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Set
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APREENSÃO DE NAVIOS PORTUGUESES NO ESTRANGEIRO E AS DUAS FACES DA JUSTIÇA EUROPEIA

Estes caloteiros são relapsos e contumazes e agora caíram finalmente sob a alçada da justiça…europeia que não brinca em serviço como a congénere portuguesa, onde os escândalos de alto coturno são «chutados» para fora… leia-se o exemplo do caso dos submarinos (as autoridades judiciais alemãs  meteram na cadeia os corruptores e aqui, em Portugal, os corrompidos andam em liberdade e até se perderam papeis nos gabinetes ministeriaids que os poderiam incriminar…)…Este país não é para gente séria!  

A história da apreensão dos navios de bandeira portuguesa Princess Danae, Athena e Arion, detidos por arresto à ordem de um juiz por falta de pagamento de combustível, os dois primeiros no porto francês de Marselha e o terceiro em Kotor, no Montenegro, releva uma evidência: como é diferente o funcionamento da justiça nos restantes países europeus ! Cá em Portugal, nada disto se teria passado: as dívidas não são para pagar,os caloteiros gozam de grande impunidade ( veja-se os do BPN) e se os casos forem parar a Tribunal por falta de pagamento das partes contratantes, é certo e sabido que uma sentença de penhora ou arresto demora  anos a ser exarada…

Aliás, o mau funcionamento da Justiça, os atrasos que se acumulam nos tribunais por preguiça dos juízes nuns casos, noutros por falta de meios humanos – sei de um jornalista que foi arbitrariamente despedido de uma empresa de Comunicação Social, que processou o patrão e que há quatro anos espera pelo julgamento no Tribunal de Trabalho – é um dos factores do nosso atraso económico, bloqueador do progresso e desincentivador de qualquer tipo de investimento estrangeiro.  

No caso dos navios agora apresados, bem se esfalfa a empresa armadora, a World Cruises Agency, por tentar esclarecer que os armadores foram financiados durante vários anos pelo Montepio Geral «o qual, apesar das mais variadas promessas e de ter nomeado um representante do banco no conselho de administração do grupo, abruptamente decidiu não financiar os valores necessários para terminar as operações até ao final da presente temporada». Cá está, a banca a ser exorcizada por não ter meios para financiar a actividade  privada  .No caso dos navios, sem este financiamento, os armadores ficaram impossibilitados de cumprir algumas das suas obrigações, o que provocou os presentes arrestos Uma situação que provoca necessariamente má imagem do país no estrangeiro, apelidando-nos de caloteiros, remontando-nos aos velhos tempos dos «portuguesi» em Itália…  
Um caso que já corre nas páginas da imprensa estrangeira, com as implicações nefastas daí  inerentes. No domingo, o jornal francês «La Provence», noticiou que um navio de cruzeiro com pavilhão português estava apresado desde o dia anterior no porto de Marselha, no sul de França, de acordo com uma ordem da justiça francesa.

Através da sua página na Internet, o «La Provence» precisava que a justiça francesa decretou, na quinta-feira e no sábado, a apreensão de dois navios da companhia Classic International Cruises, que estavam parados no terminal de cruzeiros do porto marítimo de Marselha.

O jornal sugeria que os proprietários dos navios não terão pago faturas de combustível, e precisou que os passageiros já tinham sido retirados dos navios, enquanto as tripulações permaneciam a bordo.

A 30 de agosto, o Princess Danae foi apresado no porto de Dublin por ordem de um tribunal superior irlandês, devido a uma alegada dívida, por falta de pagamento de combustível, avaliada em cerca de 120 mil euros. A dívida terá sido contraída em abril passado com a companhia italiana Omega Bunker. Ou seja, estes caloteiros são relapsos e contumazes e agora caíram finalmente sob a alçada da justiça…europeia que não brinca em serviço como a congénere portuguesa, onde os escândalos de alto coturno são «chutados» para fora… leia-se o exemplo do caso dos submarinos (as autoridades judiciais alemãs  meteram na cadeia os corruptores e aqui em Portugal,os corrompidos andam em liberdade e até se perderam papeis nso gabinets qe os poderiam incriminar…)…Este país não é para gente séria!


1 Response to “APREENSÃO DE NAVIOS PORTUGUESES NO ESTRANGEIRO E AS DUAS FACES DA JUSTIÇA EUROPEIA”


  1. 1 Miguel
    Outubro 10, 2012 às 10:05 am

    Mas nada disto é novidade com esta empresa. Basta ver as condições onde as tripulações dormem.
    Basta ver o estado das “cozinhas”.
    Se queremos ser sérios em relação a esta empresa, deveria haver uma inspecção seria e de supresa por parte das entidades competentes as condições de vida das tripulações


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