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ACUSADO DE VIOLAÇÕES, ASSÉDIO SEXUAL E ESPANCAMENTOS A JOVENS, PEDRO ABRUNHOSA METE JORNALISTAS E ACUSADORA EM TRIBUNAL

De denunciante de ter sido alvo de violação, assédio sexual e espancamento, uma jovem passou a arguida e senta-se agora no banco dos réus, acompanhada pelos jornalistas que tiveram acesso aos «desabafos» dela e de outras jovens supostamente vítimas de Pedro Abrunhosa, divulgados num blogue.

 

Inicia-se no próximo dia 20, num dos juízos criminais do Porto, um curioso julgamento em que Pedro Abrunhosa acusa uma jovem e jornalistas da revista «Mariana» e do jornal «o Crime» de difamação, pedindo uma avultada indemnização.

No cerne da disputa judicial estão notícias publicadas em Janeiro de 2007 dando conta da existência de um blogue, em que eram relatadas várias experiências sexuais com o conhecido artista, agora júri de um programa de descoberta de novos cantores na SIC.

Uma jovem que assinou sob o pseudónimo de Leonor Portugal, e que se senta no banco dos réus, escreveu ter sido «escrava sexual» de Abrunhosa, assunto que o jornal «o Crime titulou – «Abrunhosa acusado de assédio sexual» e com o sub titulo: «escravatura sexual, violações, espancamentos, há de tudo num estranho blogue onde jovens, algumas com 16 anos, relatam experiências sexuais com o cantor».

A revista «Mariana» de 15/1/07 refere várias afirmações por parte da citada Leonor Portugal e insertas no blogue «denunciarabrunhosa», frases que constam na acusação e que aqui transcrevemos: «Quando recusava ter sexo, batia-me e violava-me. Obrigava-me a entrar em jogos sexuais muito alternativos»; «Disse-me logo: faz-me isto, faz-me aquilo…foi rápido, bruto e acabou num instante: tenho que me ir embora, xau! Desta vez senti-me uma prostituta, só faltou o dinheiro»; «A única coisa que conheço são uns estranhos vícios sexuais. O não usar preservativo, passar de uma para outra sem higiene e preferir sexo oral e anal. São poucas as que tiveram coito vaginal com ele».

Ainda a mesma revista «Mariana», atribui a uma Carla as seguintes declarações, proferidas no referido blogue e que a acusação cita: «As piores agressões não eram as públicas, eram as que se passavam dentro de casa. O Pedro sabe brincar com a psique de uma pessoa e adora fazê-lo. Sempre escondi os hematomas e as histórias mais sórdidas.Não havia um único membro do meu corpo que não estivesse negro. Tornei-me naquilo que ele queria, uma escrava sexual»

Sublinha a acusação, formulada pelo escritório do advogado João Nabais, que os jornalistas publicaram as referidas notícias sem cuidarem de saber se as mesmas eram verdadeiras e quais os autores do seu conteúdo. Acontece que a autora das denúncias foi posteriormente identificada pela PJ e sob a mesma recaiu idêntica acusação. Ou seja: de acusadora e de alegada vítima, a tal Leonor que, na altura dos factos, tinha 16 anos, senta-se agora no banco dos réus. E acrescente-se que a 3ªSecção da Procuradoria Geral da República ( DIAP), na fase de instrução do processo, decidiu não pronunciar os jornalistas tendo em vista a grande  probabilidade de os mesmos, se sujeitos a julgamento, saírem inocentados. No entanto, Abrunhosa recorreu dessa decisão e o julgamento vai mesmo efectuar-se no 1º Juízo dos Juízos Criminais do Porto.

Vai ser interessante ver o desenrolar do mesmo que prometemos acompanhar de muito perto. Será que a tal Leonor Portugal vai ter argumentos de peso ( leia-se, testemunhas e provas para apresentar em tribunal do que afirma) e poderá causar sérios problemas à imagem de um dos artistas mais conhecidos de Portugal? Ou será que foi tudo lavra da  imaginação de uma jovem adolescente, não correspondida pelo possível «assédio» que terá feito a Abrunhosa – em cujos concertos comparecem centenas de meninas e meninos em perfeito êxtase ao verem esse «monstro sagrado» actuar no palco…

Para já, uma constatação; segundo se pode ler no processo que vai a julgamento, os jornalistas tentaram ouvir Pedro Abrunhosa e este esteve sempre incontactável. Preferiu, posteriormente, usando um direito que lhe assiste, pôr toda a gente em tribunal…e o juiz que decida. Mas lá que este julgamento promete, disso não restam dúvidas!

 


2 Responses to “ACUSADO DE VIOLAÇÕES, ASSÉDIO SEXUAL E ESPANCAMENTOS A JOVENS, PEDRO ABRUNHOSA METE JORNALISTAS E ACUSADORA EM TRIBUNAL”


  1. 1 Bruno
    Setembro 13, 2012 às 11:05 pm

    Este assunto é muito estranho. Tenho para mim que o referido (Pedro Abrunhosa) é uma pessoa modelo da sociedade. De tal forma que foi alçado a politico.

    No entanto, e para dirimir as minhas duvidas sobre crimes e leis, sendo uma (ou um) jovem de 16 anos isso é legal ou crime ? Realmente – e sendo eu mais velho e APENAS para constatar um facto – as jovens portuguesas perderam aquela mania (antiga) de “ser grunge” e finalmente tomaram juizo na cabeça: são mais arranjadas, vestem-se melhor, tem corpos mais elegantes, enfim…

    Será que por isso, poderia (indago eu), o referido ter sentido vontade ou atração num primeiro momento ? Mesmo sendo mais vistosas, as jovens seguem sendo mais inocentes.

    Certo é que a referida (Leonor…), vitima ou mentirosa, acaba de entrar num pesadelo que nunca mais terá fim. E terá consequencias que ela jamais poderia esperar. Como na gravidez indesejada, certas coisas é melhor nem tentar.

    Este blogue, considerando os riscos da referida e do referido (uma difamação gratuita…), melhor é manter o assunto sob vigilancia. Também é muito certo que a defesa da referida terá pouco fogo para o ataque legal de que vai ser alvo. Vai doer tanto que, se de facto a referida alguma vez conheceu o referido, amanha irá desejar que tal nunca tivesse acontecido.

    Olho aberto Lucas. No mais gosto de ler os posts daqui. Não concordo com tudo, não concordo com todos. Mas sempre volto, sempre leio e muitas vezes aprendo e sou informado. Keep walking, Bruno

  2. 2 Júlio mirim
    Setembro 13, 2012 às 11:44 pm

    Mas pensava que esta história já tinha acabado quando se soube que a tal Leonor era uma mulher de 32 anos… Tenha juízo. Então porque não o levou ela a tribunal?? Delirar e vomitar na net todos podem fazer. Mas depois lembrem-se que a vida real também existe. Ainda agora aquele anónimo que afinal era um médico teve de pagar 100.000 de indemnização ao jornalista da Sábado por difamação gratuita e anónima na net…


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