27
Jul
12

JORNAL «CORREIO DA MANHû ACUSOU POLÍCIAS DE PRENDER INOCENTE E A NOTÍCIA REVELOU-SE FALSA

                                                                                                                       

Luís Maria, que chegou a ser alvo de uma investigação interna da PSP para se apurar as circunstâncias em que Mário Brites tinha sido detido, apresentou já várias queixas contra diversos órgãos de Comunicação Social, jornalistas e comentadores, entre os quais o jornal Correio da Manhã e a TVI .

Segundo a manchete do jornal CORREIO DA MANHÃ – edição de 06-10-2011 -, e depois citada por quase todos os órgãos de comunicação social do País e largamente difundida na Internet, um homem “inocente” teria sido preso durante cinco meses por dois polícias que teriam forjado provas. O Ministério Público acusou recentemente o indivíduo de ter tentado assassinar o Polícia. E agora quem indemniza e lava a imagem dos agente Luís Maria e António Nereu? Por causa da notícia os polícias e a PSP estiveram debaixo de fogo. O «Correio da Manhã«,uma espécier de Crime diário, por que não faz  uma manchete a dizer: ACUSADO POLÍCIA INOCENTE DE PRENDER INOCENTE!, cumprindo as normas éticas e deontológicas que devem caracterizar um orgão de comunicação social que é líder de audiências e, por isso mesmo, devia ter  cautelas acrescidas na divulgação de noticias,cumprindo as regras éticas e deontológicas que se impunham
Segundo revelou o jornalista Carlos Tomás, no jornal «o Crime», um indivíduo que vários órgãos de Comunicação Social disseram ter estado cinco meses preso preventivamente, estando, segundo foi então divulgado, inocente, foi este mês formalmente acusado dos crimes que lhe eram atribuídos e que motivaram a sua prisão preventiva: ameaças à integridade física, posse de arma proibida e tentativa de homicídio de um agente da PSP que participou na sua detenção. Mário Brites, de 41 anos, foi posto em liberdade, em Outubro de 2011 e o agente da PSP passou a ser indicado como suspeito de ter falsificado os autos da detenção e inventado o crime, tendo para isso contado com a ajuda de outro polícia. Uma alegada vingança pessoal teria estado na origem da “montagem” do crime, segundo a versão tornada pública pelo jornal Correio da Manhã e que foi sempre refutada pelo agente envolvido, Luís Maria e pelo seu colega, António Nereu, que continuam ao serviço. O arguido agora acusado sempre clamou a sua inocência.
“Vingança de quê? Eu não tinha motivo nenhum para me querer vingar desse indivíduo. Pelo contrário. Ele é que tinha, porque devia dinheiro ao condomínio do prédio onde sou administrador. Aliás, eu até tinha uma ordem de penhora do carro dele e não a executei por achar que o prédio ficava mais bem servido se recebesse o dinheiro em dívida. Ele é que me ameaçou várias vezes de morte, tanto à porta do prédio, como na esquadra do Cacém, onde presto serviço. Foi detido quando tentou concretizar essa ameaça”, garantiu a “o Crime” Luís Maria, o agente sobre quem foram lançadas suspeitas de ter prendido “um inocente” e que viu este mês o Ministério Público de Sintra dar-lhe razão.
O agente-principal vai mais longe: “Pergunto apenas uma coisa: o que estava o indivíduo a fazer à porta do prédio que eu administro, às 21h00, e armado, se ele já não vive lá há mais de dois anos? Horas antes da ocorrência andou por lá a dizer que me queria matar. Os exames feitos no Laboratório de Polícia Científica confirmaram logo na altura que ele disparou uma arma. Depois vieram dizer que eu plantei a arma no local do crime e um invólucro. Uma loucura. Estou na classe exemplar de comportamento da PSP e ele tem um cadastro enorme e queriam que eu fosse o criminoso? Não tinha lógica nenhuma e agora tudo se esclareceu.”

Espancou grávida

António Nereu, o agente que, segundo as notícias tornadas públicas em Outubro do ano passado, era suspeito de cumplicidade no caso da prisão com provas falsas de Mário Brites é lacónico: “Limitei-me a contar a verdade no sítio onde devia. Nada tenho a dizer sobre isso. O que se passou já disse em sede própria e mantenho tudo.”
António Nereu garantiu no inquérito que fundamentou a acusação agora deduzida pelo Ministério Público que ouviu dois tiros e que saiu do carro onde aguardava pela chegada de Luís Maria para irem jantar para ver o que se passava. Deparou-se com o colega envolvido em confrontos físicos com Mário Brites e ajudou a dominá-lo. Segundo as notícias então divulgadas, a PJ interrogou vários vizinhos e nenhum deles disse ter ouvido disparos. Curiosamente, no inquérito não consta nenhum desses interrogatórios supostamente feitos por investigadores da Judiciária
Segundo a acusação do Ministério Público, um carro penhorado terá estado na origem da tentativa de homicídio qualificado do agente da PSP da esquadra do Cacém. O caso ocorreu em Maio de 2011, na Rua Cidade de Londres, naquela localidade do concelho de Sintra, quando Mário Brites, diz o Ministério Público, fez uma espera ao polícia, a quem já ameaçara várias vezes, acabando por sacar de uma arma e efectuar dois disparos sem que, no entanto, conseguisse atingir o alvo. Acabaria por ser desarmado e detido pelo próprio agente e por outro elemento da PSP.
Segundo a acusação, Mário Brites, natural de Moçambique, deslocou-se à Rua Cidade de Londres na tarde de um sábado e começou de imediato a procurar o agente Luís Maria, que não se encontrava na sua residência, situada no nº 11 daquela artéria do Cacém, prédio onde o indivíduo também viveu, deixando uma dívida por saldar ao condomínio após vender a casa. Face à ausência do polícia, igualmente administrador do imóvel, Mário Brites tornou público que estava ali para o balear.
«Não é verdade que o tipo que foi solto não tenha feito nada naquele dia como dizem. Ele bateu a todas as portas do prédio à procura do administrador e a dizer que era desta que o matava. Dizia que lhe metia três balázios na cabeça. O indivíduo é muito conflituoso e toda a gente aqui na zona tem medo dele. Vivia com uma mulher em quem batia quase todos os dias. A coitada da senhora estava grávida e ele dava-lhe pontapés na barriga. A primeira mulher dele fugiu de casa por não aguentar os maus tratos», contou um dos moradores do prédio nº 11, solicitando o anonimato. Existe uma queixa no Ministério Público, a que o jornal  “o Crime” teve acesso, da jovem de 17 anos que acusa Mário Brites de a ter espancado quando estava grávida.
O agente Luís Maria, segundo consta da acusação, terá sido avisado por um vizinho, via telemóvel, da espera que lhe estava a ser feita e interrompeu as compras que estava a fazer num hipermercado para ir confrontar o indivíduo. Mal se aproximou de Mário Brites este sacou de uma pistola calibre 6,35 milímetros e tentou alvejá-lo. Porém, o agente conseguiu agarrar-lhe o braço e desviar a pistola da sua direcção, tendo os dois disparos que o agressor fez saído em direcção ao céu, não ferindo ninguém. Após evitar ser baleado o agente conseguiu fazer com que o agressor largasse a arma e, contando com a ajuda de um segundo polícia, António Nereu, com quem Luís Maria tinha combinado jantar nessa noite, deteve o alegado agressor.

Em liberdade
Durante os confrontos, consta ainda da acusação, aproximou-se do local uma quarta pessoa, que foi identificada como sendo Marco Lança, e que terá tentado evitar que Luís Maria recebesse a ajuda do colega, tendo este último usado gás pimenta para afastar o indivíduo do local. Efectuada a detenção e já sem Marco Lança presente, os agentes rapidamente se aperceberam que a arma usada na tentativa de homicídio tinha desaparecido. Com a chegada de mais polícias ao local, iniciaram-se de imediato buscas para se tentar encontrar a arma que acabou por ser localizada junto a uma roda de um carro estacionado em frente ao prédio onde vive Marco Lança. A arma ainda estava carregada quando foi recuperada, com apenas uma munição na câmara e pronta a fazer fogo. Foi o próprio Luís Maria que, horas mais tarde, por ordens superiores, se deslocou ao local à procura dos invólucros, tendo apenas recuperado um.
Antes de se dirigir à Rua Cidade de Londres, consta ainda da acusação do Ministério Público, o indivíduo em causa já tinha sido interveniente noutro confronto, também com recurso a arma de fogo, que não usou, na Rua Malaquíades Marques, tendo-se colocado em fuga na respectiva viatura quando vários populares o tentaram prender.
Luís Maria diz, na acusação, que as ameaças contra si começaram sensivelmente seis meses antes do incidente que levou à detenção de Mário Brites, altura em que o indivíduo vendeu a casa que tinha no 4º andar do nº 11 da Rua Cidade de Londres, deixando uma dívida superior a mil euros ao condomínio. O agente revelou que tentou receber a quantia em falta enquanto administrador do imóvel, mas sempre sem sucesso, acabando a administração de condóminos por mover uma acção executiva que culminou com a penhora da viatura de Mário Brites.
Na sequência do confronto com o ex-vizinho, lê-se na acusação, o agente Luís Maria sofreu várias escoriações nos braços e no pescoço, o mesmo sucedendo com o agressor, mas nenhum precisou de receber tratamento hospitalar. O polícia ficou ainda com os óculos e um relógio partidos.
Mário Brites, que vai permanecer em liberdade até ao julgamento, está sujeito a apresentações diárias no posto da GNR da área da sua residência e proibido de se aproximar a menos de 300 metros de Luís Maria. Incorre numa pena que varia entre os 12 e os 25 anos de prisão.
Refira-se que tanto Luís Maria como António Nereu, apesar das inúmeras notícias dando conta de que eram suspeitos de forjar provas e de incriminar um “inocente”, nunca foram arguidos em qualquer processo e que a decisão de mandar para a prisão Mário Brites foi tomada por um juiz, depois de todo o expediente relacionado com o caso ter sido validado pelos superiores hierárquicos dos dois polícias e pelo Ministério Público de Sintra. Ainda não há data para o julgamento de Mário Brites.

Queixas contra jornais e televisões

Luís Maria, que chegou a ser alvo de uma investigação interna da PSP para se apurar as circunstâncias em que Mário Brites tinha sido detido, apresentou já várias queixas contra diversos órgãos de Comunicação Social, jornalistas e comentadores, entre os quais o jornal Correio da Manhã e a TVI .
O agente exige indemnizações cíveis que totalizam mais de 100 mil euros, por danos morais sofridos e por ter visto colocada a sua carreira em risco. O facto de o Ministério Público ter confirmado a acusação contra Mário Brites poderá revelar-se, segundo vários juristas ouvidos pelo “o Crime”, um argumento de peso para a defesa dos interesses de Luís Maria.


3 Responses to “JORNAL «CORREIO DA MANHû ACUSOU POLÍCIAS DE PRENDER INOCENTE E A NOTÍCIA REVELOU-SE FALSA”


  1. 1 m.m.m.
    Julho 27, 2012 às 11:51 am

    O pasquim correio da manha é useiro e veseiro em mentir, denegrir, especular, deturpar e «cozinhar» as «noticias» a seu bel prazer. Não é só rei nas tiragens (apoiadas em anuncios de prostituição), mas, sobretudo, é lider nacional dos desmentidos, das inventonas jornalisticas vendidas a leitores pouco exigentes. O povo gosta é de sangue e este tabloide da treta alimenta-o, mente-lhe e goza-o. Estou a coleccionar os direitos de resposta, os enganos e as desculpasjá há algum tempo… e já cá tenho mais de uma centena… VERGONHOSO.

  2. 2 anonimo
    Outubro 30, 2013 às 2:27 pm

    Gostaria de ver aqui noticiado que a sentença deste caso ja foi proferida e que o Srº Mário Brites não foi condenado pela acusação que esses Srºs policias fizeram. Acho que foi pedido recurso e assim que for proferido o Srº Mario Brites irá colocar acções judiciais ao dois policias e ao estado pela sua detenção.

  3. 3 Pedro Fonseca
    Janeiro 14, 2014 às 12:38 pm

    Há desenvolvimenos deste caso?


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: