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PAULO PEREIRA CRISTOVÃO : O VERDADEIRO «ARTISTA» LEONINO

Fique a par de algumas trapalhadas envolvendo o agora suspenso dirigente leonino, cujo escritório e  casa, foram hoje alvo de buscas pelos antigos colegas da PJ. Constituído arguido, é suspeito de ter cometido o crime de denúncia caluniosa qualificada no pagamento de 2 mil euros a um árbitro nomeado para arbitrar um jogo do Sporting…

É um verdadeiro artista… leonino. Assim se pode qualificar o agora suspenso vice presidente do Sporting para a área do Património, Paulo Pereira Cristóvão. Ex inspector da Policia Judiciária viu hoje, quinta feira, os seus antigos companheiros da corporação invadirem o seu escritório na Almirante Reis e a sua casa, em Lisboa, numa operação de busca incluída no processo de alegado suborno ao árbitro auxiliar, José Cardinali, dias antes dos quartos de final da Taça de Portugal, em Dezembro, em que o Sporting bateu o Marítimo por três bolas a zero. Afinal, o suborno foi uma cilada, ao que tudo indica, engendrada por este dirigente leonino – que chegou a candidatar-se à presidência do clube. Cristovão, que diz ter suspenso o seu mandato no Sporting, não como assunção de uma culpa mas em defesa dos superiores interesses do clube, é suspeito de ter pedido a um seu funcionário da empresa de segurança de que é dono para se deslocar à Madeira com o intuito de efectuar um depósito de dois mil euros na conta do árbitro, «armadilhando» o quadro que alguém no arquipélago estava a tentar corromper o juiz auxiliar. Tramou-se: as câmaras de vídeo da caixa mulltibanco identificaram o depositante e foi depois somar os cordelinhos nesta montagem que visava, acima de tudo, afastar o juiz daquele jogo, como veio a acontecer, quando uma carta anónima, acompanhada por talões do depósito, chegou ao clube de Alvalade, ao que tudo indica, escrita por uma mulher, em que se dava conta de que o dinheiro teria como objectivo beneficiar o Marítimo. Afinal, um estratagema alegadamente engendrado por Paulo Cristovão, algo surrealista e primário, isto se atentarmos no facto do agora arguido ter sido inspector da Polícia Judiciária, e logo nos quadros da DCCB, chegando a investigar os chamados «crimes de colarinho branco», como foi o caso da operação Furacão.

Na PJ,  também deixou a sua «marca»: Cristóvão chegou a ser julgado com outros colegas por alegadas  agressões à mãe de Joana, acusada de assassinar a filha numa aldeia nos arredores de Portimão, cujo cadáver nunca foi descoberto. Acabou absolvido, mas na retina de muita gente ficou a foto publicada pelo «Expresso» onde se via Leonor Cipriano com a cara massacrada, na sequência de ter «tombado» nas escadas das isntalações da PJ de Portimão. Depois de «o Crime» publicar vasta matéria arrasadora para os elementos da PJ que investigaram o caso, Paulo Pereira Cristovão liderou um grupo, do qual também fazia parte o advogado António Pragal Colaço ( muito ligado ao Benfica, sendo um colaborador assíduo do canal de TV do clube) mostrando interesse em comprar aquele jornal a atravessar um periodo económico dificil. As negociações goraram-se e, estranhamente, o director do jornal acabou por ser afastado cargo…

Anteriormente a este episódio, Paulo Pereira Cristovão foi acusado por uma senhora de Coimbra, Isaura Gomes Pereira, vítima de um falso inventário, de ter recebido 1500 euros para publicar uma notícia reportando esse caso no jornal o Crime…um caso que chegou a ser apreciado pela Comissão da Carteira Profissional de Jornalista por alegadamente existirem indícios da prática de comportamento passível de configurar infracção disciplinar do responsável do jornal e de um  jornalista, os quais foram acusados pela senhora de terem recebido aquele montante para publicarem o artigo. Veio afinal a comprovar-se a falsidade dessa acusação, mas o certo é que a lesada insistiu ter dado o dinheiro a Paulo Pereira Cristovão …e este contra argumentou que foi  para pagar as despesas da ida doa jornalistas á Figueira da Foz, o que nunca aconteceu…

Sempre metido em trapalhadas, Paulo Pereira Cristovão contribuiu agora com este caso Cardinali para «enterrar» a credibilidade do grémio leonino, e logo numa altura em que as suas figuras de proa, como foi o caso do comentador Eduardo Barroso, vinham insistindo nos «roubos» da arbitragem que espoliarem o clube da luta pelo titulo….

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1 Response to “PAULO PEREIRA CRISTOVÃO : O VERDADEIRO «ARTISTA» LEONINO”


  1. Abril 14, 2012 às 2:33 pm

    Caro amigo, a doença é um mal terrível.
    A doença de ser benfiquista nesta fase conturbada , ainda é pior.
    Pensem em resolver a questão do treinador e não se preocupem com a institução Sporting.
    A justiça prevê que até transito em julgado de uma sentença o arguido se considere inocente.
    Não simpatizo com a figura do Sr. Cristóvão.
    Penso que pelo passado que conheço não me merece grande confiança.
    Acredfto que seja sportinguista, e como muitos outros que lá passaram sonhe com a cadeira do poder.
    A devassa da vida privada é proibida, mas vamos ter calma, porque se calhar muitos outros o fizeram.
    Convêm não esquecer que as escutas não validadas do apito dourado, envolviam águias e dragões e que embora a verdade tenha vindo ao de cima, a justiça não actuou apenas em razão de mecanismos legais.
    Era como até algum tempo atrás. “sem corpo não havia delito”
    Deixemos as paixões inflamadas e esperemos pelo resultado da justiça.
    Será que a há? Seria a primeira vez.
    Espoliados são os que não recebem subsidio de desemprego e 13º mês, o resto é a sociedade do espectáculo no seu melhor.


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