09
Maio
13

PEDRO PROENÇA SEMPRE FOI O ÁRBITRO DA CONFIANÇA DE PINTO DA COSTA, ASSIM REZAM AS ESCUTAS DO «APITO DOURADO»

capa[1]Numa altura em que parece estar certa a presença de Pedro Proença a arbitrar o jogo decisivo  do próximo sábado entre o FC Porto e o Benfica

– o mesmo Proença que teve uma falha grave num célebre Benfica /Porto do ano passado ao não assinalar uma irregularidade no golo que deu a vitória aos dragões, o mesmo Proença, que afirma ser benfiquista desde pequenino, que compareceu na festa de aniversário da Associação de Futebol do Porto,o mesmo Proença que, mea culpa(?) disse numa entrevista ao jornal «A Bola» que não gostara do que ouvira nas escutas do Apito Dourado

–  recordamos (há memórias que vêm a calhar) a altura em que Pinto da Costa considerava este juiz como da sua confiança para arbitrar os jogos do FC Porto, como aconteceu na final da Supertaça contra o União da Leiria, em que os portistas foram claramente beneficiados.

Estranha-se a forma como a Justiça tem tratado o todo poderoso presidente do FC Porto, sempre com pezinhos de lã e bastas reverências, ou não integrassem as estruturas dirigentes e recebedores de Dragões de Ouro do FC Porto alguns iminentes juízes da cidade Invicta. Lembramos então essa escuta feita pela PJ, em que Pinto da Costa foi apanhado a dialogar com o então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Pinto de Sousa. Estávamos nas vésperas do encontro entre os «dragões» e o União da Leiria que decidiria a Supertaça da época 2003-2004 e Pinto da Costa preocupava-se em saber quem seria o árbitro que iria dirigir esse confronto. Pinto de Sousa, à pergunta que lhe foi feita por PC sobre o árbitro que iria dirigir o jogo,não teve pejo em afirmar: «É o que a gente combinou». Assim mesmo, preto no azul.

PC- Quem é?

PS-O Proença!!! Então não é?!Falei contigo.

PC-Pois, eu sei.

PS-Ah?!

PC- Já sei!

PS- É esse! Foi nomeado ontem…oficialmente!

PC- Ai é…

PS- Foi ontem nomeado, só! Mas…antes de nomear, tinha falado contigo!

PC- Sei! Mas eu, se me perguntarem alguma coisa, eu vou dizer que não comento, como é óbvio!

PS- Claro!

PC-Não vou dizer que…

PS- Claro! Ah, ah! É evidente, é evidente! Pelo contrário! Até devias dizer que achas mal! Eh, eh, bom…

Esta conversa foi interceptada pela PJ no dia 30 de Julho de 2003.No dia 1 de Agosto, os dois personagens voltam a conversar:

PS- É…mas vou devagarinho, pá, calmamente …vou falar com Pedro Proença!

PC- Vais?

PS- Grande jogo em Guimarães, pá! Vai fazer um grande jogo!

PC- Com recados para não expulsar ninguém !

PS- Eh, eh, eh…

Nove dias mais tarde, no Estádio Municipal de Guimarães, Pedro Proença seria de facto o árbitro da final da Supertaça. O FC Porto venceu por 1-0, com um golo de Costinha que a generalidade da crítica apontou como tendo sido obtido de forma ilegal. E só houve uma expulsão, para o lado da União de Leiria, a do jogador João Paulo por acumulação de amarelos.

Que aconteceu a Pinto da Costa e Pinto de Sousa após esta conversa altamente comprometedora e indiciadora do jogo sujo e subterrâneo que vem caracterizando o nosso desporto-rei? Nada.

Quem se tramou acabaram por ser os jornalistas do semanário «Privado» que publicaram este diálogo, um texto que bem poderia ser interpretado como serviço público e de relevante interesse noticioso, pois o que estava em causa eram suspeitas de corrupção e tráfico de influência entre responsáveis máximos do futebol, no caso, um presidente de um grande clube de futebol e o presidente dos árbitros que combinaram qual o juiz que iria arbitrar um jogo dos «dragões». Mas não: o elo mais fraco acabou por serem os jornalistas que se sentam no banco dos réus acusados de publicarem factos que aparentemente estavam em segredo de justiça e devassa da vida privada.

Para o MP, que promoveu a acusação contra os jornalistas,  é mais gravosa esta actuação, ao publicarem factos comprovativos do lodaçal que povoa o futebol indígena e de evidente interesse público, do que o epíteto de que foi alvo apelidado por parte Pinto da Costa de ser uma «nova PIDE» num livro autobiográfico escrito pela jornalista Felícia Cabrita… A velha questão de haver para a justiça «filhos e enteados», incluindo-se nestes últimos os figurões que através dos tempos ficam intocáveis, sejam quais forem as «malfeitorias» que cometam e que, amiúde, assumem o papel de «virgens ofendidas» quando a «careca» lhes é destapada.

Esperemos para ver o comportamento de Pedro Proença sábado no Dragão para tirarmos as devidas conclusões.


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