01
Ago
12

BALSEMÃO, O «DELFIM» E A LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA DA IMPRESA

                                                                                                          

Relatório secreto sobre a sua vida pessoal alegadamente mandado elaborar  pelo «espião» Jorge Silva de Carvalho, em poder do Ministério Público, poderá ser uma pedra no sapato do agora «chairman» da SIC

Um espírito santo de orelha revelou-me que a saída de Balsemão de CEO da Impresa para ocupar o cargo de Chairman do Grupo passando o testemunho a Pedro Norton, traduziu uma espécie de jogada de antecipação dessa «velha raposa» do jornalismo a um golpe palaciano que estava em marcha. Pedro Norton, que há mais de 20 anos era uma figura menor na estrutura dirigente,acalentava ambições mais vastas, falando-se que chefiaria um grupo de gestores executivos interessados em tomar o poder na Impresa.O convite de Balsemão deve tê-lo surpreendido, esfriou-lhe os ímpetos e Norton não se fez rogado: aceitou o cargo, cabendo-lhe agora a difícil tarefa de impedir a morte do grupo. Se não o conseguir fazer, este «delfim» será o rosto da desgraça…

Refira-se,a propósito, que as receitas da Impresa baixaram 7,5% entre Abril e Junho (em relação aos mesmos meses do ano passado), para 63,6 milhões de euros. Neste período, as receitas de publicidade baixaram 11,2%, a circulação das publicações do grupo desceu 12,4%, e só as receitas de multimédia cresceram 33,8% (com os “novos concursos lançados na TV”) e a subscrição de canais aumentou 1,4%.As receitas da SIC,a «jóia da coroa» agora ameaçada pela privatização da RTP, caíram 0,9%, baixando para 44,4 milhões de euros entre Abril e Junho. No conjunto do primeiro semestre, o recuo foi de 3,4%, com uma descida para 80,4 milhões de euros.O recuo homólogo das receitas de todo o grupo Impresa foi de 8,2%, para 116,2 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2012. A tendência é a mesma que se verificou no segundo trimestre, mas com um crescimento menor nas receitas com o multimédia, mas maior na subscrição de canais.

Como se vê, um panorama nada favorável numa altura em que Balsemão aponta as baterias para impedir ( ou adiar) a  privatização da RTP. Não é de estranhar, por isso, que nas tarefas que reservou para si está incluído «um debate muito sério sobre o futuro da televisão e dos media em Portugal», disse recentemente, pondo em causa a liberdade de infiormação, demonstrando um  frenesim, quase histérico, disparando para todo o lado, gerando um ambiente hostil, em particular junto do governo.A face mais visível dessa estratéfia respeita à exploração que faz de todos os meios do grupo de media que dirige para denunciar as fragilidades e escândalos em que o ministro adjunto Relves se tem visto enredado – e onde tem revelado alguma falha de tato par as contornar, diga-se de passagem…

 Mas, e ainda reportando-me de novo ao que o tal espirito santo de orelha me soprou ao ouvido, o dossier em poder do Ministério Público contendo os alegados dados da espionagem sobre a vida pessoal de Pinto Balsemão  que o ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho, terá mandado coligir,  estarão igualmente a provocar alguns engulhos ao «big boss» e agora chairman da SIC.

Relatou a imprensa  que Jorge Silva Carvalho mandou investigar que empréstimos tinha Pinto Balsemão, bem como quem seriam os seus amigos, inimigos e aliados. O ex-expião terá recebido um relatório de 31 páginas com estas informações que constam do processo do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa instaurado ao ex-espião, «acusado de acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e violação de segredo de Estado», Carvalho remeteu-se ao silêncio e, segundo sabemos, só «abrirá o bico» em sede de julgamento, esperando ser desvinculado do segredo de Estado que sobre si ainda impende.

Este relatório que «desnuda» também os vícios privados e as virtudes reservadas de Pinto Balsemão, principalmente as conexões ao Grupo Bilderberg , uma espécie de «polvo» da economia mundial como aqui temos vindo a escalpelizar, estarão mesmo a obstaculizar a injecção de capital «fresco» no Grupo liderado pelo antigo primeiro ministro. E o Espirito Santo, o banco, não o que nos «soprou» estas «dicas», um dos principais «partner» financeiros da Impresa ( basta ver a profusão como inunda de publicidade os canais televisivos de Carnaxide) poderia mesmo estar em vias de fechar alguns… canais privilegiados para esses «balões financeiros», tão necessários eles se revelam agora para a sobrevivência deste grupo de media. Aguardemos para ver se o «lugar sombra» que ocupa o agora «chairman»  no sentido de ser encontrada uma gestão mais moderna ( como oficialmente foi explicado, o que não deixa de traduzir uma gritante inoperância de Balsemão à frente dos destinos da sua empresa nposúltimos anos) não o farão sair da toca quando as «labaredas» se tornarem incontroláveis…

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