08
Set
12

COMANDANTE DA GNR AFASTADO NA SEQUÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO DE MILITARES NO «FUNERAL DE PORTUGAL».CONTRA A «BLASFÉMIA», MARCHAR,MARCHAR…

A história do  comandante da GNR de Braga, Mota Gonçalves, afastado do cargo pelo Comando Geral na sequência da participação de sete militares numa iniciativa da Capital Europeia da Cultura (CEC), realizada em Guimarães, onde  vários militares fardados com traje de gala integraram o desfile  “funeral de Portugal”, uma performance promovida pelo artista Miguel Januário, pode ser interpretada como uma medida dura e exemplar .Quanto a nós, acertada!

Ao fim  e ao cabo, a  patusca «cena, produzida por um desses  esquerdistas/activistas que por aí pululam travestidos de artistas de vanguarda, é uma blasfémia contra o país, ainda para mais, tendo por artistas principais militares a quem cumpre defendê-lo se possível, com o sacrifício da própria vida…e houve já muitos elementos dessa corporação que derramaram sangue no cumprimento dessa missão …

A Constitução, a Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas e a Lei da Segurança Interna e a Lei das Bases Gerais da Condição Militar, constituem as traves mestras do enquadramento jurídico institucional em que a legislação da Guarda de hoje se enquadra…e esse enquadramento não comporta a participação, ainda para mais, paga, neste tipo de «charges» culturais que achincalham o país. Aos militares da GNR pede-se que sejam politicamente isentos,  contribuindo, com dignidade e prestigiante brio, para a solidificação do Estado de Direito em Portugal. Portanto, devem-se eximir de participar em iniciativas de cariz político, ainda para mais quando estão em causa os valores do País e da Pátria, que não podem estar assim expostos a uma pantomina pública que visa denegrir a classe política dirigente que tutela a corporação…por muito que a mesma seja susceptível de várias criticas, e são muitas. Não cabe à GNR esse «serviço» de «activismo político/cultural»…para isso, existem os artistas e os palhaços.

A decisão de afastar o comandante da GNR de Braga foi tomada na sequência de um processo de averiguações interno à participação dos guardas no cortejo realizado a 22 de Agosto. Fardados com traje de gala, sete militares escoltaram um caixão simbolizando Portugal pelas ruas da cidade. No final da performance, na praça do Toural, dispararam salvas de tiros de espingarda, enquanto carpideiras choravam a morte do país.

Aquilo que se pode considerar, com algumas dúvidas, uma intervenção artística, caiu mal junto de alguns sectores da GNR.A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda chegou a criticar a participação dos militares na iniciativa cultural, considerando-a um “espectáculo degradante da instituição”. “Os militares da GNR juraram, com a própria vida, defender a pátria, e apesar de estarmos perante uma peça de teatro, estão em causa valores intocáveis como a defesa da pátria”, sublinhava a direcção da associação.
A presença dos seis guardas no funeral foi paga pela produção dessa iniciativa da Guimarães 2012. O “funeral de Portugal” continental é um de seis intervenções que Miguel Januário está a fazer na CEC, no âmbito do projecto “mais-menos”, que já o levou também a grafitar paredes noutras dias do país, como a de um prédio devoluto na rua do Alecrim, em Lisboa.
O artista diz-se “surpreendido” e “chocado” com a exoneração do comandante distrital da GNR. Ainda mais quando a guarda foi contratada para o efeito. “Fizemos o mesmo que outras manifestações artísticas ou os organizadores de jogos de futebol”, explica o artista ao PÚBLICO.

Espantosa esta ideia de comparar um jogo de futebol a uma desfile onde se ridiculariza o país…e que teve como principais «actores», precisamente, o corpo de guardas que têm por missão fundamental defendê-lo…Mais espantoso é que as suas chefias não tenham compreendido isso e que, à cata de mais uns euros, tenham caído no logro e autorizado a «blasfémia».


5 Responses to “COMANDANTE DA GNR AFASTADO NA SEQUÊNCIA DA PARTICIPAÇÃO DE MILITARES NO «FUNERAL DE PORTUGAL».CONTRA A «BLASFÉMIA», MARCHAR,MARCHAR…”


  1. 1 Viver com Dignidade
    Setembro 8, 2012 às 7:17 pm

    Quando se fala numa capital europeia da cultura, não se espera actos deste genero mas sim doutro indole. Aconteceu que alguém a quem a organização autorizou a intervenção activa de integrar o evento e participar com a peça, também concerteza não sabia o que se iria ali passar ao que motivou a chamada da gnr a integrar aquela peça de teatro. Por acaso uma peça bem concebida e actual do enterro de Portugal, que aos poucos vai sendo enterrado, expoliado, corropido, chulado e assaltado pelos senhores e amigos da corja. Lamento que o comandante torritorial da gnr de Braga tenha sido demitido, porque tambem ele não saberia o que se iria ali passar, e foi levado ingénuamente na cantiga dos politicos e fazedores de situações politicas bombásticas.

    • 2 pedro parente
      Setembro 9, 2012 às 7:06 pm

      Apenas para esclarecer alguns pontos, sem defender A ou B, a gnr quando vai para um campo de futebol, sabeo que vai fazer, quando vai para uma tourada, sabe o que vai fazer, quando faz um acompanhamento a um grande trasnsporte sabe o que vai fazer ( mesmo que o trasporte traga droga no seu interior, mas quando vai para uma “peça de teatro” será que leram o guião? será que lhes foi dito que iam enterrar Portugal…….bem é porque se lhes disseram isso, estavam a enganar os guardas, POIS PORTUGAL HÀ MUITO QUE ESTÀ ENTERRADO com estes politicos! Aliás estamos todos enterrados.

      Fazerem deste assunto um escandalo, é mesmo de pobres de vista e de cerebro……….preocupados com os ladroes deste País, nada!!!!!

      Mais uma coisa, os gnrs não estavam em fato de gala, nem em grande uniforme, mas sim em uniforme privativo.

  2. 3 pedro parente
    Setembro 9, 2012 às 7:16 pm

    Pelo menos aqui os Guardas, estavam devidamente uniformizados, o que não acontece em muitas telenovelas, onde os agentes da lei, usando fardas da gnr e psp, ultrajam diariamente quem com dignidade exerce esta profissão.

  3. 4 Queremos justiça social
    Setembro 11, 2012 às 5:52 pm

    Teatro de mau gosto, no seguimento do pior que se faz em filmes e jogos. Considero que brincadeiras deste tipo traz más consequências . Portugal não está morto, precisa de mais justiça social, mas é com outro tipo de ações que se luta para se conseguir.

  4. 5 Arlindo Cunha
    Setembro 13, 2012 às 9:28 pm

    o General Newton Parreira Comandante Geral da GNR tb é nomeado por cargo “Politico” pois vem do Exercito buscar um “tacho ” para a sua reforma pois doutra maneira não tinha um suplemento daí ele ter que arranjar um bode expiatório, pois tal como o seu antecessor que para levar mais 1500 euros(ano de 2010) na sua reforma aprovou apressadamente a implementacão das tabelas renumeratórias na GNR mas para não ser contestado promoveu os sr. oficiais Ten.corneis e corneis, majores , oficiais superiores que não tinham ainda direito a essa promoção para ele próprio usufruir desse valor daí que s guardas e guardad principais ainda estejam desde essa data á data atual á espesra de uns miseros 20 euros de aumento.
    Tudo isto levou á falta de verbas para gasoleo e para manutenção de viaturas.
    a pregunta que eu faço ao comum do cidadão é:
    -Quando algo de mal lhe acontece quem lhe vai socorrer , no máximo um sargento , de resto são os guardas , para que se quer “sacanas ” desses a comandar algo em que eles são parasitas dum hospedfeiro que é o nosso estado .

    Arlindo Cunha


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