05
Set
12

MAIS DE VINTE MORTES DE MULHERES ESTE ANO ÀS MÃOS DOS COMPANHEIROS . UMA «HECATOMBE» QUE PREOCUPA A POLÍCIA QUE VÊ 3 AGENTES SEUS SEREM AGREDIDOS POR DIA

O fenómeno da violência conjugal sangrenta está a alarmar as autoridades e levou mesmo a PJ a organizar um seminário alusivo a este flagelo nacional, justamente intitulado «Morrer no Feminino», que terá lugar no próximo dia 25 de Setembro, na Escola da Polícia Judiciária, em Loures. É de facto na aposta da prevenção que começa o combate ao crime! Não referem as estatísticas  que, por dia, há uma agressão a três agentes da autoridade! Leis brandas, o excesso de consumo de álcool no Verão, a crise de valores e a destruição desse pilar da sociedade que foi a família, são factores que justificam estes dados dramáticos. Deixámos de ser um país de brandos costumes.

Apesar das campanhas contra a violência doméstica, as mulheres continuam a ser as principais vitimas dos seus companheiros, geralmente, movidos por ciúmes ou por terem sido rejeitados. No primeiro semestre deste ano foram contabilizados vinte casos de assassínios de mulheres às mãos dos seus companheiros. Ou seja, só nos primeiros seis meses quase foi atingido o total de mortes ( 27) de 2011 e a tendência é para aumentar.

Só nos últimos quatro dias, quatro mulheres  foram mortas em diferentes zonas do país por maridos, namorados ou ex-maridos. Os métodos variaram e demonstraram uma violência extrema: a tiro, à martelada e até golpes de chaves de fendas. O caso mais dramático ocorreu em Lagos, onde, em plena via pública, junto a um jardim da Rua de Ceuta, uma professora de inglês foi abatida com cinco tiros pelo ex-marido, ele também professor aposentado, que, mais tarde, acabou por se suicidar. Os motivos foram fúteis. Questão de partilhas mal resolvidas. Anteontem, tiveram lugar mais três femicídios. Em Boticas, um agricultor matou a companheira com três golpes no pescoço e um tiro na cabeça. Em Olhão, uma outra vítima foi encontrada amarrada no apartamento e com um golpe profundo na cabeça, depois de ter terminado um relacionamento com um indivíduo, que é o principal suspeito do crime, trabalhador da construção civil, ainda em fuga. Em Serzedelo, Gaia, um homem, politico na Assembleia Municipal local, invadiu as traseiras de sua casa e desferiu dois tiros na  mulher com quem namorava há oito anos, educadora de infância.

Há quem associe a esta onda de assassínios conjugais o facto  da época de Verão  se verificar uma clara ascendência sua ocorrência por que os casais estão mais  vezes juntos, com mais tempo para discussões e desavenças. Outros teóricos apontam o facto de, nesta estação, se ingerir álcool. Outros atribuem o flagelo à destruição dos valores da família que se verifica há anos…havendo ainda quem sustente que a danada da crise e desemprego também possam ter claras responsabilidades. Eu digo que é um pouco de tudo isso. Há muito que a vida humana deixou de ter peso…e depois, os assassinos sabem perfeitamente bem que apesar de condenados a penas pesadas, uns escassos anos depois de estarem à «sombra» ficam em liberdade se tiverem bom comportamento. Vinte e cinco anos, que, depois, acabam reduzidos aí a uns dez ( e pelo meio, ainda há as saídas precárias, é uma pena demasiado leve para quem tira a vida ao semelhante, em muitos casos, por motivos fúteis…pois «cornudos« e «cornudas« é uma situação com que ao longo dos anos sempre convivemos neste país latino.

De qualquer forma, o fenómeno está a alarmar as autoridades e levou mesmo a PJ a organizar um seminário alusivo a este flagelo nacional, justamente intitulado «Morrer no Feminino», que terá lugar no próximo dia 25 de Setembro, na Escola da Polícia Judiciária, em Loures. O «homicídio no contexto das relações amorosas» e a «investigação criminal do homicídio» em contexto conjugal vão ser dois temas em debate. Uma iniciativa que se louva e que mostra uma polícia, mais do que atenta a combater e descobrir criminosos, a prevenir a jusante esse tipo de crimes. É de facto na aposta da prevenção que começa o combate ao crime!


1 Response to “MAIS DE VINTE MORTES DE MULHERES ESTE ANO ÀS MÃOS DOS COMPANHEIROS . UMA «HECATOMBE» QUE PREOCUPA A POLÍCIA QUE VÊ 3 AGENTES SEUS SEREM AGREDIDOS POR DIA”


  1. 1 Viver com Dignidade
    Setembro 5, 2012 às 9:25 pm

    No meu modo de ver só vejo a situação porque isto acontece. Justiça lenta na resolução destes problemas ( demoram 3 e mais anos uma questão de divórcio e de partilhas ) e penas leves, alguns casos são logo arquivados no ministério publico, o que incentiva ás ofensas corporais simples e em casos de desespero levam a ofensas corporais graves, pois que começam a ficar fartos de se aturar, sem resolução da via judiciária.


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