03
Jul
12

RELVAS CONCLUIU CURSO NUMA UNIVERSIDADE QUE FOI SUSPEITA DE FALSIFICAR DIPLOMAS

…E QUE TEVE AO SEU SERVIÇO UM «ESPIÃO» DOS SERVIÇOS MILITARES NA ÁREA DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL, ESPECIALMENTE COM ANGOLA

A propósito da Universidade Lusófona, onde o ministro Miguel Relvas concluiu o seu curso em Ciência Politica no final de 20 anos de esforçado trabalho e «marranço» em diferentes estabelecimentos de ensino superior –   (“Tirei o curso de Ciência Política e Relações Internacionais, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia, em Lisboa, depois de ter frequentado, na década de 80, os cursos de Direito e de História” explicou ao jornal i o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares) –  pondo fim a várias especulações que por aí corriam, vale a pena lembrar que esta universidade andou no passado envolvida em vários escândalos, especialmente por suspeitas de falsificação de diplomas, tráfico de armas e gestão danosa.

A guerra «rebentou» em 2002,precisamente a década em que Relvas ali concluiu o curso,  entre Teresa Costa Macedo, fundadora da cooperativa COFAC que fundou e geriu a universidade e o presidente da Lusófona, Manuel Damásio, que chegou a ameaçar  processar Teresa Costa Macedo, por causa das suas declarações terem alegadamente lesado a escola em «centenas  de milhares de contos”. Aantiga secretária de Estado da Família ( que também tristemente se celebrizou no processo Casa Pia quando ameaçou divulgar fotos comprometedoras de figuras públicas em cenas de abuso sexual com menores, o que nunca fez…), terá falado na existência de   provas de transferência de dinheiro da COFAC para uma conta pessoal de Damásio ou para uma conta “off-shore” nas ilhas Caimão.

Ver em  http://publico.pt/190590

Curioso, e isto pode adiantar oCrimedigoeu baseado em factos a que teve acesso, é que esta Universidade há muito tempo que mantem relações privilegiadas com Angola – tem mesmo uma sucursal naquela país -,onde muitos elementos da despótica nomenclatura angolana tiraram o seus cursos, sabe-se lá como…  especialmente quando teve ao seu serviço um  espião dos serviços de informação militares, o coronel Damas Mora, responsável pela área das Relações Internacionais. Curiosidade, porque Relvas também tem apostado firme nessas relações com Angola,simples coincidência, é claro
O que se ficou hoje,terça-feira, a saber é que o  ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas fez em apenas um ano uma licenciatura que tem um plano de estudos de 36 cadeiras, distribuídas por três anos. Relvas requereu a admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) em Setembro de 2006. E concluiu a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007.Um ano, é obra! Mas ao menos explicou como tirou o «canudo», contrariamente ao que aconteceu com o antigo primeiro ministro, José Sócrates, cuja licenciatura em engenharia continua a ser um grande mistério…Ao PÚBLICO, António Valle, adjunto do governante, explicou nesta terça-feira de manhã que tal se deve ao facto de a Lusófona ter analisado o “currículo profissional” do actual governante, bem como o facto de ele ter frequentado “os cursos de Direito e de História”, o que permitiu que o curso fosse feito em menos tempo. Valle não esclareceu quantos créditos foram atribuídos nem quantas cadeiras Miguel Relvas fez na Lusófona.

A única cadeira que o actual ministro tinha concluído antes de 2006 era uma de Direito, feita em 1985. Apesar de ter estado inscrito em mais dois cursos – História e Relações Internacionais. Quando pediu para ser admitido na Lusófona já tinha sido eleito deputado em várias legislaturas e ocupado o cargo de Secretário de Estado da Administração Local do XV Governo Constitucional.

Segundo informação prestada anteriormente ao PÚBLICO por António Valle, Relvas inscreveu-se pela primeira vez no ensino superior em 1984, no curso de Direito da Universidade Livre (instituição que daria origem à Universidade Lusíada), uma instituição privada.

Em 1985 concluiu, após frequência escrita e prova oral, a disciplina de Ciência Política e Direito Constitucional, com 10 valores. Em Setembro desse ano pediu transferência para o curso de História. Matriculou-se em sete disciplinas mas não fez nenhuma.

Em 1995/96 pediu reingresso na Lusíada para o curso de Relações Internacionais. Não frequentou nenhuma cadeira.

Só dez anos depois requereu admissão à Lusófona. O plano de estudos da licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais, publicado no site da universidade, contempla 36 disciplinas, distribuída por seis semestres, equivalentes a 180 créditos — o número de créditos que, por norma, é exigido para um grau de licenciatura desde que entrou em vigor o chamado Processo de Bolonha, que prevê a uniformização europeia da estrutura dos cursos superiores.

Uma lei publicada em Março de 2006, meses antes de o actual ministro ser admitido naquela instituição de ensino, prevê que as universidades e politécnicos possam reconhecer “através da atribuição de créditos, a experiência profissional” de pessoas que já tendo estado inscritos no ensino superior pretendam prosseguir estudos. Esse diploma (Decreto-Lei 74/2006) diz que cabe às instituições de ensino definir os procedimentos a adoptar nestes casos. A Lusófona não forneceu ao PÚBLICO o seu regulamento para reconhecimento de competências profissionais. E António Valle disse que não podia, para já, dar mais explicações sobre como foi feito o reconhecimento do currículo do ministro.

No dia 7 de Junho o jornal “Crime” publicou uma notícia com o título “Miguel Relvas não revela o seu percurso académico”. De então para cá escreveu outros artigos levantando dúvidas sobre o percurso académico do ministro.

Na segunda-feira, no seguimento de informações que já tinham sido prestadas por Valle sobre o assunto, o PÚBLICO questionou o gabinete de Relvas sobre o processo de reconhecimento do percurso profissional do ministro pela Lusófona. Nesta terça-feira, o jornal “i” cita o próprio ministro que diz que o curso foi “encurtado por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico” da Lusófona “em virtude da análise curricular a que precedeu previamente”. “Fiz os exames que me foram exigidos”, explicou

Anúncios

0 Responses to “RELVAS CONCLUIU CURSO NUMA UNIVERSIDADE QUE FOI SUSPEITA DE FALSIFICAR DIPLOMAS”



  1. Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: