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AO QUE «ISTO» CHEGOU – IDOSA BRUTALMENTE AGREDIDA PARA LHE FURTAREM … 27 EUROS

Razão tem o Professor Medina  Carreira em dizer hoje, no TVI 24, que «isto não é um País nem uma política, é um pátio das cantigas»…os nossos idosos continuam indefesos, à mercê de hordas que campeiam pelo interior semeando o terror, de forma impune…

 

Esta senhora da foto,Maria do Rosário, tem 86 anos e foi alvo de um brutal assalto na sua casa em Novelas, Penafiel. Três encapuçados manietaram-na, agrediram-na a soco e pontapé, forçando-a a dizer onde tinha dinheiro. Apontou para um pequeno porta-moedas  que continha 27 euros ( !), o magríssimo  pecúlio que os meliantes levaram, sem que antes tivessem destruído o interior do casebre que era habitado há mais de sessenta anos pela senhora.

Fala-se nos cortes de subsídios, em douradas parcerias público – privadas, nas privatizações do que ainda resta das nossas jóias da coroa, na «tanga» do litígio entre Cavaco/Sócrates, em «secar» o endividamento de autarquias e das empresas públicas, nos corte de ordenados e meios materiais às forças de segurança, e o poder político esquece este mais elementar direito dos cidadãos, especialmente os mais idosos e, portanto, mais indefesos, de terem uma vida segura, já que a magra reforma, essa, é uma pesada herança destes (des) governos ao longo dos últimos decénios e nesse campo já não há remédio na actualidade e no futuro. E vem-me à memória os tempos de férias na minha aldeia do interior beirão onde, ainda menino, me impressionava ver a chegada da habitual ronda em bicicleta de dois GNR, com capacete e pico de aço ao cimo, botas pretas de cano alto a fazer rolar as pedras da calçada, farda cinzenta, à imagem de um regime despótico e fascista, diziam os opositores activistas…à imagem hitleriana. Mas a ronda fazia-se e ai de quem pusesse em causa a tranquilidade do povoado. Agora, nem de bicicleta, nem jipe e os desgraçados dos idosos que constituem a maior parte dos habitantes dessas aldeias do interior estão assim deixados à sua sorte, às mãos de bandos de hordas de bandidos, nacionais, do Leste e brasileiros  que por cá «desaguam» sem controlo nas fronteiras e vão ficando ilegais, do norte a sul,  que provocam o desassossego, atentam contra os seus parcos bens amealhados ao longo de uma vida de sofrimento e miséria e … lhes tiram a vida, como já aconteceu .E, perante isto, o poder instituído compra submarinos para vigiar os supostos «corsários» da actualidade, em manobras corruptas para engordar as finanças de partidos políticos…enquanto o pai da Pátria, Cavaco Silva, em patético fim de mandato, entretém-se, já que nada mais lhe dão para fazer, a escrever memórias desenxabidas e a desencadear guerras de «alecrim e manjerona» – a roçar uma perturbação patológica/alzheimeriana –  com o «fantasma»político do antigo primeiro ministro. Razão tem o Professor Medina  Carreira em dizer que «isto não é um País nem uma política, é um pátio das cantigas…

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1 Response to “AO QUE «ISTO» CHEGOU – IDOSA BRUTALMENTE AGREDIDA PARA LHE FURTAREM … 27 EUROS”


  1. Março 13, 2012 às 12:20 pm

    Uma outra visão:

    Os tempos mudam, para todos nós e por vezes, de forma violenta: As pessoas ficam desempregadas, vêem os seus salários cortados, são forçadas a emigrar, as suas carreiras e famílias destruídas.
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    Porém, parece haver um estranho consenso que, os idosos, sobretudo os do interior do país, têm o “direito” intocável a viver miseravelmente. Ainda que isso, lhes custe todos os benefícios que a sociedade do século XXI lhes poderia proporcionar…
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    Comentar que o coitado do idoso foi agredido e roubado, sem antes ter comentado que ele vive em condições indignas, com pensão miserável e só, afigura-se-me pretender manter o “direito” de auto-condenação dos idosos a viverem no século XVIII…
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    Tal como todos os da sua aldeia que a abandonaram, incluindo os seus filho e netos, os idosos devem viver em cidades, protegidos na saúde, na alimentação, na segurança.
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    O estado (poder local) com o dinheiro com que construiu quartéis de bombeiros, piscinas, sedes de câmaras e juntas, rotundas e outros, em lugares visivelmente condenados pela evolução demográfica dos últimos 100 anos, deveria ter construído edifícios de habitação para instalar, confortavelmente, idosos nas cidades onde teriam tudo, o que nas suas condenadas aldeias lhes falta.
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    Espantosamente, a nossa cultura é a de lamentar o ataque a idosos indefesos e isolados mas nada fazer para acabar com essa situação!
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    Entendam, por favor, que os interiores – todos – da Europa estão humanamente desertificados.
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    E defender que os que por lá, ainda lá permanecem, que têm os mesmos direitos – emprego, educação, saúde… – como quem habita na cidade, é mais um disparate económico a tentar sustentar uma irrealidade social, cujos únicos beneficiários serão os presidentes da junta e da câmara local, ao esbanjarem – sem gota de futuro retorno – o dinheiro dos nossos impostos e os apoios da UE, como até aqui têm feito…
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    É esta a triste realidade do poder local, a quem tudo tem sido dado nos últimos 30 anos, mas de onde nada veio, nem num futuro previsível virá, em benefício nacional.
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    Desculpem se me alonguei…


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