05
Abr
12

BPN,OS DOCUMENTOS – QUANDO CAVACO VENDEU AS ACÇÕES ANTES DA…DERROCADA

O blogue Bar do Alcides http://bardoalcides.blogspot.pt/2012/03/cavaco-silva-grande-bronca. publica dois documentos que diz comprovarem o real envolvimento de Cavaco Silva, presidente da República, no escândalo do Banco Português de Negócios/Sociedade Lusa de Negócios , que tem como arguido e bode expiatório do escândalo, Oliveira e Costa, detido e posteriormente sujeito à medida de coacção de uso de pulseira electrónica
1º Documento: A carta em papel timbrado assinada por Aníbal Cavaco Silva a solicitar a venda das suas acções ao  Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Lusa de Negócios (vulga SLN).

2º Documento: Carta em papel timbrado do Advogado de José Oliveira e Costa, a responder a perguntas que lhe foram feitas sobre as mesmas acções da Sociedade Lusa de Negócios (vulgo SLN), obtidas e depois transacionadas por Cavaco Silva

Muito se tem dito sobre a regularidade desta operação de transacção de acções do BPN que Cavaco Silva adquiriu. Sendo certo que as referidas acções não estavam cotadas em bolsa e portanto só poderiam ser transaccionadas por contactos directos, vulgo boca a boca, seria interessante Cavaco esclarecer o seguinte:
1ª – Quem o aconselhou a efectuar  tal investimento? 2ª- A quem adquiriu as referidas acções? 3ª- A quem vendeu  as acções? 4ª- Sendo  um renomado economista, não estranhou um lucro de 140% numa aplicação de tão curto prazo?

Em boa verdade, apesar de ter negado durante a última campanha eleitoral ter comprado ou vendido algo do BPN, estes documentos comprovam o contrário e não deixam margem para dúvidas .Segundo denunciou o BE,  Cavaco Silva teve um lucro de 147.500 euros com a venda de acções da SLN, que é dona deste banco. O negócio remonta a 2003. A filha do candidato presidencial também ganhou 209.400 euro.E numa altura em que o Banco de Portugal começou a investigar o se passava na instituição – isto depois de uma estranha letargia evidenciada durante a presidência de Vitor Constâncio…-Cavaco e a filha resolveram vender as acções… 

Em declarações à TVI24, após o debate presidencial com Francisco Lopes, Cavaco Silva voltou a afirmar o que já havia sido divulgado em 2008 através de comunicado:  “Nunca trabalhei no BPN, nunca comprei nem vendi nada do BPN, nunca recebi qualquer remuneração do BPN, é um caso de Justiça e o Presidente da República não deve interferir nos processos judiciais”.

Na verdade, em Maio de 2005, o jornal Expresso já dava conta do negócio que envolvia Cavaco Silva e a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do Banco Português de Negócios (BPN).

Cavaco Silva comprou 105.378 acções da SLN a um euro cada em 2001. Em Dezembro de 2003, vendeu-as a 2,4 euros, com um lucro de 147.500 euros. O valor da venda das acções foi determinado por contrato, cujo conteúdo se desconhece. Certo é que foi assegurada ao candidato presidencial uma mais-valia assinalável, que Francisco Louçã, coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda esclareceu “ser determinada por um favor contratual de Dias Loureiro ou de Oliveira e Costa, seus ex-ministro e ex-secretário de Estado”.

O presidente da República chegou a nomear Dias Loureiro, ex-ministro e responsável na sua campanha presidencial, para o Conselho de Estado.Depois de «estourar» a  bronca do BPN, Dias Lourdeiro pediu a demissão do seu cargo de Conselheiro de Estado para «não prejudicar a imagem do presidente»…

A filha de Cavaco Silva também adquiriu, à época, 149.640 acções da SLN, tendo-as vendido ao mesmo tempo que o pai e pelo mesmo valor: 2,4 euros. O lucro obtido foi de 209.400 euros.

Custa  entender tanto proteccionismo do Governo do partido da mesma cor do Presidente dado a um banco que estava praticamente falido .Ou seja, o Estado, depois de enterrar 8 mil milhões, vendeu o banco a   uma empresa angolana e portuguesa (que tem 32 milhões de euros de capital), por 40 milhões.Tudo bons amigos, claro: Mira Amaral, o responsável do novo «patrão» do BPN, foi ministro da Indústria de Cavaco,Oliveira e Costa, o único a tramar-se, foi também secretario de estado dos Assntos Fiscais de Cavaco; Dias Loureiro, chamuscado na operação Banco Insular/BPN foi ministro da Administração Interna de Cavaco e seu Conselheiro de Estado…uma família em tons laranja…unida para salvar um banco falido e em que todos, para empregar uma expressão de Francisco louçã,o líder do Bloco de Esquerda, «foram ao pote»…

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