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Mar
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PROCESSO INSTAURADO HÁ 18 (!!) ANOS DESAPARECEU NO TRIBUNAL DA RELAÇÃO

A vítima é o Juiz- Desembargador, Eurico Reis, e envolve administradores da CP e da Refer condenados a pagar 155 mil euros de indemnização pela morte do pai. Entretanto, em Itália 16 juízes foram detidos por suspeitas de colaborarem com a Máfia…Como a Vida é Bela em Portugal…

 

Ao saber hoje, segunda feira pelas notícias que 16 juízes italianos foram detidos por colaborarem com a Máfia napolitana, por suspeita de lavagem de dinheiro e associação criminosa, pus- me a pensar que, afinal, vivemos num país onde as magistraturas estão acima de todas as suspeitas…mas estarão mesmo, quando se sabe que processos sobre licenciaturas suspeitas tiradas por governantes foram apressadamente arquivados, ou que se tenham destruído escutas inconvenientes  ou que uma juíza,  ex-mulher do ex-vice-reitor da UNI, Rui Verde, (arguido no processo principal), está a ser julgada depois de ser acusada de um crime de branqueamento de capitais e dois crimes de falsificação de documentos, num caso relacionado com a dissipação do património que o casal adquiriu alegadamente com dinheiro que pertencia à Universidade, entretanto extinta … (Ler em : http://expresso.sapo.pt/caso-uni-juiza-e-ex-mulher-de-rui-verde-alega-desconhecer-ilicitos=f626969#ixzz1pa9yw4vl)

 Que pensar no estranho acontecimento de um processo ter desaparecido no Tribunal da Relação de Lisboa ( tribunal superior, diga-se de passagem…, facto que valoriza ainda a mais a importância da transparência e rigor, acima de todas as suspeitas,  que deveria caracterizar este órgão) ? E que pensar quando uma das «vítimas» deste estranho desaparecimento é um juiz desembargador, Eurico Reis ( na foto), que interpôs, conjuntamente com familiares, recurso de uma sentença de primeira instância que obrigava administradores da CP e da Refer a pagarem uma indemnização de 155 mil euros pela morte de seu pai ocorrida na estação de Queliz-Belas, linha de Sintra, um processo que se arrasta nos tribunais há…dezoito anos ( !).

Pois é, lá diz o povo na sua sabedoria, em «casa de ferreiro espeto de pau». Eurico Reis,  um juiz mediático, com presença habitual nos ecrãs das televisões e assinante de crónicas nos jornais, também ele provou o veneno desta Justiça anquilosada e ineficiente deste paraíso à beira mar plantado…paraíso para corjas de malandros e malfeitores, que se movimentam nos meandros, ínvios, da «dura lex, sed lex » ( pelos vistos,«dura» só para alguns…).

Eurico Reis foi forçado a apresentar queixa no Ministério Público e na Direcção Geral da Administração da Justiça pelo desaparecimento desse processo que envolve, curiosamente, responsáveis de empresas envolvidas num outro processo mediático – o «Face Oculta» – sendo obrigado a despender mais dinheiro, a perder tempo ( e como para um juiz o tempo é um factor importante) a reconstituir todo o processo de forma a que o mesmo não se perca e volte às instâncias superiores da Relação. Quanto ao apuramento de responsabilidades…bom, como habitualmente, a culpa vai morrer solteira …ai de quem toque na Relação e nas suas «boas» práticas. Como gostaria de ver um dos juízes deste tribunal, Rui Rangel, também ele comentador emérito das TV e dos jornais, a debruçar-se sobre este escandaloso caso que «toca» de perto um seus pares e que atinge directamente a instituição onde trabalha…

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