06
Mar
12

MEDINA CARREIRA: «ENQUANTO NÃO FOR UM POLÍTICO MORTO NÃO SE DEBATE A SEGURANÇA»

Com a habitual clarividência e contundência, Medina Carreira, tendo por convidado o jornalista do «CM», Eduardo Dâmaso, abordou no seu programa da TVI 24 a questão da segurança. E sem papas na língua sublinhou não haver politica de segurança, nem sequer a mesma é objecto de debate por parte das várias forças partidárias da Assembleia da República. «Enquanto não for um político morto não se debate a segurança», acentuou o professor de forma bombástica como é seu timbre.

Desmotivação, falta de meios – das 3 mil viaturas ao serviço da PSP, mil estão avariadas, foi dito no programa – falta de inspectores na PJ, a assumpção de que o tema segurança e justiça só entram no debate das ideias políticas para resolver o problema dos «amiguinhos» ( aludindo ao processo Casa  Pia em que se engendraram leis para tentar «salvar» alguns arguidos ligados a forças partidárias) foram questões tratadas pelos intervenientes, ressaltando a ineficácia do Estado de Direito, seja por falta de meios financeiros, seja por compadrio, em dar combate a um dos maiores flagelos da sociedade e que intranquiliza os cidadãos. E por falar em compadrios,retivemos a frase de Medina Carreira quando relevou o facto de haver em Espanha mais de cem autarcas presos por corrupção: «Até parece que os patifes estão todos do outro lado da fronteira», ironizou, deixando claro que gente com responsabilidades em diversos órgãos públicos para os quais foi eleita, depois de praticar crimes e de ser condenada, continua passear-se impune, desafiando as polícias, as leis e os juízes incapazes de contornarem os diversos «alçapões» que os arguidos com poder financeiro conseguem engendrar. Veja-se o caso Isaltino…Não admira como confirmaram os intervenientes, que o fenómeno da desigualdade de tratamento dos cidadãos perante a Justiça seja um dos factores de descrédito para os cidadãos: «Quem rouba uma galinha é preso e algemado; quem rouba todo um aviário nada lhe acontece».Desigualdade que também esteve bem patente no paralelo traçado por Medina Carreira nos casos Rui Pedro e Maddie. Enquanto no que respeita ao desaparecimento do jovem de Lousada a PJ foi acusada de desleixo na investigação ( e um dos seus agentes até foi acusado de assédio sexual por parte da mãe do jovem), o rapto (?) ou morte (?) da menina inglesa movimentou grandes meios e até a «interferência» de altos governantes dos dois países.

A questão das escutas também foi referida, sublinhando a esse respeito Eduardo Dâmaso que o facto de Portugal ter um dos melhores sistemas de escutas da Europa não impede que as mesmas sejam «diabolizadas»…

Mas, apesar de todas as contingências desfavoráveis, as forças da ordem continuam a somar êxitos. No Algarve, a GNR capturou nove romenos e moldavos suspeitos de dezenas de assaltos a casas e postos de combustível. Pensa-se que este  «gang» seja o responsável pelos roubos violentos a moradias isoladas que ultimamente tiveram lugar no Algarve, lançando om pânico entre os estrangeiros de idade avançada,vitimas indefesas desta «horda» do Leste.

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