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Maio
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MAIS UM ESCÂNDALO NO BPN: ESTADO ASSUME DÍVIDA DO PRESIDENTE DA NAVAL 1º MAIO

 «Toxinas» do BPN, ou seja, créditos mal parados foram pagos pelo erário público no negócio ruinoso  para o Estado português da venda do banco aos angolanos…E os principais responsáveis da «golpada» já saíram detrás das guardas e outros andam por aí a cirandar, impunes enquanto o «Zé» vai pagando todo o despautério

Coincidindo com a audição pela Comissão de Inquérito Parlamentar sobre o BPN do antigo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos – onde o antigo governante confessou que a nacionalização então feita visou impedir a liquidação do banco que era uma das propostas da «troika»… salvaguardando assim as fortunas ali depositadas de algumas destacadas personalidades cá do burgo, isto dizemos nós – soube-se que o Estado assumiu a dívida bancária do grupo de Aprígio Santos, presidente da Naval 1º de Maio, àquela instituição.

Acontece que através da venda do BPN ao Banco BIC, de capitais angolanos,  o crédito de cerca de 130 milhões de euros do grupo de Aprígio Santos foi transferido para a Parvalorem, sociedade pública criada para acolher os activos tóxicos do BPN. Aprígio Santos confirma a existência dessa dívida, mas escusa comentar o montante.

Ao todo, o Estado assumiu, através da Parvalorem, cinco mil créditos do BPN. Como a qualidade desses créditos é considerada má ou até de difícil recuperação, o BIC recusou ficar com essas dívidas bancárias. E assim foi concretizado um negócio ruinoso para o Estado português ao efectuar a venda do banco aos angolanos por 40 milhões de euros…livre de «toxinas»…Assim até eu fazia negócios sem riscos…

O crédito do grupo de Aprígio Santos é uma das dívidas bancárias ao BPN assumidas pela Parvalorem. Contactado pelo CM, o empresário da Figueira da Foz é categórico: “O grupo de empresas tinha créditos do BPN e tem créditos do BPN.” Por isso, rematou, “o grupo de empresas tem uma acção em tribunal contra o BPN de grande montante. O que faltava era este empresário ainda ser indemnizado…mas do BPN tudo é de esperar. Por algum motivo, os principais responsáveis da golpada já estão em casa, com pulseira electrónica.

O actual presidente da Naval 1º de Maio garante não ter sido oficialmente informado da transferência do crédito do BPN para a Parvalorem. E sobre o valor do crédito, que ronda 130 milhões de euros, afirma: “Se é esse montante ou não, não lhe vou dizer, não tenho que o fazer.”

Seja como for, Aprígio Santos garante ainda que “as dívidas estão tuteladas por terrenos hipotecados no valor que entenderam por bem [no BPN].” E, para que não restem dúvidas, é mais uma vez categórico: “Ninguém paga as minhas dívidas por mim. Somos um grupo familiar grande com bons activos.”

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