Ferrari. Mas até as próprias crianças ganhavam muito dinheiro: um ex-aluno da Casa Pia contou que, em finais dos anos 70, recebia, por cada fim-de-semana em que actuava em filmes pedófilos, a quantia de 60 mil escudos (300 euros).

O grupo do Parque
Nos vários testemunhos recolhidos pelo EXPRESSO, são mencionadas casas em Cascais, Sintra, Oeiras, Azeitão, Alcochete e Lisboa (no Campo Pequeno, nas Amoreiras e no Bairro Azul) como locais de rodagem de filmes pornográficos com menores. Hélder (nome fictício), hoje com quase 40 anos, relata que aos nove anos, em 1975, foi abordado num jardim por um homem que elogiou os seus cabelos louros e se propôs filmá-lo no interior de uma casa do Bairro Azul, a troco de mil escudos. A criança, oriunda de uma família pobre, participaria assim no primeiro de vários filmes, tendo nessa sessão sido acompanhado por mais dois meninos da sua idade e por uma mulher adulta. Por outro lado, um ex-casapiano, agora com 37 anos, refere um palacete em Sintra, guardado por vários cães, onde foi filmado em formato super-8 por um indivíduo inglês, dono de uma agência de viagens ainda existente. A mesma casa é mencionada por outra fonte que também participou em filmes pedófilos.
Um outro antigo aluno da Casa Pia, que foi filmado em cenas de sexo no período de transição para os anos 80, afirma que se cruzava com os operadores dos filmes pornográficos ao vê-los trabalhar para a RTP na transmissão de touradas à antiga portuguesa realizadas no Campo Pequeno, onde alguns casapianos serviam de figurantes (como pagens). E o ex-funcionário da RTP entrevistado pelo EXPRESSO afirma que um dos quatro operadores da empresa que faziam filmes com crianças possuía uma prótese numa perna, resultante de um acidente ocorrido numa pista de carros eléctricos que explorara na Feira Popular. Esse indivíduo reformou-se há alguns anos da RTP, tendo, nos últimos meses, deixado de aparecer nos almoços de confraternização que os antigos técnicos da empresa organizam semanalmente.

Este grupo que operava a partir da RTP terá tido cruzamentos com um conjunto de consumidores de sexo com menores que na segunda metade da década de 70 confraternizavam regularmente no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, conhecido local de recrutamento de jovens prostitutos. De acordo com o ex-quadro da RTP, do grupo do Parque fariam parte figuras que hoje têm papel de relevo na política, na advocacia, na gestão de empresas públicas e no jornalismo. Um deles, mais tarde um conhecido advogado em Loulé e amigo do embaixador Jorge Ritto (arguido no processo da Casa Pia), chegaria a instalar nesta cidade um irmão de Hélder, então com 11 anos, para manter com ele práticas sexuais. O contacto ter-lhe-ia sido fornecido pelo próprio Hélder, o qual, segundo relatou ao EXPRESSO, levara o irmão para o Algarve depois de ele próprio ter sido instalado aos 12 anos na região por um médico pedófilo do Hospital de S. José, quando este abriu uma série de clínicas no distrito de Faro.

«Andorinha», «Diabinho» e «Coxinha»
Nas sessões de sexo com casapianos realizadas nos anos 80 em vários locais da Grande Lisboa teriam participado, segundo os depoimentos recolhidos pelo EXPRESSO, figuras que viriam a ter destaque na política portuguesa e nos principais partidos. Há abundantes referências a nomes que viriam a ter cargos de responsabilidade tanto no PSD e no PS, assim como a nível autárquico e até governamental. Algumas dessas figuras eram tratadas pelas crianças através de pseudónimos, como o «Andorinha», o «Diabinho» e o «Coxinha». São também referenciadas casa em Lisboa (uma na Rua Castilho e um edifício na Infante Santo, baptizado de «Treme-treme»).

O grupo casapiano da RTP ter-se-á mantido coeso até muito tarde, tendo alguns dos seus elementos conseguido colocação depois noutros serviços e projectos do Estado.

Uma outra linha de investigação, sabe Ocrimedigoeu, decorre nos EUA a cargo de uma associação privada de luta contra a pedofilia mundial e respeita à «produção» de vídeos mais chocantes, envolvendo jovens casapianos que teriam sido assassinados em sessões sado-masoquistas.Essa organização tem estado em contacto com antigos alunos da Casa Pia com vista ao apuramento de dados sobre esse escândalo de proporçõeds dantescas, e que envolve altos responsáveis diplomáticos americanos  cúmplices de gente notável em Portugal já denunciada no processo Casa Pia…

28
Maio
12

JUIZES COLOCAM EM LIBERDADE PERIGOSOS PEDÓFILOS

Começam a ser recorrentes os casos de pedófilos que depois de detidos pelas autoridades em flagrante, acabam por ser libertados pelos juízes. Na última semana, a registar mais dois  casos que dão bem uma ideia de como a justiça ( a judicial) encara este tipo de crime. Na quarta-feira passada, a PJ de Coimbra deteve um operário da construção civil, 42 anos, que terá seduzido mais de uma dezena de meninas, com idades compreendidas entre os 11 e os 14 anos, convencendo-as a enviar-lhe fotografias e filmes de cariz sexual em que apareciam, através do telemóvel. Para as aliciar, pagava os carregamentos dos aparelhos e quando as jovens resistiam, avançava para as ameaças chantagistas, de agressão e divulgação das imagens.

Dessa forma, conseguia atingir os seus objectivos, ou seja, a satisfação sexual dos seus instintos animalescos, até ser detido pela PJ que o levou a tribunal. O juiz acabou por o soltar, aplicando-lhe uma medida de coação leve, ou seja, proibiu-o de contactar as menores, obrigando-o a apresentar-se todas as semanas às autoridades.

Segundo caso, deste feita, ocorrido em Setúbal: a GNR deteve um indivíduo por dois casos de abusos sexuais sobre duas jovens. Os ataques tiveram lugar no espaço de poucas horas de intervalo. No primeiro, o predador interceptou na zona do Bonfim uma jovem que regressava a casa de madrugada, masturbando-se à sua frente. Uma moradora que assistiu à cena filmou tudo e esse elemento serviu de prova na acusação que a vítima fez pouco depois na esquadra.

Mas, entretanto,não tendo satisfeito os seus instintos de predador, o tarado, horas mais tarde, interceptou uma outra menina na estrada das Machadas que se dirigia a um café para tomar o pequeno-almoço, tentando-a violar. Ela conseguiu escapar, mas foi perseguida e atacada uma segunda vez. Os gritos da menina alertaram moradores que conseguiram afugentar o agressor. A descrição pormenorizada que as duas vítimas forneceram às autoridades correspondia bem assim como dados referentes à viatura que o mesmo utilizava. Na sexta feira passada, a GNR de Setúbal, em coordenação com o Ministério Público, identificou e deteve o tarado. Levou-o perante o juiz e, inexplicavelmente,o magistrado pô-lo em liberdade, com a medida de coacção de apresentação semanais.

Dois casos sintomáticos de como os juízes encaram estes criminosos pedófilos, com o mesmo denominador comum: soltam-nos, talvez para os ressocializar, como se estes tarados não agissem sob instintos primários e irreprimíveis, pois atacam as suas vítimas de forma compulsiva. E as medidas de tratamento não implicam deixá-los na rua a circular livremente, mas sujeitá-los a uma prisão e tratamento adequado.É caso para perguntar, que atitude podem tomar os pais destas duas jovens se se cruzarem na rua com estes tarados?Eu cá sabia o que fazer…