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PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS: O «POLVO» DOS INTERESSES EMPRESARIAIS ALVO DE INVESTIGAÇÃO DA PJ

teixeira

  

A Mafia dos interesses, cujas movimentações e teias nefastas para a economia portuguesa são bem escalpelizadas neste programa «Negócios da Semana» cujo link publicamos e para o qual chamamos desde já a atenção do leitor, pois conta com a intervenção de dois especialistas nessa matéria escandalosa, o prof. Paulo Morais e o fiscalista Tiago Caiado que denunciam de forma cruel a forma como esse «polvo» vai abrindo rombos nas carteiras dos contribuintes

http://www.youtube.com/watchv=WOrv8IH1ZB0&feature=player_embedded poderá começar a sofrer um rude golpe depois de  ontem, terça feira, ser conhecida a  investigação que a PJ está a fazer ao ex-ministro das Finanças de José Sócrates, Teixeira dos Santos, ao ex-secretário de Estado do Tesouro, Costa Pina e ao antigo presidente das Estradas de Portugal, Almerindo Marques no âmbito do inquérito-crime às parcerias público-privadas. Curioso : numa altura em que o governo PSD/CDS está a ser acossado em várias frentes, até em matérias pouco transparentes, como seja o caso dos submarinos, privatizações da RTP e da TAP , havendo até deputados da maioria que trabalham em escritórios de advogados que vão fiscalizar as propostas e os processos … apresentados por esses mesmos escritórios em comissões parlamentares (seja em matérias de Defesa ou das privatizações como é denunciado nesse vídeo) surja esta mega-operação a personalidades e empresas da órbitra do PS.Mas recusamos pensar que o Ministério Público trabalhe segundo a agenda política e até a procuradora Cândida de Almeida veio há dias reclamar no«Clube dos Pensadores», com o ar mais cândido deste mundo, que no passado, chegou a ser acusada de fazer o jogo de Sócrates e agora o de Passos Coelho… Enfim… 

Há muito que se sabia que as parcerias público/privadas eram um tema escandaloso, desde que foram implementadas a todo o gás pelo governo de Sócrates que vê assim algumas das suas figuras mais preponderantes serem alvo de graves suspeitas.  

 Teixeira dos Santos (ex-ministro das Finanças de José Sócrates), Costa Pina (ex-secretário de Estado do Tesouro e das Finanças e atual administrador da Galp), Almerindo Marques (ex-presidente das Estradas de Portugal cargo que deixou para assumir a liderança  da Opway, construtora do Grupo Espírito Santo

N R. –A EP, gestora pública da rede rodoviária nacional, tem relações económicas com as principais empresas de obras públicas do país em duas vertentes: como concessionária pública de auto-estradas e como dona de obras de construção ou de manutenção. No primeiro caso, a Opway (e o Banco Espírito Santo, seu principal accionista) participa no capital social da Ascendi, principal fornecedor da EP e líder do mercado de concessões rodoviárias. A antecessora da Ascendi, a Aenor, já tinha contratado vários dirigentes da Junta Autónoma de Estradas, como Rangel de Lima ou Donas Boto)

 foram alvo de buscas domiciliárias e no trabalho, esperando-se, segundo rumores que nos chegam, que mais cabeças possam também ser objecto das atenções da Polícia.

A operação foi levada a cabo pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal e a Polícia Judiciária no âmbito do inquérito crime às Parcerias Público-Privadas, denominado “Buraco no Asfalto”.

O Ministério Público procura «eventuais indícios criminais» na negociação feita em 2010 entre o Estado e a concessionária Ascendi, da Mota Engil e do Grupo Espírito Santo. Em causa estão «as concessões Norte e Grande Lisboa», em que o Estado não tinha despesas e passou a ficar comprometido no valor de uma ponte Vasco da Gama, ou seja, «encargos líquidos de 895 milhões de euros à data das negociações», segundo os cálculos da consultora Ernst & Young.

Curioso também o facto de antigos ministros das Obras Públicas exercerem actualmente cargos de responsabilidade em empresas privadas envolvidas nesse universo do que foi o roubo perpetrado aos portugueses através  do negócio das parcerias público-privadas. Por exemplo, Ferreira do Amaral, actual «big boss» da Lusoponte, grande beneficiária das portagens das pontes sobre o Tejo, Jorge Coelho, administrador da Mota Engil, Luis Valente de Oliveira, também colocado na mesma empresa.


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