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Jun
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MINISTRO DA ECONOMIA QUASE AGREDIDO NA COVILHÃ NUM CENÁRIO DE AUSÊNCIA TOTAL DE APARELHO POLICIAL DE SEGURANÇA

Este episódio ocorreu no dia a seguir em que se soube que o fundador do BPI e actual líder da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva, vai receber uma reforma anual superior a 351 mil euros. Um país de filhos e …enteados

Crescem os focos de tensão social provocados pelas cada vez mais desigualdades entre classes dirigentes e o povo, acrescendo a cada vez mais calamitosa desgraça económica : hoje, sexta-feira, durante a visita oficial que efectuou ao Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã, o ministro da Economia, Santos Pereira, foi insultado e o seu carro pura e simplesmente envolvido por manifestantes que tentaram impedir que o governante abandonasse as instalações. Inimaginável esta situação em que, na previsibilidade de uma manifestação hostil, numa região altamente afectada pea crise, com altos índices de desemprego e salários baixos – ainda há poucos dias foi encerrado na Covilhã um call center da Segurança Social e despedidos 400 trabalhadores –  não tenham sido desencadeadas quaisquer acções policiais de segurança ao governante…em boa verdade, enquanto o ministro era fortemente interpelado pela turba que empunhava bandeiras negras e varapaus, chegando a pôr em risco a sua integridade física, não se via um polícia nas proximidades…será que já se está a a poupar na segurança a altas entidades?

Este episódio ocorreu no dia a seguir em que se soube que o fundador do BPI e actual líder da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva, vai receber uma reforma anual superior a 351 mil euros. A Segurança Social entra com mais de 43 mil euros nesse total. Por mês, a pensão é de 25 mil euros. Ou seja, há uma classe no poder bem paga e com todas as mordomias e uma outra a braços com salários e pensões de miséria, a rondar os escassos euros mensais …desigualdades que estão no centro de uma grande descontentamento social, fomentada por partidos à esquerda dos partidos no poder que se aproveitam da situação para capitalizar votos e simpatias.

Veja-se o caso de Artir Santos Silva.Segundo o relatório e contas do BPI,  que passou à situação de reforma a 18 de Outubro de 2011 mas mantém o cargo de presidente não executivo – tendo-lhe sido atribuída uma pensão anual de 351 237 euros, “dos quais 43 602 a pagar pela Segurança Social e 307 635 pelo banco”, disse o próprio ao Correio da Manhã. 

Em 2011, o também líder da Gulbenkian recebeu uma remuneração de 488 214 euros pelo cargo de presidente do conselho de administração do banco, a que se somaram 58 539 euros de reforma e 60 300 euros de senhas de presença.

Ou seja, acumula «bolos» por todo o lado, uma situação que, se bem legal, atenta contra os principios propagandeados pelo governo de cortar nas pensões e subsídios… perspectivando-se mais medidas de austeridade, que podem passar pelos cortes de subsídios de natal nas empresas privadas, como já alvitrou o professor Marcelo Rebelo de Sousa.Um país de filhos e… enteados,com os enteados a tentar sobreviver à custa dos «filhos» que vão engordando à custa dos impostos e medidas draconianas de cortes nos vencimentos que esses mesmos enteados pagam…


1 Response to “MINISTRO DA ECONOMIA QUASE AGREDIDO NA COVILHÃ NUM CENÁRIO DE AUSÊNCIA TOTAL DE APARELHO POLICIAL DE SEGURANÇA”


  1. 1 A.Salgado
    Junho 30, 2012 às 6:54 pm

    A vergonha apenas existe para os trabalham e os que já não o têm,porque o desemprego selvagem lhes bateu à
    porta.


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