04
Maio
12

JORNALISTA DA SIC SUSTENTA QUE AUTOR CONFESSO DE CAMARATE CORRE RISCOS NA PRISÃO

De uma forma desassombrada, Hernâni Carvalho levanta essa hipótese, cita possíveis implicados que constam na confissão de Farinha Simôes mas «esquece» o «boss» Balsemão…

 Especialista em assuntos policiais, o sempre bem informado jornalista Hernâni Carvalho levantou a «lebre» no «Querida Júlia» que o autor confesso do atentado de Camarate possa estar a ser ameaçado de morte na prisão onde cumpre pena. Hernâni referiu a possibilidade de alguém ( quem?O SIS?A PJ?) tentar preservar a defesa da vida de um homem que está a assustar meio mundo ao revelar como, quem e porquê Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa foram mortos a bordo de um Cessna, sustentando que até a comida entregue a Farinha Simões no estabelecimento de Vale de Judeus é «pesquisada», não vá o Diabo providenciar uma maleita mortal ao homem que cumpre meia dúzia de anos de cadeia pelo sequestro e ameaças à jornalista Margarida Marante…pois pelos crimes mais graves, como o tráfico de droga ( era um dos mais conhecidos fornecedores das elites lisboetas) aí, conseguiu escapar incólume à Justiça .

Habitualmente lesto e desassombrado a abordar os temas que traz ao programa de Júlia Pinheiro, Hernâni aflorou algumas hipóteses de entidades e personalidades cúmplices no assassínio do antigo primeiro-ministro, como foi o caso da CIA.Poderia talvez ter citado o nome de Francisco Pinto Balsemão, bastas vezes referenciado na confissão de Farinha Simões e que teria tido conhecimento atempado do atentado. Mas também compreendemos que o não tenha feiro: afrontar o «boss» da SIC poderia implicar meio caminho andado para o despedimento…e o mercado laboral da Comunicação Social está difícil.

Mas convém então refrescar a memória das pessoas sobre o que refere a confissão de Farinha Simões sobre Francisco Pinto Balsemão:

«Também em 1981, uns meses depois do atentado, eu e o José Esteves fomos ter com o Major Lencastre Bernardo, na Polícia Judiciária, na Rua Gomes Freire. Com efeito, tanto o José Esteves como eu, andávamos com medo do que nos podia suceder por causa do nosso envolvimento no atentado de Camarate, e queríamos saber o que se passava com a nossa protecção por causa de Camarate. Eu não participo na reunião, fico à porta. Contudo José Esteves diz-me depois que nessa conversa Lencastre Bernardo lhe referiu que, numa anterior conversa com Francisco Pinto Balsemão, este lhe havia dito ter tido conhecimento prévio do atentado de Camarate, pois em Outubro de 1980, Kissinger o informou de que essa operação ia ocorrer. Disse-lhe também que ele próprio tinha tido conhecimento prévio do atentado de Camarate. Disse-lhe ainda que podíamos estar sossegados quanto a Camarate, pois não ia haver problemas connosco, pois a investigação deste caso ia morrer sem consequências.

A este respeito gostaria de acrescentar que numa reunião que tive, a sós, em 1986, com Lencastre Bernardo, num restaurante ao pé do edifício da PJ na Rua Gomes Freire, ele garantiu-me que Pinto Balsemão estava a par do que se ia passar em 4 de Dezembro. No restaurante Fouchet’s, em Paris, Kissinger tinha-me dito, “por alto”, que o futuro Primeiro Ministro de Portugal seria Pinto Balsemão. E importante referir que tanto Henry Kissinger como Pinto Balsemão eram já, em 1980, membros destacados do grupo Bilderberg, sendo certo que estas duas pessoas levavam convidados às reuniões anuais desta organização.

 Deste modo, aquando da conversa com Lencastre Bernardo, em 1986, relacionei o que ele me disse sobre Pinto Balsemão, com o que tinha ouvido em Paris, em 1980. Tive também esta informação, mais tarde, em 1993, numa conversa que tive com William Hasselberg, em Lisboa, quando este me confirmou de que Pinto Balsemão estava a par de tudo.

 (…) Francisco Balsemão e Lencastre Bernardo eram referidos como elementos de ligação ao grupo Bildeberg e a Henry Kissinger, Francisco Balsemão pertence também à loja maçónica “Pilgrim”, que é anglo-saxónica, e dependente do grupo Bildeberg. Lencastre Bernardo tinha também assinalada a sua ligação a alguns serviços de inteligência, visto ele ser, nos anos 80, o coordenador na PJ e na Polícia Judiciária Militar».

Já viram o que seria o «embaraço» do «rigoroso» e «imparcial» Hernâni se aflorasse as implicações do «boss» do canal no caso»?


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