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Jan
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NOS 2 ANOS DE MANDATO DE CAVACO SILVA RECORDAMOS O SEU «PAPEL» NO ESCÂNDALO BPN E NOS AMIGOS QUE FORAM AO «POTE»

cavaco1Cinzentão, gestor de silêncios, atabalhoado a falar de improviso, defensor dos interesses das grandes fortunas e dos seus grandes amigos ( aqueles que sempre o ampararam na sua subida na esfera social democrata desde que resolveu vajar até a um célebre congresso na Figueira da Foz – uma história mal contada, pois há muito que os barões do PSD  impulsionavam a ascensão no partido deste, até à altura, discreto professor universitário de Boliqueime, talvez acenando-lhe com cargos futuros prestigiantes, como veio a acontecer, desde que que contassem com a sua inércia na preparação das suas golpadas –  pouco dialogante com o povo, assim  se tem caracterizado o exercício do cargo de Presidente da República por parte de Cavaco Silva, que nunca conseguiu explicar de forma cabal o seu papel no escândalo BPN e que agora recordamos. 

Muito se tem dito sobre a regularidade desta operação de transacção de acções do BPN que Cavaco Silva adquiriu. Sendo certo que as referidas acções não estavam cotadas em bolsa e portanto só poderiam ser transaccionadas por contactos directos, vulgo boca a boca, seria interessante Cavaco esclarecer o seguinte:
1ª – Quem o aconselhou a efectuar  tal investimento? 2ª- A quem adquiriu as referidas acções? 3ª- A quem vendeu  as acções? 4ª- Sendo  um renomado economista, não estranhou um lucro de 140% numa aplicação de tão curto prazo?

Segundo denunciou o BE,  Cavaco Silva teve um lucro de 147.500 euros com a venda de acções da SLN, que era a dona do banco antes de passar para as mãos de angolanos. O negócio remonta a 2003. A filha do candidato presidencial também ganhou 209.400 euro.E numa altura em que o Banco de Portugal começou a investigar o se passava na instituição – isto depois de uma estranha letargia evidenciada durante a presidência de Vitor Constâncio… que foi «premiado« com a presidência do BEI -Cavaco e a filha resolveram vender as acções… 

Em declarações à TVI24, após o debate presidencial com Francisco Lopes, Cavaco Silva voltou a afirmar o que já havia sido divulgado em 2008 através de comunicado:  “Nunca trabalhei no BPN, nunca comprei nem vendi nada do BPN, nunca recebi qualquer remuneração do BPN, é um caso de Justiça e o Presidente da República não deve interferir nos processos judiciais”.

Na verdade, em Maio de 2005, o jornal Expresso já dava conta do negócio que envolvia Cavaco Silva e a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do Banco Português de Negócios (BPN).

Cavaco Silva comprou 105.378 acções da SLN a um euro cada em 2001. Em Dezembro de 2003, vendeu-as a 2,4 euros, com um lucro de 147.500 euros. O valor da venda das acções foi determinado por contrato, cujo conteúdo se desconhece. Certo é que foi assegurada ao candidato presidencial uma mais-valia assinalável, que Francisco Louçã, então coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda esclareceu “ser determinada por um favor contratual de Dias Loureiro ou de Oliveira e Costa, seus ex-ministro e ex-secretário de Estado”.

O presidente da República chegou a nomear Dias Loureiro, ex-ministro e responsável na sua campanha presidencial, para o Conselho de Estado.Depois de «estourar» a  bronca do BPN, Dias Loureiro pediu a demissão do seu cargo de Conselheiro de Estado para «não prejudicar a imagem do presidente»…goza agora as delícias de uma refrorma dourada com poiso habitual no Brasil e em Cabo Verde

A filha de Cavaco Silva também adquiriu, à época, 149.640 acções da SLN, tendo-as vendido ao mesmo tempo que o pai e pelo mesmo valor: 2,4 euros. O lucro obtido foi de 209.400 euros.

Custa  entender tanto proteccionismo do Governo do partido da mesma cor do Presidente dado a um banco que estava praticamente falido .Ou seja, o Estado, depois de enterrar 8 mil milhões, vendeu o banco a   uma empresa angolana e portuguesa (que tem 32 milhões de euros de capital), por 40 milhões.Tudo bons amigos, claro: Mira Amaral, o responsável do novo «patrão» do BPN, foi ministro da Indústria de Cavaco,Oliveira e Costa, o único a tramar-se, foi também secretario de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco; Dias Loureiro, chamuscado na operação Banco Insular/BPN foi ministro da Administração Interna de Cavaco e seu Conselheiro de Estado…uma família em tons laranja…unida para salvar um banco falido e em que todos, para empregar uma expressão de Francisco louçã,o líder do Bloco de Esquerda, «foram ao pote»…


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