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Mar
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BANCO DO GRUPO CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS CONSTITUIDO ARGUIDO POR BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

Trata-se do Banco Interatlântico de Cabo Verde ( da CGD) e o  caso  também envolve suspeitas de ligação ao tráfico de estupefacientes. Passou despercebido em Portugal. Os «media» andam distraídos com a crise

 Segundo noticiou ontem, sexta-feira, o jornal on line Liberal, de Cabo Verde, o banco Interatlântico, do Grupo Caixa Geral de Depósitos, está a ser investigado no âmbito de uma operação denominada «Lancha Voadora» por suspeita da prática de crimes de branqueamento de capitais, circunstância, aliás, que já tinha trazido para a praça pública o nome do BAI ( Angola), BCA ( Banco Cabo Verde), Caixa Económica. Estas instituições foram todas constituídas arguidas. De Angola veio um Administrador do BAI, que foi ouvido na Procuradoria da Praia. A Autocenter, concessionária da BMW em Cabo Verde, foi igualmente constituída arguida e o seu PCA, Veríssimo Pinto – que se encontra em prisão preventiva -, prestou também ontem declarações.

Recordamos que, segundo na altura foi referido, um funcionário da instituição bancária angolana envolvida terá recebido das mãos de Veríssimo Pinto – e no gabinete deste na Bolsa de Valores – a quantia de 140 mil euros para subscrição de obrigações do BAI. Subscrição essa feita por, nem mais nem menos, Paulo Pereira – o principal arguido do processo, suspeito de liderar uma rede de tráfico de estupefacientes -, que se encontrava presente aquando da transacção. Uma operação que levou à suspensão de dois colaboradores do banco, um deles administrador executivo.

A investigação vai fazendo o seu caminho, sendo hoje inquestionável que o número de envolvidos irá aumentar, criando desde já um problema grave ao país: qual a credibilidade da banca cabo-verdiana, a qual, sublinhe-se, vive muito dependente de capitais portugueses? Um facto que contraria as declarações optimistas do governo  liderado por José Maria Neves que vem repetindo com insistência não ter o escândalo da “Lancha Voadora” qualquer reflexo na credibilidade do sistema financeiro de Cabo Verde…

Sublinhe-se, a propósito, que o Ministério Público português deduziu esta semana uma acusação contra um conjunto de sociedades do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), na sequência de um inquérito de 2006 que investigou a compra da Compal pela CGD.

De acordo com o “Diário Económico”, que avança a notícia na sua edição online, entre os acusados está o ex-administrador Jorge Tomé, que em breve vai assumir a liderança executiva do Banif.

Entre as sociedades visadas estão a Caixa Capital, a Caixa Desenvolvimento e a sociedade de advogados PLMJ, que terão participado em irregularidades no pagamento e posterior devolução do IMT, aquando da compra da Compal.

Curiosamente, a CGD foi uma das patrocinadoras do Congresso do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público que decorreu no Algarve, entidade que foi muito criticada por estar em causa o dever de imparcialidade, isenção e transparência ao aceitar o apoio de um banco que estava a ser alvo de uma investigação. Afinal, a resposta dos magistrados não se fez esperar…

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