03
Set
12

AS CONFISSÕES DA MAGISTRADA CÂNDIDA ALMEIDA SOBRE A INEFICÁCIA DA JUSTIÇA ATÉ A ALARVIDADE DA SUA CONSTATAÇÃO DE QUE NÃO HÁ CORRUPTOS EM PORTUGAL.É CASO PARA PERGUNTAR. VIVEMOS NO MESMO PAÍS?

Vão dizer as más línguas que a senhora se está a candidatar à Procuradoria-Geral da República e busca o sabor da «laranja», mas não é nada disso. Ela só não quer deixar passar uma má imagem de Portugal e da Justiça. Justiça que não condena corruptos porque não há corrupção. Só condena aqueles que, para não morrerem à fome, roubam um pacote de arroz nos supermercados…enquanto os grandes «tubarões» se riem da ineficácia da justiça portuguesa auto-confessada pela sra Procuradora. Deus nos livre que alguma vez se sente na cadeira do palácio Ratton…

 

Fazendo uma espécie de tirocínio tendo por objectivo sentar-se na cadeira de Procuradora Geral da República, a magistrada do Departamento Central de Investigação e  Acção Penal ( DCIAP), Cândida Almeida, compareceu a uma iniciativa política, a universidade de Verão da JSD.Já de si não deixa de surpreender o facto de um magistrada, ainda para mais, elevada a funções de topo na hierarquia do MP, comparecer numa reunião partidária, ainda para mais, promovida pelo partido no poder que , daqui a uns meses, terá grandes responsabilidades na escolha do candidato que irá  substituir Pinto Monteiro,o actual procurador Geral da República. Mas mais surpreendente é o facto de Cândida Almeida ter dito na referida reunião que Portugal não é um país de corruptos,dizendo-o de uma forma insistente, como se quisesse vincar uma verdade que…o povo não acredita.

“Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”, disse a procuradora-geral adjunta.O leitor acredita no que a sra Procuradora afirma ?.

À chegada à vila alentejana de Castelo de Vide, de uma forma surpreendente e inusitada ( pois os magistrados do MP estão impedidos por razões éticas e legais de  falarem nos processos sob investigação, ainda para mais, quando são elevados a funções de topo na hierarquia do MP como é o caso  desta procuradora), Cândida Almeida confirmou já ter recebido o acórdão do processo Freeport para decidir se vai ser aberto inquérito, mas assegurou ainda não ter lido, lembrando que os tribunais só abrem na segunda-feira. E depois, como é usual refugiou-se na habitual falta de meios para justificar a inoperância demonstrada pelo MP nos casos mais «quentes»…curiosamente, todos eles envolvendo políticos de renome suspeitos de corrupção. Questionada sobre a situação do antigo-primeiro-ministro, José Sócrates, que está a viver em Paris com gastos de “luxo considerados incompatíveis com os seus rendimentos.  Cândida Almeida disse não ter meios para investigar. “É verdade que ele tem aquela vida, mas o que é que podemos fazer?”, questionou

E quanto ao processo dos submarinos, «encalhado» há anos nos gabinetes do MP, a procuradora também se refugiou na mesma lenga-lenga :“No processo dos submarinos veio cá um especialista em armamento disse que este caso era único na Europa porque é [matéria] de segredo de Estado”, E quanto às críticas sobre a longevidade do caso, a magistrada explicou que não consegue obter documentação considerada relevante que está na Alemanha, apesar de trocar e-mails com o colega de Essen há quatro anos.

Agora se explicam os motivos pelos quais, como ela não vê corrupção, ninguém vai preso neste país em que se rouba descaradamente…é que não há meios para investigar os casos mais escandalosos! Não admira que a Sra procuradora não veja a corrupção a alastrar no país. Não a viu no processo Apito Dourado, onde as escutas da PJ não deixaram dúvidas a ninguém que dirigentes desportivos combinavam com a tutela da arbitragem os nomes de árbitros para apitar os seus jogos…como também não viu a «fruta» ( vinda do Brasil…) oferecida por responsáveis de um grande clube do Norte aos homens  do apito depois de arbitrarem um jogo que lhes correu favoravelmente. Assim se percebem os motivos pelos quais Isaltino Morais continua a gozar o belo sol em Oeiras com toda a impunidade, ameaçando recandidatar-se, tudo porque o MP mostrou incompetência na análise deste processo que está à beira de prescrever; assim se percebem os motivos pelos quais o processo Freeport pariu um «rato«…ou «ratos», pois os arguidos indiciados pelo MP acabaram por sair em liberdade», não sabendo ( é Cândida Almeida quem o diz) se vai ser aberto um inquérito para apurar qual o verdadeiro papel do antigo primeiro ministro, José Sócrates, no desenlace de um dos maiores escândalos de que há memória ( como o Crimedigoeu acompanhou e divulgou em anteriores posts) ; agora se percebem os motivos por que a investigação ao BPN está a ser um verdadeiro «flop», com um «culpado» útil, Oliveira e Costa, a arcar com todas as responsabilidades e os homens do partido laranja ( o tal partido que a Sra procuradora procura agora apoios para se recandidatar a PGR) andam aí à solta, a gozar o sol e a injustiça.  
Vão dizer as más línguas que a senhora se está a candidatar à Procuradoria-Geral da República, mas não é nada disso. Ela só não quer deixar passar uma má imagem de Portugal e da Justiça. Justiça que não condena corruptos porque não há corrupção. Só condena pilha-galinhas ou aqueles que, para não morrerem á fome, roubam um pacote de arroz nos supermercados…enquanto os grandes «tubarões» riem da ineficácia auto-confessada da justiça portuguesa apontada pela sra Procuradora. Deus nos livre que alguma vez se sente na cadeira do poder do palácio Ratton…


1 Response to “AS CONFISSÕES DA MAGISTRADA CÂNDIDA ALMEIDA SOBRE A INEFICÁCIA DA JUSTIÇA ATÉ A ALARVIDADE DA SUA CONSTATAÇÃO DE QUE NÃO HÁ CORRUPTOS EM PORTUGAL.É CASO PARA PERGUNTAR. VIVEMOS NO MESMO PAÍS?”


  1. 1 Viver com Dignidade
    Setembro 3, 2012 às 9:24 pm

    Quando os tribunais estão politizados é assim. A seguir ao 25 de Abril de 1974, não houve a varredoura no ministério da justiça e ouitros lugares como o ministério publico, estes estiveram sempre ás ordens do estado fascista e agora e o hábito está lá sem independência, dependentes da classe politica e á espreita de um lugar de carreira na profissão e o deixar andar. Claro toda gente vê que a justiça não funciona para os politicos e poderosos, que há duas justiças num estado, dentro doutro estado paralelo em que para uns é duma maneira ( pedófilia, freeport, bpn, sucatas, os sobreiros de Alcochete, submarinos e outros tantos) e que funciona menos mal para os elos mais fracos. A justiça tinha que ser imparcial e não deixar dúvidas, só que está dependente da classe politica e amarranhada no que não devia.


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