09
Mar
12

ASSOCIAÇÃO GANHA CONCURSO PÚBLICO ABERTO DOIS MESES ANTES DE SER CRIADA

Será que para esconder as suas próprias «vergonhas que a «força laranja»,com o apoio tácito do Presidente da República,  lançou a campanha visando diabolizar o anterior executivo de Sócrates? O homem está mais do que politicamente morto e «exilado» em Paris, mas neste momento de crise para o governo de Passos Coelho e para o PR, as fraquezas e torpezas do passado cometidas pelo anterior PM vêem mesmo a calhar para camuflar vários escândalos do executivo «laranja»

 

Anda para aí um grande charivari a propósito de um prefácio do livro de Cavaco Silva onde o PR acusa o anterior «ministro de falta de lealdade» por não o ter avisado do lançamento do chamado PEC IV.O Senhor de Boliqueime deveria manter alguma compostura, não vá alguém lembrar-se que também houve falta de lealdade institucional com a inventona de Fernando Lima, assessor principal do PR e com  apadrinhamento deste, sobre as famigeradas escutas do Governo de Sócrates a Belém e que tiveram com o único objectivo criar um caso a explorar na campanha eleitoral contra o antigo primeiro ministro.

Sócrates esta politicamente morto – embora se diga que tem poder sobre um grupo residual na AR do PS – não é crível que tenha alguma chance em candidatar-se a PR, pois o povo não esquece facilmente o seu «consulado» desastroso», mas, apesar disso, os «ataques» são persistentes contra o antigo primeiro-ministro, agora vindos da «coligação» PR/PSD/ jornal «Correio da Manhã».

 Correm notícias de que o MP vai pedir ao Tribunal Constitucional uma peritagem  dos saldos bancários de José Sócrates, testemunhas vieram dizer no tribunal que julga o processo Freeport que o ex-PM recebeu 500 mil contos de «luvas» e que terá aceite prendas valiosas do sucateiro Manuel Godinho. Porquê esta diabolização do antigo governante, que, sublinhe-se, não deixou grandes saudades e por isso foi penalizado nas urnas?…

Há uma explicação: acusado de falta de «marketing», de não ter ao seu serviço os chamados «fabricantes de factos políticos» ( nesse aspecto, Marcelo já parece ter-se reformado, um «expert» nessa matéria, ele que era o Agapito Pinto Filho do semanário «Diabo» especialista em criar c0ontrovérsias e cenários de acontecimentos, alguns dos quais, virtuais), o PSD lança sobre o antecessor de Passos Coelho o grande anátema de todos os males de que padece o País. Procurando afastar os olhares sobre também situações nebulosas de que o recente episódio do pagamento em duplicado à Lusoponte ( e o secretario de Estado que autorizou o pagamento não é afastado?) talvez seja o caso mais inocente. E que dizer da denuncia feita hoje, sexta feira, por José Gomes Ferreira, editor de Economia da SIC, que no Jornal da Noite revelou que a empresa de consultoria que participou na elaboração de contratos de parceria público/ privados e que foi seleccionada pelo Estado para auditar o conjunto das parcerias, em teoria, para ajudar a defender o interesse público, está ligada a esses mesmos negócios…

 Um outro escândalo de que o Governo de Passos não quer ouvir falar e motivou um pedido de esclarecimento ao executivo por parte do Bloco de Esquerda relaciona-se com o facto de um ex-colaborador da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária ter fundado uma entidade ( A Estrada Segura) que obteve contratos de 800 mil euros. Acontece que o concurso foi aberto em Dezembro de 2010, mas a Associação Estrada Segura só foi criada em Fevereiro do ano seguinte…Sem dúvida, um escândalo!

Respigamos  a solicitação feita pelo BE ao Governo:

«De acordo com informações vindas a público na comunicação social, a Associação “Estrada Mais Segura” venceu recentemente um concurso da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) aberto em dezembro de 2010, obtendo dois contratos no valor de 390 mil euros e de 418 mil euros, para realização de ações no âmbito da segurança rodoviária, de acordo com o que consta no relatório final do júri, datado de 18 de janeiro último.O júri do concurso entendeu que esta associação deveria receber um total de 803 mil euros para duas iniciativas que propôs realizar, ação “Estrada mais Segura 1” e projeto “Estrada mais segura 2”, valor esse que é o mais elevado atribuído (cerca de 40% do total de financiamento disponível).Outras entidades, com reconhecida actividade nesta área, como a Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), o ACP e a GARE, viram excluídos os projectos que tinham apresentado a concurso. Sucede que esta associação sem fins lucrativos foi constituída a 23 de Fevereiro de 2011, de acordo com a acta da Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, por um ex-colaborador da ANSR, tendo o regulamento do concurso sido publicado em Diário da República a 31 de Dezembro de 2010, quase dois meses antes da constituição desta associação.

A constituição desta associação, dois meses após o lançamento do referido concurso, e o facto de um dos seus dirigentes ter sido também consultor científico da ANSR, suscita a suspeita de que estes factos possam configurar um caso de favorecimento e conflito de interesses.Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Administração Interna, as seguintes perguntas:

1. Tem o MAI conhecimento da atribuição de dois contratos de cerca de 800 mil euros, por parte da ANSR, a uma associação que foi constituída dois meses depois do respectivo concurso público ter sido lançado, para a realização de acções no âmbito da prevenção rodoviária?

2. Confirma o MAI que outras entidades já contestaram a decisão do júri relativa aos vencedores do concurso? Que entidades o fizeram e com quem fundamentos?

3. A decisão do júri do concurso foi já homologada pelo ministro Miguel Macedo?».

Pois é, estas sucessivas «cortinas de fundo» lançadas  sobre  as irresponsabilidades cometidas pelo governo anterior, podem ter por finalidade esconder as próprias «vergonhas» da acção do executivo de Passos Coelho…será por estas e por outras que o ministro da Economia se quer ir embora e voltar para o Canadá?

 

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