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Mar
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JOVENS AGRIDEM ALUNO E PUBLICAM VÍDEO NA NET

                 Ver imagens em www.tvi24.iol.pt

Nos tempoos da Velha Senhora, estes casos eram resolvidos internamente, pelos responsáveis das escolas que não tinham medo em agir disciplinarmente de forma dura mas eficaz. Agora, chama-se a Polícia

Antigamente, nos meus tempos de escola, estas cenas eram recorrentes…Só que não tinham eco nem divulgação por que não havia telemóveis com câmara, nem net, nem o youtube e Facebook e, geralmente, eram dirimidas pelos responsáveis das escolas que levavam à letra a disciplina, resolvendo o «assunto» internamente, através de sanções pesadas ( que poderiam levar até à irradiação do ensino do infractor) e, em alguns casos, eram os próprios professores e reitores que «educavam» à força de reguadas e de bofetadas os mais rebeldes… e a «coisa» até era aceite pelos encarregados de educação que tinham a garantia que as escolas eram geridas por gente responsável e diligente, sem medo de ser penalizada por ter de assumir acções disciplinares duras, que até poderiam passar do limite… e a suprema finalidade  era formar os jovens para a vida e…não para o crime ou para a lassidão de uma existência sem futuro nem norte. À memória  vêm-me os tempos da minha passagem pelo Liceu Camões, Lisboa, a imagem do «Totas», o dr. Sérvulo Correia, que interrompia o seu circuito de vigilância pelas varandas de um liceu que agora ameaça ruir, e que, um dia, irrompeu na minha sala de aulas para dar dois tabefes no «Charuto» que acabara de mandar uma bola de papel à cabeça do professor de Matemática, o «Gilinhas», um excelente homem e mestre, mas que nunca conseguia impedir os desmandos dos jovens que gostavam de se exibir para a turma…gozando com o professor. O certo é que o «Charuto» acalmou, as bofetadas serviram-lhe de lição …e não houve queixa para uma qualquer Associação de Pais, nem para a Polícia…poder-se-ia questionar a disciplina rigorosa nos liceus, á imagem do regime salazarento, mas os alunos aprendiam as regras da civilidade e…passavam de ano à custa do seu brio pessoal e não de ligações de amizade com professores…   

Agora, estes casos de violência entre alunos têm grande repercussão porque o vídeo foi parar ao YouTube, como esta cena que se passou junto a uma escola em Castro Daire e que hoje, quinta-feira, é a grande notícia das TV e jornais. A agressão de tês alunos a um outro (as agressões passam quase despercebidas,,.mas a «coisa» teve grande repercussão) terá ocorrido em Outubro do ano passado, mas só agora o caso seguiu para a justiça, uma vez que só chegou ao conhecimento das autoridades na semana passada…autoridades que são assim chamadas a intervir num assunto que pode ser considerado uma «bagatela criminal» e que bem poderiam estar a investigar outros casos de grande violência, semelhantes aos que têm ocorrido no concelho de Viseu.

Um cidadão deparou-se com as agressões publicadas no site e efectuou uma denúncia na GNR. «Identificámos de imediato o local, os agressores e a vítima», adiantou fonte policial. Nas imagens filmadas com um telemóvel é possível ver os jovens a agredirem a vítima com empurrões e um murro. Confrontado com o vídeo e a identificação dos agressores pela GNR, a vítima decidiu apresentar queixa às autoridades que entretanto já deram «andamento do processo» para tribunal.
Os jovens adultos têm idades entre os 18 e 21 anos e são alunos da escola profissional, à excepção de um que é ex-aluno.
A vítima tem 18 anos e não recebeu tratamento hospitalar na sequência dos confrontos. As agressões terão ocorrido na sequência de «relações de poder em grupo».A vítima terá tomado uma decisão que não agradou ao «amigos» e acabou por ser confrontada de forma violenta. Nada diferente do que se passava há uns trinta, quarenta anos atrás, em que também havia «guerras» de grupos nas escolas e nas redondezas, em que havia disputas acesas, murros e pedradas, mas os litígios eram resolvidos na escola pelo contínuos e penalizadas pelos responsáveis desses estabelecimentos de ensino que não tinham medo de agir e impunham a «lei e a ordem». Raramente a polícia intervinha e não era chamada a investigar estes assuntos de «lana-caprina» Agora, dentro e fora dos estabelecimentos de ensino, é o salve-se quem puder, são espaços onde germinam sementes de violencia e ai de quem ouse tocar com um dedo nos meninos infractores…

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