02
Jan
13

MEMÓRIAS NÃO MUITO LONGÍNQUAS: QUANDO LOUREIRO SE ENVOLVIA COM BRUXOS

Apresentacao dos dois jogadores para o BessaAgora com o regresso do clã Loureiro aos comandos do Boavista, esperemos que histórias como esta não se repitam. Foram estes casos que ajudaram a descredibilizar o clube do Bessa, para lá de contribuir para a sua ruína…pois estes bruxos foram contratados a peso de ouro.Recordamos uma história «assombrosa» sobre bruxaria no futebol português a que um dos autores deste blogue teve avesso e que se  relacionou com a contratação pelo agora reeleito presidente do Boavista FC, João Loureiro, de dois videntes brasileiros, numa altura em que se auguravam já tempos difíceis para o clube do Bessa.

Numa carta que foi tornada pública no jornal «O Crime», em Outubro de 2005, uma vidente brasileira, Márcia Kwiek, reclamava 200 mil euros ao presidente do Boavista, quantia que, segundo ela, ficou em dívida por um «trabalho» envolvendo listas de «inimigos» e amigos pessoais e do clube, num caso para prejudicar os citados, no outro, para alcançar benefícios . Escrita num tom de mágoa, ora em jeito de ameaça intimidatória, Márcia Kwiek começava por referir não ter medo das «ameaças de Loureiro» para se calar sobre os documentos que lhe entregou para fazer «macumba para as outras pessoas na lista de inimigos que tem», revelando que o marido, Alexander Juvanovich Queiróz, já estivera detido em Portugal e foi ele quem recebeu de Loureiro os primeiros «30 mil»…Repetindo não ter medo das ameaças que o presidente do Boavista lhe terá dirigido, Márcia Kwiek dizia ter em seu poder provas dos telefonemas feitos, lembrando alguns pormenores do passado criminal dos seus familiares mais chegados, em jeito de advertência para Loureiro: «O meu marido há quinze anos atrás matou num bar da cidade de Sorocaba, em São Paulo, o seu melhor amigo e violou uma menina; como você vê, não lhe aconteceu nada…». Era com gente deste calibre que o dirigente desportivo se havia envolvido.

Mas essa não fora a primeira vez que Loureiro recorria a videntes e «pais de santo» para abrir os «caminhos» do clube do Bessa, o qual, como se sabe, sob tutela do clã Loureiro,nos tempos áureos chegou a vencer um Campeonato Nacional e a participar na liga dos Campeões. No Recife, Brasil, um «bruxo» chamado Hermógenes, foi contratado a «peso de ouro» para fazer despachos no clube axadrezado. Provas dessa ligação do «bruxo» ao Boavista surgiram na imprensa brasileira e portuguesa, desde fotografias de um terreiro numa zona discreta denominada «desova» (era assim denominada pois nesse local, rodeado de pântanos, eram lançados os cadáveres de pessoas assassinadas) onde a «macumba» era feita num terreiro com recurso ao sacrifício de animais. Foram publicadas fotos dos jogadores do clube,tornados públicos registos de ex-colegas do vidente que resolveram desabafar depois de eles não terem sido contemplados com o «dízimo» pelo trabalho feito pela chefe do «clã» – obviamente bem pago – e até uma foto do dirigente desportivo durante uma das suas habituais deslocações ao terreiro. João Loureiro nunca desmentiu esses factos escandalosos, mas Hermógenes terá sido também ele «despachado» para o seu luxuoso apartamento na Avenida da Boa Viagem, no Recife, não sabemos se por se ter revelado pouco discreto nas suas actividades. Foi substituído por essa vidente de São Paulo, Márcia Kwiek, ligada a um clã de charlatães.

Estamos em crer que João Loureiro desconhecia a faceta criminosa desta família de etnia cigana que terá encontrado em Portugal a «galinha dos ovos de ouro», tal o número de queixas de pessoas que se sentiram lesadas em muitos milhares de euros, resultantes da «bênção de dinheiro» e ouro em várias cidades do País.

Esta ligação da seita ao presidente boavisteiro rompeu-se por falta de pagamento dos trabalhos «encomendados». Loureiro provou do seu próprio veneno e foi ele mesmo «despachado» da lista de clientes da «bruxa» Márcia. Mais: esta, em acto de retaliação pela falta de pagamento de 200 mil euros – como ela sublinha numa carta publicada no jornal «O Crime» a que atrás aludimos – em vez de providenciar ao clube os adereços geralmente utilizados em «missas negras», tratou de fazer chegar ao director do jornal os documentos que João Loureiro lhe endossara, nos quais, de uma forma cirúrgica, ele apontava os nomes de «amigos» e «inimigos» do clube que deveriam ser alvo da «macumba». Documentos com o timbre do Boavista – cuja autenticidade nunca ofereceram dúvidas (aliás, nunca foram contraditados por João Loureiro, que num telefax, ao ser instado sobre o assunto, afirmava não conhecer nenhuma Márcia Kwiek e que a «pretensa documentação, a existir, era forjada ou fora obtida por meios não transparentes»). Alguns desses papeis respeitavam a questões no «segredo dos deuses» do clube, como foi a operação desencadeada pela PJ do Porto no Estádio do Bessa, em Abril de 2004, tendo sido apreendidos documentos relacionados com contratos de financiamento e construção estabelecidos pelo clube com diversas empresas e entidades bancárias e movimentos de dinheiro com a família Loureiro.

Designados pelo próprio punho do presidente boavisteiro, os «inimigos» foram distribuídos em três categorias: justiça, outros e futebol. Na Justiça, como seria de supor, os alvos eram a juíza do processo «Apito Dourado», Ana Cláudia Nogueira e o Procurador do MP, Carlos Teixeira, sendo igualmente referidos os nomes de agentes da PJ responsáveis pela investigação do processo que abalou as estruturas dirigentes do futebol nacional (os Loureiro acabaram por ser absolvidos no processo «Apito Dourado»; efeitos da macumba?…). Nos «outros», o primeiro nome a ser apontado era o de Luis Filipe Menezes, o presidente da Câmara de Gaia a quem o presidente boavisteiro não nutria grandes simpatias, até por questões relacionadas com o PSD que ambos integravam na altura e em cuja estrutura o dirigente desportivo nunca conseguiu singrar. Em segundo lugar, figurava o nome de Hernâni Ascensão, o ex-homem forte do futebol do Bessa, com quem Loureiro se incompatibilizara…No lote dos «inimigos» constavam ainda os então presidentes do Sporting, Dias da Cunha, Pinto da Costa ( FC Porto), António Salvador (Braga), Luis Filipe Vieira ( Benfica), Chumbita Nunes ( Vitória FC Setúbal), quatro «bruxos» (entre os quais o conhecido «professor» Bambo) e, logo a seguir, entre os jornalistas, figurava Marinho Neves, autor do livro «Golpe de Estádio», que despoletou a denúncia da podridão existente no futebol português.
«Paz, saúde, união e felicidade» era um pedido especial feito à vidente Márcia, antecedendo um pedido formal para que «toda a minha família e que as nossas empresas não tenham problemas de justiça e sejam ilibados de todos os processos», apelando ainda às suas «forças positivas» lançadas pela «bruxa» para que o «Boavista consiga pagar o Estádio do Bessa Século XXI, através de operação de titularização promovida por Laurent Tapie e Somague», a par do pedido para que no «Boavista FC haja sempre dinheiro para pagar salários, impostos e outros compromissos» e que o clube se classificasse para a Liga dos Campeões.

Fosse por causa do rompimento do «contrato» com a «bruxa» devido a falta de pagamento, ou pela maldição lançada, o certo é que, a partir desta altura, o clube do Bessa entrou em derrapagem desportiva e económica, militando actualmente nos escalões secundários do futebol português. Até João Loureiro não conseguiu escapar incólume às malhas da justiça, tendo sido condenado a dois anos de prisão, suspensos por 5, pelos crimes de fraude fiscal e abuso de confiança fiscal, devido a uma dívida contraída enquanto presidente do Boavista às Finanças no valor de 3,4 milhões de euro.O pai, esse livrou-se agora por uma «unha negra» no caso da Quinta do Ambrósio Ninguém acredita em bruxas, mas «pero que las hay, las hay!»…


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