17
Jul
12

UM ALERTA DA POLÍCIA FEDERAL BRASILEIRA: DROGAS «MARADAS» INVADEM PORTUGAL

                                                                                            Ao recorrer à cocaína, um consumidor pode estar a ingerir, por exemplo, antitérmicos, cafeína, anestésicos e até produtos usados para combater pragas em animais. Nas últimas semanas, os peritos iniciaram a análise das amostras de maconha, ecstasy e outras drogas.

Drogas adulteradas estão a invadir o mercado mundial…ao risco do seu consumo, juntam-se agora as consequências nefastas de produtos «martelados» com as mais variadas substâncias ou mixórdias. O alerta mundial chegou-nos através da  Polícia Federal brasileira que desvendou o “DNA” das drogas que entram no Brasil e que depois são «exportadas« para os vários cantos do Mundo através dos correios…segundo  dados que nos foram facultados, Portugal estará na rota desses produtos falsificados, o que motivou uma apurada fiscalização pior parte das autoridfades portuguesas.

 Após sete anos entre microscópios e reagentes químicos, peritos da Polícia federal brasileira identificaram a origem da cocaína e do crack, o grau de pureza das drogas e o que os traficantes misturam nas mesmas.Ao recorrer à cocaína, um consumidor pode estar a ingerir, por exemplo, antitérmicos, cafeína, anestésicos e até produtos usados para combater pragas em animais.
Tudo isso misturado na droga aumenta ainda mais os riscos para a saúde dos consumidores.
Batizado de Pequi (Perfil Químico), o projeto que identificou como as drogas são “batizadas” começou a ser desenvolvido em 2005, mas foi só recentemente é que a polícia brasileira padronizou o envio de amostras para Brasília sempre que as apreensões ultrapassavam os cinco quilos.
A fenacetina, um antitérmico e analgésico de venda proibida no país, surge em 35% das amostras de cocaína.
Os peritos também localizaram em 11% dos casos o levamisol, um produto anti vermes que costuma ser utilizado nas criações de gado, suínos e ovinos.
Depois surgem cafeína (8%) – especialmente em São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Amazonas – e produtos com efeitos anestésicos como benzocaina e lidocaína, esta última encontrada de forma mais significativa (15% das amostras) em São Paulo.
A PF analisou as misturas tanto na pasta-base – etapa inicial do processo de transformação da cocaína-  quanto na cocaína refinada e no crack.
Nas últimas semanas, os peritos iniciaram a análise das amostras de maconha, ecstasy e outras drogas.
Em alguns casos, a mesma amostra de cocaína contém mais de um produto adulterado. Esse produtos são utilizados para diminuir a percentagem de droga pura em cada quantidade vendida ao consumidor final de forma a aumentar o lucro dos traficantes.
Para o psiquiatra Dartiu Xavier, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Unifesp, apesar de ainda estarem por realizar estudos sabre os riscos para a  saúde dos consumidores, a constatação da PF é preocupante.
«A cocaína apresenta, por exemplo, riscos cardíacos, o que pode ser aumentado quando se mistura outros estimulantes, como a cafeína».
Segundo o perito Adriano Maldaner, responsável pelo projeto da PF, determinar o que há nas drogas pode ajudar no tratamento de saúde e evitar riscos.

As autoridades brasileiras sustentam que 20 por cento deste produtos adulterados estão a chegar à Europa através das chamadas «mulas», ou seja os correios de droga. Portugal é considerado uma das portas de entrada desses produtos marados…


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