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Jun
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CASOS DE AGENTES DA AUTORIDADE AMEAÇADOS NÃO TÊM ECO NOS OCS

 Invariavelmente, os OCS fazem grandes notícias com o facto de polícias terem usado, supostamente, da força física para dar resposta a uma ocorrência, como aconteceu com aquele pai que,numa artéria lisboeta, tentou servir-se do filho como escudo para não ser detido por um grupo de agentes da autoridade. Seguiram-se algumas entidades e personalidades, criticando a acção da policia e o “exagero do uso da força”. Os mesmos que calam as ocorrências em que os agentes da autoridade põem a sua vida em perigo na sua missão de defender os cidadãos e o Estado de Direito. E nas últimas 24 horas, registaram-se dois casos que são a prova disso: no Bairro da Bela Vista, Setúbal, um cadastrado foragido da cadeia onde cumpria uma pena por tráfico de droga enfrentou agentes da PSP a tiro. De revolver em punho tentou, por duas vezes, alvejar os policias, mas em ambas as ocasiões deixou cair a arma. Só com com disparos, a PSP logrou deter o indivíduo, 25 anos, com uma vida marcada pela criminalidade – resta dizer que já cumprira  uma pena de reclusão num colégio de reinserção social quando ainda era menor, o que leva a pensar se estas instituições estão de facto a exercer de forma eficiente o seu papel de ressocializar os jovens delinquentes…ou limitam-se a «armazená-los», não lhes proporcionando formas de formação profissional ou actividades no mercado de trabalho quando saiem desses centros que os levem a deixar a sua conduta criminosa.

Segundo caso, este bem mais grave: na zona do Monte Seco, Salir, Algarve, um traficante reagiu violentamente contra militares da GNR que o pretendiam deter, depois de o detectarem a vender droga. Atingiu um dos elementos da corporação policial na cara com uma soqueira ao mesmo tempo que com uma navalha de ponta e mola, o feriu num dos braços. Atingiu, se bem que de forma superficial, mais três GNR que o haviam interceptado. Trata-se de um cabo-verdiano, 25 anos, residente na zona da Grande Lisboa mas que nesta época do ano decidiu aproveitar o Verão deslocando-se para o Algarve a fim de vender drogas duras. Os quatro militares tiveram de receber tratamento médico e já tiveram alta…enquanto o meliante vai hoje, segunda-feira, responder em tribunal, esperando-se mão dura por parte dos juízes.

Terceiro caso, este que mancha a PSP ( há sempre nódoas que convém extirpar..): a GNR de Cabeceiras de Basto deteve anteontem, durante uma operação de fiscalização de trânsito, um agente da PSP que injuriou e agrediu os militares que o mandaram parar, no lugar da Boavista, Refojos. Foi levado para o posto da GNR de Cabeceiras de Basto, mas acabou por sair em liberdade ao final da manhã de anteontem, tendo sido notificado para comparecer hoje em tribunal. Este agente da PSP está afecto à Brigada de Investigação Criminal e é natural de Cavez, a dezenas de quilómetros do local onde foi detido.

Três exemplos de abnegação, coragem e isenção das forças policiais, bem elucidativos do risco que correm os agentes na sua missão, não se eximindo a pôr na ordem os próprios colegas quando estes prevaricam…


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