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Dez
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ASSASSINA BRASILEIRA DOS DOIS FILHOS CAPTURADA PELA GNR – ACTUALIZADO

 assassinaPôs fogo à casa e fechou a porta para matar com grande frieza os dois filhos enquanto estes dormiam. Telefonou à sogra a dizer que  tinha morto os netos, foi atrás do marido, comunicou-lhe o duplo homicídio e fugiu.Keli Pinto Oliveira, 32 anos, foi no domingo, capturada pela  GNR em Castanheira do Ribatejo, quando, calmamemte, andava a fazer compras de Natal.Um crime horrendo, que nos choca a todos pela sua brutalidade.

O terrível caso ocorreu quarta-feira à noite, mas na localidade de Preces, no concelho de Alenquer,  o choque dos acontecimentos continua bem presente . As causas do crime não são conhecidas, mas estarão associadas a uma forte depressão motivada por uma relaçãio conjugal perturbada.

A avó paterna dos dois meninos assassinados, Henrique, de três anos, e Rafael, com um ano, Maria da Nazaré Pereira, de 68 anos, em declarações à imprensa, não queria acreditar. “Eles não morreram, eu sei que eles não morreram!”, dizia. “Eu não quero pensar que os vou enterrar, os meus meninos!”, escreve a edição do Jornal de Notícias.  O mais velho ia fazer quatro anos amanhã.

A mãe das crianças, Keli Alexandre Pinto Oliveira, de 32 anos, de nacionalidade brasileira, era conhecida por ter uma conduta estranha. Vivia até anteontem à noite em Preces, com o companheiro, Cláudio, mecânico, de 40 anos, filho da terra, e os dois filhos, mas nunca era vista a conviver com ninguém. “Estava sempre fechada em casa, nunca a víamos”, contam os vizinhos à reportagem da SIC e da RTP.

Doméstica, o sustento da família era Cláudio, que trabalhava com o pai na oficina de automóveis da família, na Póvoa de Santo Adrião. O ambiente em casa não era o melhor, embora ninguém visse brigas.Ao que parecer, Keli via com maus olhos as constantes saídas do companheiro à noite, provavelmente lembrando- se que o conhecera num bar de alterne…

 Aviso via telefone

Anteontem, cerca das 20 horas, Cláudio entrou em casa com compras e depois saiu, deixando Keli com Rafael e Henrique. Nada parecia diferente. Mas, cerca das 21 horas, Nazaré recebeu um telefonema de alguém que dizia ser condutora de táxi, e logo depois ouviu a voz da nora: “Matei os meus filhos”. “Eu não acreditei”, conta Nazaré, mas “ela insistiu: ‘matei os meus filhos'”. Incrédula, a idosa correu para casa do filho, bateu e não teve resposta. Chamou toda a gente, a GNR e os bombeiros, e quando a porta foi forçada, o fumo e as chamas libertaram-se do interior. “Queria ver os meus meninos”, recorda.Já estavam mortos, na cama

Nessa altura, chegava Keli a Castanheira do Ribatejo. Saiu do táxi que a transportou e levou duas malas. Queria encontrar Cláudio, que sabia estar na localidade, e o encontro deu-se numa rua entre os bombeiros e a GNR de Alenquer. De rompante, disse-lhe que tinha assassinado os filhos. Cláudio ficou sem reação e logo depois meteu-se no carro e seguiu para casa. Quanto a Keli, largou as malas e fugiu.

Cláudio chegou a casa, mas já nada havia a fazer. Os filhos estavam mortos. Teve alento para comunicar à GNR o encontro com a mulher e uma patrulha foi para Castanheira e descobriu as malas da suspeita, que continua em fuga.

 “Agora já podes ficar com os teus filhos”

As autoridades encontraram, na porta da casa, um bilhete deixado por Keli Oliveira com vários desabafos e um deles dizia: “Agora, já podes ficar com os teus filhos”. Segundo fontes relacionadas com o caso, não são palavras com muita importância para a explicação do crime, mas, em contrapartida, poderão ajudar as autoridades a perceber o estado de espírito e a confusão que ia na cabeça da suspeita do duplo homicídio. As palavras poderão estar associadas a uma má relação com Claúdio e a sogra, devido aos meninos. Em última análise, poderá ser estabelecida uma relação direta entre a morte das crianças e o facto de Keli a ter comunicado ao companheiro e a Nazaré.

O principal alvo de Keli parecia ser, de facto, a mãe de Claúdio. De acordo com as palavras da avó ao JN,  “eu nem queria ir lá para não haver problemas”, contou Nazaré acrescentando: “De vez em quando levava-lhes comida e, como a minha nora não gostava que eu fosse lá a casa, deixava pendurado na porta um saquinho com umas laranjas ou outras coisinhas. Assim não era preciso entrar”.

Mas não era só Nazaré a constatar o difícil carácter de Keli. No povoado não havia quem não comentasse a estranha conduta da mulher do mecânico, enquanto a sogra era tida como uma mulher que era maltratatada pela nora.

Já quanto a Cláudio, era reconhecida a dedicação aos filhos e dos meninos a ele. No infantário frequentado pelos dois meninos, em Castanheira do Ribatejo, a “mãe nunca niguém a viu”, enquanto o pai era visto sempre a levar e ir buscar as crianças. “Era mãe e pai em simultâneo”, contou a reportagem do JN.


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