04
Mar
12

O PAÍS REAL: ADMINISTRADOR DA CGD GASTA 5 MIL EUROS EM VIAGEM AO MAPUTO E PSP SEM CARROS POR FALTA DE VERBA

Mais um caso paradigmático de como o poder político descura as mais elementares regras de segurança devido à falta de verbas, pondo em risco o dia-a -dia dos cidadãos, e logo numa altura em que a criminalidade aumenta de forma assustadora: a PSP de Massamá, Sintra, ficou sem viatura para efectuar as habituais rondas devido ao facto de um dos dois carros-patrulha  ter ardido na manhã de hoje, domingo, na sequência de um curto-circuito. A viatura ficou destruída e pronta para ir para a sucata. Como o outro carro que serve a esquadra se encontra avariado, a PSP de Massamá está, neste momento… apeada para efectuar as habituais rondas.

O mesmo sucede com as esquadras de Mira-Sintra e São Marcos e com a viatura do oficial… de serviço. Neste momento, a Divisão de Sintra está com 30 viaturas paradas por falta de manutenção, uma vez que não há ordens, por falta de dinheiro, para se colocar óleo, simples calços de travões ou levar as viaturas à revisão.

Enquanto os polícias andam a pé para garantir a segurança dos cidadãos – contrariando até um propósito do titular da pasta da Administração Interna que diz querer apostar numa política de proximidade( ??) dos polícias aos cidadãos –  soube-se também hoje, como escandaloso contraponto,  que o administrador da Caixa Geral de Depósitos, Rodolfo Lavrador, gastou 9955 euros numa viagem de ida e volta em 1ª classe a Maputo. E fê-lo não recorrendo à transportadora aérea nacional, a TAP, onde a viagem na classe executiva para o mesmo destino custa 3500 euros – e até o poderia ter feito  em classe económica para poupar dinheiros ao erário público – mas a bordo de um avião da Air France. É mais cómodo e com mais mordomias e «statu»…

Entretanto,como informa o jornalista Carlos Tomás no «Notícias sem Censura» do Facebook, a PSP, GNR e outras forças de segurança exibem as suas luxuosas viaturas recentemente adquiridas no CascaiShopping onde estão patentes outros equipamentos de última geração para o combate ao crime. Ali estão também, empenhados na transmissão de uma boa imagem destas instituições, dezenas de militares e polícias, que bem falta fazem para patrulhar as ruas.

Em suma, enquanto se exibem viaturas, fardas e operacionais em centros comerciais, no terreno, onde esses meios devem ser empenhados, anda-se a pé e com fardas pagas pelos polícias do próprio bolso. Mas isso ninguém diz aos visitantes do CascaiShopping.

E quanto ao administrador do banco público, se alguma vez for incomodado na via pública por um ladrão – ou sequestrador, houve até um colega dele que já foi vitima desse crime em Odivelas – bem poderia meditar que os euros que poupasse na tal viagem cujos fins de desconhecem ( mas que devem ser importantes, não estivesse em causa o bem estar do viajante…) davam para consertar muitos carros da polícia, esses sim, de relevante serviço ao bem público.

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