19
Jun
12

ANGOLA ARMADILHA CANTOR À PARTIDA PARA PORTUGAL DISSIMULANDO DROGA NA SUA BAGAGEM

A rápida investigação da PJ, na recolha de testemunhos e com imagens de videovigilância junto aos tapetes rolantes onde são levantadas as bagagens, salvou Ikonoklasta, o nome artístico do rapper angolano, conhecido pela oposição que faz ao governo do seu país

 

Já neste blogue afloramos os métodos soezes que o Governo angolano, a quem andamos agora a vender a nossa soberania, recorre para atingir os seus objectivos, como foi o caso da «estória» do vídeo chantagista:« DESVENDANDO OS SEGREDOS DAS RELAÇÕES COM ANGOLA – OU COMO O TAL VIDEO CHANTAGISTA TEM GRANDE ACTUALIDADE»

  •  Agora, devemos indignarmo-nos de novo sobre a trama montada ao cantor e rapper angolano Luaty Beirão, associado à luta anti-regime de Eduardo dos Santos: à partida de Luanda para Lisboa, foi alertado por outros passageiros para o facto de dois polícias terem sido vistos a mexer na sua bicicleta, despachada no porão. Resultado: detectou 1,7 quilos de cocaína num saco agarrado à bicicleta.

 A rápida investigação da PJ, na recolha de testemunhos e com imagens de videovigilância junto aos tapetes rolantes onde são levantadas as bagagens, salvou Ikonoklasta, o nome artístico do rapper angolano, conhecido pela oposição que faz ao governo do seu país, de ter entrado na semana passada em prisão preventiva em Portugal.As imagens, passadas a pente fino pela Judiciária, foram essenciais. Percebe-se no vídeo ser genuíno o desespero do músico, sozinho, a chorar e de mãos na cabeça, mal recolheu a bicicleta e se apercebeu da armadilha em que caíra.

O cantor fora alertado para o perigo, na segunda-feira da última semana, por outros passageiros, mas, já em Lisboa, não teve sangue-frio para largar tudo e ir até à polícia. Segundos depois, era detido na alfândega – por inspectores da PJ que não o mandaram parar por acaso, em revista de rotina. A detenção de Ikonoklasta e apreensão do saco com 1,7 quilos de cocaína deveram-se a uma denúncia que partiu de Angola para a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Judiciária.

A armadilha fora montada por um organismo oficial angolano que teria alertado o SEF, em Luanda, « informando»  que o músico ia chegar a Lisboa com droga. Os investigadores associaram a informação às imagens de desespero do cantor já na capital portuguesa; a testemunhos recolhidos, nomeadamente sobre dois polícias vistos a mexer na bagagem do músico; e aos seus antecedentes de luta anti-regime. Por isso, foi proposto ao Ministério Público e ao juiz que Luaty Beirão continuasse em liberdade. Assim se desmontou mais um método soez do regime ditatorial angolano que visava aniquilar um seu opositor. Custa acreditar que Portugal mantenha boas relações empresariais e governamentais com um  regime que escraviza o povo, que se sustenta à custa de uma oligarquia imposta de forma anti-democrática e que vai sugando até à medula os recursos naturais que deveriam ser pertença da comunidade e não de uma elite criminosa.  

PAI ERA AMIGO DO PRESIDENTE ANGOLANO

 Luaty Beirão é conhecido pela sua luta contra o regime de José Eduardo dos Santos, de quem o seu pai, curiosamente, era grande amigo. João Beirão, falecido em Novembro de 2006, foi director do Instituto Angolano das Comunicações – uma empresa com administração pública. Apesar de tudo, Ikonoklasta nunca cessou a sua luta.

No dia em que foi detido em Lisboa, telefonou a Pedro , amigo e colega de banda, a quem disse que tinha sido “encontrado, na roda de bicicleta que trazia embrulhada em plástico como única bagagem, um pacote de cocaína”. “Ele diz que sentiu que havia um volume estranho na roda, mas que nem teve tempo de falar com ninguém porque foi logo chamado por dois agentes”, explicou o amigo. Na terça-feira passada, o seu advogado, Luís de Noronha, disse que “há fortes indícios da não prática do crime”.

JUIZ DECIDIU EM MEIA HORA

 O interrogatório judicial de Luaty Beirão, na terça-feira da semana passada, demorou apenas 30 minutos – com o juiz de instrução criminal, por proposta do DIAP de Lisboa, a deixar sair o músico em liberdade com simples termo de identidade e residência, a medida de coacção mais simples e que já lhe permitiu, inclusive, sair de Portugal em direcção a França. O seu grupo musical, Batida, participa desde sexta-feira, em Toulouse, no Festival Internacional Rio Loco. Depois, é expectável que o rapper com dupla nacionalidade, angolana e portuguesa, não regresse a Luanda – onde foi alvo de uma armadilha. Conhecido por organizar várias manifestações anti-regime, está aconselhado a não o fazer por razões de segurança.Obviamente!


0 Responses to “ANGOLA ARMADILHA CANTOR À PARTIDA PARA PORTUGAL DISSIMULANDO DROGA NA SUA BAGAGEM”



  1. Deixe um Comentário

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: