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Abr
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MAIS UMA «GOLPADA»: PRESIDENTE DA CGD OPTA PELO SALÁRIO DA A. P. DE BANCOS PARA FUGIR AO TETO SALARIAL

Uma outra questão de duvidosa ética e transparência: Faria de Oliveira, o presidente do banco público, é o responsável por uma associação de lóbi da banca privada. Como é que os dois cargos são compatíveis?

João Cravinho denunciou na Sic Noticias mais um escândalo envolvendo o actual poder político: segundo o antigo ministro do PS, o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, terá optado pelo ordenado que recebe como responsável máximo da Associação Portuguesa de Bancos, cargo que acumula depois de substituir António de Sousa. Segundo Cravinho, trata-se de uma forma ardilosa de escapar ao teto salarial imposto aos gestores públicos, podendo assim o antigo ministro do PSD ganhar três ou quatro vezes mais do que aufere como presidente da CGD .

Um caso de debilidade moral, questionando-se os aspectos de ordem ética o facto de um gestor do banco público liderar uma associação de lóbi da banca privada, ou seja, joga em simultâneo nos dois campos de interesses opostos.
Cravinho mostrou-se espantado por ninguém ter ainda levantado esta questão que, não sendo ilegal, levanta questões de  transparência e moral. Uma situação a que o governo de Pedro Passos Coelho, considerado pro Cravinho como o “grande líder de uma vanguarda leninista ultraliberal”, fecha os olhos, ou não esteja em causa a «jóia» da coroa para os grandes negócios do actual governo, como seja, a privatização da Cimpor, a OPA sobre a Brisa, já para não falar no financiamento  700 milhões para salvar o BPN.
Sublinhe-se que, quando falamos em lóbi da banca privada, lembramos que a direcção da APB, além de Faria de Oliveira, integra Ricardo Salgado (que lidera o BES), e os vogais Nuno Amado, José de Matos, Fernando Ulrich, António Vieira Monteiro, João Costa Pinto, Jorge Tomé e Peter Mottek, que presidem, respectivamente, o BCP, a CGD, Banco BPI,  Santander Totta, o Crédito Agrícola, Banif e o Barclays Portugal.Já António Tomás Correia, que preside ao Montepio Geral, foi eleito presidente da mesa da Assembleia Geral, ficando como secretários o BBVA e o Banco Finantia.No conselho fiscal, Rui Semedo, presidente do Banco Popular Portugal, fica na liderança, contando com dois vogais, António Moraes (Banco do Brasil) e João Vicente de Carvalho (Albuquerque, Aragão e Associados).

A CGD foi alvo de uma recente polémica quando o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio,  considerou “inadmissível” que o banco público financie a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo grupo José de Mello e a Arcus sobre a totalidade do capital da Brisa.

A OPA poderá envolver um investimento total de cerca de 700 milhões de euros e o presidente do grupo José de Mello, Vasco Mello, anunciou que a operação seria financiada, em dois terços, pelos “três bancos que apoiam a operação”.

Um desses bancos é a Caixa Geral de Depósitos (CGD), através da Caixa Banco de Investimento; os outros bancos envolvidos são o BCP e o BES Investimento.

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