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Maio
12

RTP ANUNCIA REPORTAGEM CHOCANTE SOBRE MENINOS DA CASA PIA…MAS ESQUECE QUE SE ENVOLVEU NO PASSADO NO ESCÂNDALO

Meios operacionais do canal público foram usados em filmes porno com meninos casapianos, envolvendo realizadores, operadores de câmara e locutores

A RTP anuncia para hoje uma reportagem onde revela que 500 crianças alunas da Casa Pia foram, ao longo de oito anos, cobaias numa polémica experiência científica nos Estados Unidos cujo objetivo era descobrir qual o efeito do mercúrio no ‘chumbo’ dos dentes. Segundo alguns especialistas que falaram para a estação televisiva estatal, o “mercúrio é muito tóxico”.

A participação destas crianças em tais experiências era do conhecimentos das autoridades que permitiram que durante oito anos se submetessem a testes que, como explicou um dos especialistas ouvidos pela RTP, “nunca tinham sido feitos sequer em animais”.

O recurso a este grupo de forma experimental é justificada pelo facto de as crianças serem consideradas o melhor veículo para testar os efeitos de uma substância na saúde. No filme surgem envolvidas as Faculdades de Medicina Dentária, Lisboa e uma universidade em Washington.

Bem poderia a RTP também debruçar-se ( compreendemos que não o faça…) sobre um escândalo do passado em que se viu envolvida relacionada com uma rede de pedofilia da Casa Pia que contou, durante décadas, com um núcleo muito activo naquele canal público. Realizadores, operadores de câmara, locutores constituiam este núcleo, filmando esses actos sexuais com menores que depois passavam para cassetes  vídeo vendidas a bom preço nos mercados internacionais, especialmente também nos EUA e na Holanda.Há quem diga ( não temos disso provas mas baseamo-nos em relatos que nos chegaram de vítimas) que um dos mais mediáticos arguidos do processo Casa Pia em julgamento terá abichado grossas fortunas à custa desses vídeos…

Em 6 de Setembro de 2003, a jornalista Felícia Cabrita que denunciou o escândalo nas páginas do «Expresso», publicou o relato de uma testemunha, ex-aluno da Casa Pia e depois funcionário da RTP, que disse que encontrou na estação casapianos que o tinham violado nesta instituição, criando-se deste modo laços de dependência.

Contou a jornalista que estas filmagens nos anos 70 ganharam características quase industriais e eram feitas por quatro operadores de câmara e dois realizadores. Tinham lugar sobretudo aos fins-de-semana em casas particulares em Cascais, Sintra, Oeiras, Azeitão e Lisboa (no Campo Pequeno) Amoreiras e Bairro Azul).

Um antigo aluno da Casa Pia, filmado em cenas de sexo no princípio dos anos 80, diz que se cruzava com os operadores dos filmes pornográficos ao vê-los em touradas à antiga portuguesa transmitidas pela RTP, onde alguns casapianos serviam de figurantes trajados como pajens.

Elementos do núcleo pedófilo da RTP estariam relacionados com frequentadores do Parque Eduardo VII, em Lisboa, hoje com relevo na política, advocacia e jornalismo, referidos com alcunhas como «Andorinha», «Diabinho» e «Coxinha».

A testemunha relata que foi encontrar na RTP casapianos mais velhos que o tinham violado na instituição (alguns a estudar para acabar os cursos, enquanto trabalhavam em lugares técnicos), assim se reforçando os laços de dependência mútua do núcleo pedófilo da estação.

Para as respectivas filmagens – que se terão intensificado nos anos 70, a ponto de ganharem características quase industriais – foi importante o contributo de um núcleo de quatro operadores de câmara da RTP. De forma a poderem garantir a recolha de imagens, que se processavam sobretudo aos fins-de-semana em casas particulares, esses operadores chegavam a trocar com outros os seus turnos de serviço. Também pelo menos dois realizadores terão participado nessas produções «paralelas», tendo a mesma testemunha relatado que um deles, conhecido pela direcção de programas teatrais e operáticos, a chegou a convidar para participar como actor nos filmes pornográficos.

Embora a produção de filmes – de acordo com o referido depoente, que abandonou os quadros da RTP há já alguns anos, embora se mantenha ligado ao sector audiovisual -, se tenha iniciado ainda antes do 25 de Abril, as condições de liberdade instauradas pela revolução terão facilitado a sua intensificação. Com a adopção das gravações em vídeo, em vez da filmagem em película, ter-se-á desenvolvido, já fora da RTP, uma empresa para reprodução de cassetes de filmes pedófilos para venda no estrangeiro, com instalações iniciais no bairro de Telheiras, mudando-se depois para as Olaias. Relata ainda o ex-funcionário da RTP: «Ao visitar em serviço esta empresa em Telheiras, vi muitos filmes a serem copiados, vi miúdos e miúdas com sete e oito anos a fazerem sexo com adultos. Eram sempre planos aproximados para não se reconhecer o local. Ali faziam-se por dia cerca de mil cópias».

Tendo em conta o valor de um filme destes no mercado clandestino europeu (na Holanda, por exemplo, um DVD de pornografia infantil vende-se hoje por 15 mil euros), terá começado a circular dinheiro com abundância. Os operadores da RTP passaram a exibir um estilo de vida acima dos seus níveis salariais, enquanto o dono da empresa de Telheiras, um ex-electricista que ainda hoje se encontra ligado a negócios de cassetes de vídeo, terá na altura chegado a exibir-se num Ferrari. Mas até as próprias crianças ganhavam muito dinheiro: um ex-aluno da Casa Pia contou que, em finais dos anos 70, recebia, por cada fim-de-semana em que actuava em filmes pedófilos, a quantia de 60 mil escudos (300 euros).

O grupo do Parque
Nos vários testemunhos recolhidos pelo EXPRESSO, são mencionadas casas em Cascais, Sintra, Oeiras, Azeitão, Alcochete e Lisboa (no Campo Pequeno, nas Amoreiras e no Bairro Azul) como locais de rodagem de filmes pornográficos com menores. Hélder (nome fictício), hoje com quase 40 anos, relata que aos nove anos, em 1975, foi abordado num jardim por um homem que elogiou os seus cabelos louros e se propôs filmá-lo no interior de uma casa do Bairro Azul, a troco de mil escudos. A criança, oriunda de uma família pobre, participaria assim no primeiro de vários filmes, tendo nessa sessão sido acompanhado por mais dois meninos da sua idade e por uma mulher adulta. Por outro lado, um ex-casapiano, agora com 37 anos, refere um palacete em Sintra, guardado por vários cães, onde foi filmado em formato super-8 por um indivíduo inglês, dono de uma agência de viagens ainda existente. A mesma casa é mencionada por outra fonte que também participou em filmes pedófilos.
Um outro antigo aluno da Casa Pia, que foi filmado em cenas de sexo no período de transição para os anos 80, afirma que se cruzava com os operadores dos filmes pornográficos ao vê-los trabalhar para a RTP na transmissão de touradas à antiga portuguesa realizadas no Campo Pequeno, onde alguns casapianos serviam de figurantes (como pagens). E o ex-funcionário da RTP entrevistado pelo EXPRESSO afirma que um dos quatro operadores da empresa que faziam filmes com crianças possuía uma prótese numa perna, resultante de um acidente ocorrido numa pista de carros eléctricos que explorara na Feira Popular. Esse indivíduo reformou-se há alguns anos da RTP, tendo, nos últimos meses, deixado de aparecer nos almoços de confraternização que os antigos técnicos da empresa organizam semanalmente.

Este grupo que operava a partir da RTP terá tido cruzamentos com um conjunto de consumidores de sexo com menores que na segunda metade da década de 70 confraternizavam regularmente no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, conhecido local de recrutamento de jovens prostitutos. De acordo com o ex-quadro da RTP, do grupo do Parque fariam parte figuras que hoje têm papel de relevo na política, na advocacia, na gestão de empresas públicas e no jornalismo. Um deles, mais tarde um conhecido advogado em Loulé e amigo do embaixador Jorge Ritto (arguido no processo da Casa Pia), chegaria a instalar nesta cidade um irmão de Hélder, então com 11 anos, para manter com ele práticas sexuais. O contacto ter-lhe-ia sido fornecido pelo próprio Hélder, o qual, segundo relatou ao EXPRESSO, levara o irmão para o Algarve depois de ele próprio ter sido instalado aos 12 anos na região por um médico pedófilo do Hospital de S. José, quando este abriu uma série de clínicas no distrito de Faro.

«Andorinha», «Diabinho» e «Coxinha»
Nas sessões de sexo com casapianos realizadas nos anos 80 em vários locais da Grande Lisboa teriam participado, segundo os depoimentos recolhidos pelo EXPRESSO, figuras que viriam a ter destaque na política portuguesa e nos principais partidos. Há abundantes referências a nomes que viriam a ter cargos de responsabilidade tanto no PSD e no PS, assim como a nível autárquico e até governamental. Algumas dessas figuras eram tratadas pelas crianças através de pseudónimos, como o «Andorinha», o «Diabinho» e o «Coxinha». São também referenciadas casa em Lisboa (uma na Rua Castilho e um edifício na Infante Santo, baptizado de «Treme-treme»).

O grupo casapiano da RTP ter-se-á mantido coeso até muito tarde, tendo alguns dos seus elementos conseguido colocação depois noutros serviços e projectos do Estado.

Uma outra linha de investigação, sabe Ocrimedigoeu, decorre nos EUA a cargo de uma associação privada de luta contra a pedofilia mundial e respeita à «produção» de vídeos mais chocantes, envolvendo jovens casapianos que teriam sido assassinados em sessões sado-masoquistas.Essa organização tem estado em contacto com antigos alunos da Casa Pia com vista ao apuramento de dados sobre esse escândalo de proporçõeds dantescas, e que envolve altos responsáveis diplomáticos americanos  cúmplices de gente notável em Portugal já denunciada no processo Casa Pia…


3 Responses to “RTP ANUNCIA REPORTAGEM CHOCANTE SOBRE MENINOS DA CASA PIA…MAS ESQUECE QUE SE ENVOLVEU NO PASSADO NO ESCÂNDALO”


  1. Maio 28, 2012 às 5:40 pm

    Se o texto sobre a RTP é arrepiante, esse último parágrafo então é assustador. Tenho pena de que nunca se irá saber a verdade…

  2. 3 NP
    Maio 29, 2012 às 5:28 pm

    Só queria fazer uma simples pergunta que sei que ninguém me vai responder:
    – Onde estão hoje essas crianças? e provas disso?


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