29
Ago
14

“ASSALTO” AOS MILHÕES DE OBIANG

 

Sílvio Sousa Santos, o empresário madeirense que ficou famoso pela escandalosa falência milionária do Colombo’s Resort, em Porto Santo, está de volta aos negócios chorudos, de milhões, depois de ter estado afastado da ribalta em que as suas desventuras hoteleiras o tinham metido. O negócio agora já não é de hotelaria mas de «educação» e desenvolve-se em África: uma rede de escolas para os filhos das boas famílias!!! Um negócio muito filantrópico, cultural e social.

Sílvio Sousa Santos trocou os seus velhos associados do BPN, como Joaquim Coimbra, por outros sócios: um militar português na reserva muito ligado a África, um político cabo-verdiano (o «facilitador») e… a «primeira dama» da Guiné Equatorial que financiará o projecto, com os restantes sócios a possuírem apenas a «esperteza do negócio» ou, como dizem os ingleses, o «know-how».

A falência dos projectos hoteleiros de Sílvio Sousa Santos tinha sido descrita a 04-02-2009 na ‘Publituris’ (http://www.publituris.pt/2009/02/04/aguas-agitadas-no-porto-santo/) de forma sucinta:

«O ano de 2009 não começou em grande no Porto Santo, sobretudo no Colombo’s Resort. A Starwood rescindiu o contrato de gestão com a proprietária SIRAM Turismo (precisamente no último dia de 2008), e apesar dos esforços de Sílvio Sousa Santos, presidente da SIRAM, em tentar encontrar investidores para o projecto, apoios dos Governos Regional e da República, e mais financiamento, ao que noticiou o Diário de Notícias da Madeira, o projecto vai mesmo passar para a mão da banca. BANIF e BCP Millenium estão a tentar encontrar uma solução, mas esta, segundo o Diário, não passa pela liderança de Sílvio Sousa Santos.

O empresário madeirense remeteu-se ao silêncio, mas já terá informado o sindicato bancário que financiou o projecto de que não tem mais condições para concluir o mesmo. Acumulada estará uma dívida de quase 70 milhões de euros à banca (de acordo com o empréstimo concedido), e de mais 40 milhões à Casais, construtora envolvida. Entretanto Sílvio Sousa Santos terá perdido sete milhões de euros de capitais próprios, assim como os sócios (Joaquim Coimbra, accionista do BPN e da Sociedade Imobiliária e Turística do Campo de Baixo, e Goes Ferreira), e são ainda necessários mais 50 milhões de euros para a conclusão do empreendimento, que já teve data de abertura adiada três vezes.

Com a banca a liderar o processo, tem havido contactos institucionais, tanto a nível regional quanto nacional. E, segundo o Diário de Notícias da Madeira, terá sido pedido ‘um adiantamento nos prazos limites de validade nos apoios concedidos no âmbito do PITTER – cerca de nove milhões de euros – bem como a possibilidade de o Turismo de Portugal, através de uma empresa de risco, viabilizar uma empresa-veículo que possa concluir a construção do Colombo’s Resort’.»

O indivíduo, que começou nos negócios a fazer as «iluminações» de Alberto João Jardim (a própria sigla SIRAM significa apenas Sociedade de Iluminações da Região Autónoma da Madeira, LDA) e viu falhar a sua incursão na hotelaria em Porto Santo, tenta agora saltar do Funchal para a Guiné Equatorial, à procura dos chorudos dinheiros que lhe têm faltado.

 


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