28
Fev
12

O ESTADO DA NOSSA INSEGURANÇA MALTRATA E DESARMA POLÍCIAS

 

Três notícias no ‘Correio da Manhã’ de ontem, segunda-feira, dizem tudo e fazem uma síntese perfeita do estado a que chegou o Estado da nossa (in)segurança. Do estado de degradação e avançado desmantelamento dos aparelhos da segurança pública. Da nossa segurança. Que o Estado é suposto garantir mas que os políticos (com a cumplicidade da generalidade dos media) têm estúpida e criminosamente maltratado e desarticulado.

Refere um dos artigos publicados pelo «CM» que nos últimos 20 anos morreram em serviço 30 elementos da PSP e, em média, por dia, três polícias são agredidos. Um outro texto, aborda a ocorrência que vitimou dois agentes da PSP: no primeiro caso, um policial que abordou uma dupla suspeita de roubos de gás e combustível evitou a custo ser gravemente colhido pelos fugitivos. Numa outra situação, um chefe da PSP foi atropelado por um condutor alcoolizado quando seguia de bicicleta. Por último, uma questão grave social que tem lugar na GNR:  militares sem dinheiro para pagar a água e luz e a pedir comida aos familiares, devido aos cortes nas remunerações na Função Pública e ao aumento generalizado do custo de vida, fazem disparar os empréstimos nos Serviços Sociais. Só no passado mês de Janeiro foram solicitados financiamentos num total de um milhão de euros.

São factores que levam à desmotivação das autoridades, ao aumento dos suicídios entre esta classe, uma política que põe em causa uma das normas constitucionais mais sagradas: o de se garantir  a segurança e justiça. Se o Estado se mostra incapaz de garantir aos cidadãos este seu compromisso – porque, à cause da troika que obriga a cortes radicais e ceguetas de dinheiros públicos – negligenciando dotar as forças de segurança com os meios necessários, não apenas logísticos mas de sustentabilidade económica aos seus elementos, não tarda que sejam os próprios cidadãos a tomar medidas para  garantir a sua segurança e também a justiça.O caso do ourives de Benfica que enfrentou quatro assaltantes a tiro de pistola pode ser um desses sintomas a esquentar na «panela de pressão» da revolta social.Que pode estender-se desde as autoridades ao povo  cada vez menos sereno.  «Às Armas, cidadãos!» foi o lema da Revolução Francesa  que deu novas formas de pensar ao Mundo. Alguém que avise, urgentemente, o ministro da Administração Interna, o da Justiça, o da Defesa, o PM e o PR. que a «revolução» e o apelo literal às armas pode estar em marcha. Eles que se mexam antes que isto dê para o torto. Mesmo para o muito torto. Estão avisados… Depois não se queixem.

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