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Maio
12

EXCLUSIVO : DIAP MANDA DESTRUIR DADOS DO TELEMÓVEL DE JORGE SILVA CARVALHO APESAR DE O INOCENTAR DO CRIME DE DEVASSA POR MEIO INFORMÁTICO

Será que após a consulta desses dados sensíveis contidos nos dois telemóveis terão deparado com algo de muito comprometedor e então optaram por «matar» o assunto de vez, impossibilitando que Carvalho ficasse de novo na posse desses elementos quando os dois telemóveis apreendidos fossem restituídos? No caso «Face Oculta», houve um juiz que determinou a destruição das gravações entre Sócrates e Armando Vara. Aqui a decisão de  eliminar esses suportes digitais é omissa quanto a esse respeito. Estranhamente os media (especialmente os ligados ao grupo de Balsemão) não relataram este episódio.Será que a «montanha começou  parir ratos»?     

 

 

A 9ª secção do DIAP Lisboa, que investiga o ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho, decidiu arquivar os autos na parte em que o super-espião era acusado do crime de devassa por meio de informática,mas, por estranho que possa parecer, mandou destruir os dados que o arguido possuía nos dois telemóveis Sony Ericsson que lhe foram apreendidos.

Na altura em que os aparelhos foram confiscados a Jorge Silva Carvalho, o MP detectou que   continham referencias a nomes de figuras públicas e políticos de renome, com muita informação adicional sobre aspectos da sua vida particular, até a sua orientação sexual, credos, orientações político-partidárias e associativas, um facto que poderia configurar o crime de devassa por meio de informática. Recorde-se que a imprensa fez um grande ruído sobre o caso, alvitrando que esses dados pessoais poderiam ter sido usados pelo super-espião para fazer chantagem ou pressão sobre as pessoas incluídas nessa lista, mesmo depois de ter passado para a Ongoing.

 No entanto, o DIAP acabou por deixar cair essa acusação, apurou o Crimedigoeu, pois,  dada a natureza da actividade profissional do arguido no período em que as investigações foram desencadeadas, era impossível determinar com exactidão o que era uso pessoal e profissional dos dados considerados sensíveis.

Por isso, determinou a eliminação dos conteúdos nos dois aparelhos e nos cartões SIM, o que pode ser considerada uma decisão incompreensível.

Primeiro, a autorização para a destruição desses dados só poderia partir de um juiz ; será que o Procurador, Pinto Monteiro, foi informado dessa decisão? No caso «Face Oculta», houve um juiz que determinou a destruição das gravações entre Sócrates e Armando Vara. Aqui a decisão de eliminar esses suportes digitais é omissa quanto a esse respeito.          

Que motivos teriam levado os magistrados do MP depois de «inocentarem» Jorge Silva Carvalho desse crime, a tomarem essa medida. Se não houve prática de crime, só teriam de devolver os dois aparelhos ao arguido, pensamos nós, e não «amputados» dessas informações. Ou será que após a consulta desses conteúdos sensíveis contidos nos dois telemóveis terão deparados com algo de muito comprometedor e então optaram por «matar» o assunto de vez, impossibilitando que Carvalho ficasse na posse de novo desses elementos?

O que se releva deste caso é que parece que a «montanha começa a parir ratos». Ou seja, acusado de muitas monstruosidades,de ligações e pressões ilegítimas sobre o poder político – a última «estória» foi «soprada» inconscientemente (?) por Vasco Rato, administrador da Ongoing, em entrevista à «Sábado», ao referir ter sido intermediário numa reunião de Carvalho  com Passos Coelho,que teve lugar no restaurante «Gambrinus» – o super-espião já começou a ver cair algumas acusações que sobre ele foram lançadas. Curiosamente, a imprensa – especialmente o Grupo de media de Balsemão que tanto se esmifrou em condenar o homem na praça pública por causa do negócio mal parado entre a Impresa e a Ongoing – calou este facto. Meteu-o na «toca», porque não agradava a essa estratégia de liquidação, obviamente…


1 Response to “EXCLUSIVO : DIAP MANDA DESTRUIR DADOS DO TELEMÓVEL DE JORGE SILVA CARVALHO APESAR DE O INOCENTAR DO CRIME DE DEVASSA POR MEIO INFORMÁTICO”


  1. 1 Antonio
    Maio 19, 2012 às 6:11 pm

    Isto revela alguma ingenuidade por parte do DIAP…e um completo desconhecimento da forma de funcionamento dos dispositivos informáticos em causa…concerteza que deve existir um backup dos telefones em lugar seguro…muitos desses backups podem ainda fazer do serviço do operador ou do fabricante….um absurdo caso isto seja verdade.


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