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Jun
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ASSIM VAI O «PÂNTANO» : PJ DESCOBRE BURLA DE 50 MILHÕES EM MEDICAMENTOS REVENDIDOS PARA ANGOLA…ADVOGADO NA ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESA CLIENTE (REN)

 

Quando parece que o país caminha tranquilamente para o restabelecimento da transparência na luta anticorrupção e fraude económica, os titulares de cargos políticos dão maus exemplos, como foi  a «estória» também hoje conhecida relacionada com o advogado José Luis Arnaut, membro influente do PSD e antigo secretário geral «laranja», nomeado para administrador da empresa cliente do seu escritório de advogados. «À mulher de César não basta ser séria…».

 

Comecemos pelas boas noticias sobre o  combate da PJ á criminalidade económica : uma médica de família que trabalha em Cabeceiras de Basto, quatro delegados de informação médica dos laboratórios Bial, dois armazenistas de medicamentos, um dos quais com instalações em Pombal, e um décimo indivíduo que fazia a ligação entre todos. Foram estes os alvos da operação “Remédio Santo”, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária, com buscas e detenções no Norte e no Centro do país.

Os detidos são suspeitos de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e corrupção. Tanto prejudicavam o erário público como os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo fonte policial, “o prejuízo do Estado pode ascender a mais de 50 milhões de euros”, pois este comparticipava várias vezes as mesmas embalagens de medicamentos, que eram escolhidos pelos suspeitos por serem muito caros – na ordem das centenas de euros – e terem comparticipações até 95%.Muitas receitas eram emitidas em nome de utentes já falecidos e os medicamentos levantados em farmácias eram na sua maioria revendidos para Angola.

Infelizmente, estas boas noticias estão nos antípodas de outras que nos chegam sobre a relação cada vez mais promíscua de escritórios de advogados ligados ao poder político com instituições do Estado.

O escritório de advogados CSM Ruy Pena & Arnaut – de que José Luís Arnaut( PSD) é sócio – tem como cliente a Rede Elétrica Nacional (REN), ou seja, a mesma empresa onde o ex-secretário-geral ocupará o cargo de membro não executivo da administração.

Além da ligação que existe entre a sociedade de advogados Arnaut e a REN, há ainda um outro factor que deixa dúvidas à deputada do Bloco de Esquerda, Catarina Martins: a influência que o mesmo escritório tem na legislação estruturante do sector energético, afirma o jornal i.

 

 


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