30
Maio
12

PRESIDENTE DA ACADÉMICA CONDENADO A PRISÃO EFECTIVA – UMA EXCEPÇÃO À REGRA

                                                                                                                    

 

Para quem diz que os poderosos, especialmente, do mundo de futebol, têm artes de escapar às malhas da justiça, esta notícia da condenação do presidente  da Académica, José Eduardo Simões, a seis anos e meio de prisão efectiva pelo  Tribunal da Relação de Coimbra desmente essa constatação…ou excepção ao que tem sido uma regra…

A decisão resulta no agravamento da pena que fora aplicada na primeira instância – quatro anos e sete meses de prisão, com pena suspensa, por um crime continuado de corrupção passiva para acto ilícito e outro de abuso de poder.

O tribunal de primeira instância – cujo acórdão foi conhecido em Março de 2011 – considerara provado que, aproveitando-se da dupla qualidade de director de urbanismo da Câmara Municipal e de dirigente desportivo, José Eduardo Simões favoreceu promotores imobiliários a troco de donativos para a Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF).

No cálculo da medida da pena, na altura, o colectivo de juízes teve em consideração que o dirigente não procurou “auferir vantagem para si próprio”, mas para a Académica. E para fixar o montante a pagar pelo clube – menos 164 mil do que terá recebido em donativos obtidos de forma ilícita – levou em conta o facto de a AAC/OAF ser uma instituição de utilidade pública.

À saída do tribunal, no ano passado, José Eduardo Simões declarou-se inocente. “Sou presidente da Académica, com muita honra e com o apoio de todos os órgãos sociais do clube e de muitos adeptos e associados”, reagiu, quando questionado sobre se tencionava demitir-se.

Entretanto, outros dirigentes desportivos sobre quem também recaíram suspeitas – alguns foram mesmo condenados, como é o caso de Vale e Azevedo que goza as delícias da impunidade reinante no Reino de Sua Majestade – acabaram por sair imaculados. Veja-se o caso do Major Valentim Loureiro, absolvido no caso da Quinta do Ambrósio em que era acusado de burla qualificada ( ver em  Valentim Loureiro,,) tendo-se safo enquanto os outros arguidos, incluindo o filho, João,acabaram condenados, isto sem falar no presidente do FC Porto, este no caso «Apito Dourado», onde, como insinuou o presidente do Benfica em recente comunicado, terá beneficiado do facto de juízes «terem assobiado para o lado».


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