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Fev
12

PSP : A INJUSTIÇA A QUE OS AGENTES ESTÃO SUJEITOS

De Viana do Castelo chega-nos mais uma prova da ineficácia da Justiça e um caso típico que se insere nos itens de insatisfação reinantes no seio da Polícia: um casal foi detido pela PSP duas vezes no espaço de apenas oito horas, suspeito da autoria de vários assaltos na cidade, inclusive a uma criança. Num dos assaltos, ficaram em liberdade porque o tribunal…estava fechado.
O primeiro caso aconteceu pelas 17:30 de terça-feira, em que o casal assaltou, na rua, uma criança de 12 anos. Uma hora mais tarde, o duo arrombou uma viatura que se encontrava estacionada no centro da cidade e levou cerca de 800 euros em ‘toners’ para impressoras. Ao aperceber-se, o proprietário acabou por seguir no encalço dos dois meliantes e conseguiu retê-los, com a ajuda do filho e de outro popular, até à chegada dos elementos da PSP.
Pelas 20.45 h foram formalmente detidos na esquadra e notificados para comparecerem no Tribunal durante a manhã de quarta-feira, porque àquela hora já não havia qualquer autoridade judicial disponível.
Ambos saíram em liberdade da esquadra e, cerca de oito horas depois, foram de novo detidos por agentes da PSP, após furtos no interior de um automóvel e num estabelecimento comercial, igualmente no centro da cidade.

Quando as «nódoas» suplantam actos heróicos

Entretanto, no Feijó, Laranjeiro, mais um caso, de pârametros diferentes, que comprova o risco a que os polícias estão diariamente sujeitos no cumprimento da missão. No domingo passado, a PSP local foi alertada para intervir num furto de sete botijas de gás e nove recipientes com combustível. Após terem perseguido o larápio, este, ao ver-se encurralado, saiu da viatura em movimento, a qual seguiu em direcção a um aglomerado de casas. Um agente policial, apercebendo-se do perigo iminente de uma explosão, entrou no veículo, impedindo que chocasse nas casas, evitando dessa forma uma tragédia. Acabou por ficar ferido numa mão e teve de receber assistência do Hospital Garcia da Horta, Almada.
«São estes serviços que deveriam ser amplamente divulgados aos responsáveis políticos ; talvez as suas decisões fossem mais acertadas no que diz respeito aos polícias e à PSP”, comentou Paulo Rodrigues da Associação Sindical da PSP. De facto, se fosse algum polícia a cometer um erro, apareciam logo os críticos do costume a pedir a cabeça do guarda. As más práticas cometidas pelos elementos da Polícia continuam a merecer parangonas mais gordas por parte dos media. em vez de relevarem os seus actos heróicos em prol da comunidade. Um exemplo: a notícia desse acontecimento no Laranjeiro em que um elemento da PSP pôs a sua vida em risco em defesa dos cidadãos não mereceu mais do que uma coluna discreta em página par no «Correio da Manhã». Enquanto um outro texto da mesma edição do matutino sobre a condenação de três agentes da PSP a penas de prisão pelo roubo de 200 mil euros de ouro, sequestro e arma proibida teve o destaque de cinco colunas. Aqui o apelo ao sensacionalismo – agentes da autoridade que se tornam criminosos, como se isso fosse uma norma corrente, o que não é o caso, em todas as corporações há «nódoas» – prevaleceu sobre factos corajosos a que os polícias estão diariamente sujeitos no cumprimento da missão. Enfim, critérios jornalísticos…E, provavelmente, o tal policial que acabou ferido ao evitar a catástrofe ainda teve de pagar taxa moderadora quando deu entrada no hospital…

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