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Ago
12

ESPIRAL DE VIOLÊNCIA NAS ÚLTIMAS HORAS – PORTUGAL TORNOU-SE PERIGOSO

Uma série de mortes violentas ( seis em 24 horas), roubos do património e assaltos a pessoas, furto de 33 armas de fogo num campo de tiro, tornam o país um local perigoso

 

Aumentam os homicídios em Portugal. Seis no espaço de 24 horas, entre domingo e segunda feira passados. Um homem foi morto com dois disparos em Viseu ao tentar defender a sogra  num quadro de violência doméstica muito comum em Portugal; em Queluz, um individuo ateou fogo com álcool à cunhada, sobrinha e um segurança privado brasileiro que as protegia no elevador do prédio que habitavam por questões de partilhas; na Rua da Palma, Lisboa, um homem foi atingido mortalmente na segunda-feira ao defender a companheira das agressões de um indivíduo que reclamava junto do casal o roubo de um telemóvel; um idoso de Alvaiázere matou o vizinho por causa de um terreno; e o último, que se soube hoje mesmo, quinta-feira, um jovem de 20 anos matou o pai, conhecido pelo «Zé da Burra», num aglomerado de barracas em Mira Sintra, também num quadro de grande violência doméstica devido às constantes agressões que a vítima infligia aos seus quatro filhos,chegando a tentar atropela-los com um tractor que conduzia

Em Portugal, estes crimes violentos de sangue que atentam contra a vida surgem geralmente atribuídos aos chamados três AAA: amor, água ( partilha de terrenos ou património) e álcool, empolados pelo estado de crise económica que leva a desencadear situações de grande agressividade à menor chispa e a leis permissivas e benevolentes – se um autor de um homicídio for condenado a 25 anos de cadeia (pena máxima) ao fim de dez ou doze anos pode ficar em liberdade se tiver um bom comportamento no estabelecimento prisional. Por outro lado, a Polícia, geralmente por falta de meios logísticos e humanos, não desenvolve acções de prevenção, aglutinando os seus meios em operações mais rentáveis para os cofres do Estado como sejam as operações auto stop – nos casos de Viseu, Queluz e Mitra Sintra há muito que os comportamentos violentos dos autores desses crimes eram referenciadas em boletins policiais, mas ninguém pôde impedir que esses instintos primários previsíveis fossem desencadeados de forma mortal.

Este fenómeno do aumento vertiginosos dos crimes de sangue – nunca visto nos últimos doze meses, atingindo máximos históricos – surge a par com a ocorrência de outros crimes que atentam contra o património, de que é exemplo o assalto a uma moradia em Fafe de onde os larápios levaram joias, ouro, electrodomésticos e  obras de arte no valor de 200 mil euros; a par disto, preocupante também a noticia de que 33 armas de fogo de grande precisão capazes de matar a grande distância foram roubadas do campo de tiro em Monsanto, Lisboa, as quais certamente vão entrar no circuito do crime mais violento – um assalto facilitado pelo corte de luz por falta de pagamento que impossibilitou que o alarme fosse disparado (!), infringindo-se ainda a lei que determina que nestes locais as armas estejam bem guardadas em cofres inamovíveis e com abertura apenas com código.

Decididamente, Portugal está a tornar-se um sítio perigoso para se viver. A crise não explica tudo…há negligência das pessoas que descuram os factores elementares de segurança, a par da imposição de leis mais rigorosas para os criminosos, medidas preventivas mais eficazes e, sobretudo, criar novos hábitos educacionais e ao nível da violência doméstica.


1 Response to “ESPIRAL DE VIOLÊNCIA NAS ÚLTIMAS HORAS – PORTUGAL TORNOU-SE PERIGOSO”


  1. 1 Viver com Dignidade
    Agosto 16, 2012 às 1:38 pm

    O artigo que o senhor escreve, espelha bem a realidade do País. Se formos a ver, as leis dos brandos costumes, os tribunais de menores onde se aconchegam os meninos mal comportados, o crime publico instituido quando os pais chamam a atenção dos filhos ou por qualquer reacção adeversa tenham que lhe dar uma palmada no rabo, os actos politicos irresponsáveis dos desgovernos em que tiraram o abono de familia ás familias assim como as deduções mais restritas no irs nos livros escolares, o corte dos salários, o corte nos subsidios de Natal e de férias que constituia uma almofada nas despesas e que despesas nestas épocas de Natal e férias em que eram canalizadas despesas fixas para esta altura que era quando se recebia o ordenado normal num País normal, frança, luxemburgo, suiça enfim em qualquer País europeu que não o nosso, basta ir á vizinha espanha. O Povo está habituado neste País, em pagar á cee, receber á america latina, nalguns países, não todos. E aqui andamos á dezenas de anos a alimentar politicos, gestores publicios e toda a corja similar da politica em que o Povo começou a arrebentar para os lados, até que um dia é bem capaz de arrebentar para cima, aí começar-se-á a tomar medidas, medidas essas que serão para os proteger.


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