07
Fev
12

SECRETAS : QUEM QUER ESCUTAR A DEPUTADA DO PSD?

…ou como a estratégia de vitimização cai como «sopa no mel» numa altura de «aperto« para o partido do poder…

Numa altura em que o PSD está ser apertado pela oposição devido ao estranho «apagão» que afectou o relatório preliminar sobre as audições relativas aos serviços secretos, realizadas na 1.ª comissão parlamentar, de onde foram extraídas as referências que indiciavam ligações de titulares de cargos de chefia e de direcção do SIED à Maçonaria, surgiu hoje, terça feira,7, a insólita notícia que a Polícia de Segurança Pública (PSP) e os Serviços de Informação de Segurança Pública (SIS) estão a efectuar uma “avaliação de segurança e risco” à deputada do PSD Teresa Leal Coelho, autora do referido relatório.
Segundo as mesmas notícias, «sopradas» por fontes anónimas, a investigação abrange o telemóvel pessoal da deputada com vista a averiguar se Teresa Leal Coelho estaria a ser alvo de escutas ilegais.

O relatório falava em ligações de membros da Maçonaria, em consequência da acção do ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, o «bode expiatório» providencial nesta autêntica estratégia de aniquilamento e de posicionamento de peças, em tons laranja, no actual xadrez dos serviços de Intelligence numa altura em que se fala numa profunda reformulação dos mesmos.

A vice-presidente da bancada do PSD defendeu no relatório que os titulares de cargos públicos que pertençam a uma sociedade secreta devem afastar todos os “interesses privados” dos processos decisórios…
Sobre a credibilidade e a sapiência da douta deputado, vale a pena espreitar o blogue «Inteligência Económica» :«A deputada Teresa Leal Coelho (PSD e autora do relatório sobre as “Secretas”) saberá alguma coisa da relação entre o Supremo Conselho do Grau 33, dos EUA, e a CIA? Saberá que um ex-Grão Mestre do Grande Oriente de França, Alain Bauer, é o principal arquitecto da política de Defesa/Segurança de Sarkozy? Saberá que o pai do actual ministro francês das Finanças (não se diz aqui o nome dele para que a deputada vá à procura…) foi GM do GOF e ‘patrão’ da secreta francesa (e morreu em funções)? Saberá que um altíssimo dirigente da Grande Loja Nacional de França foi largos anos ‘patrão operacional’ da DGSE? Saberá que canais existem entre a Grande Loja de Inglaterra e o MI5 e o MI6? Saberá que nunca houve relações entre as maçonarias da Alemanha e da Rússia e as secretas de Hitler e de Estaline ou Putine? É tudo informação pública. Mas a pobre deputada não sabe nada…! E é nas mãos de gente como esta deputada que se metem assuntos da mais alta relevância para a vida e futuro da República».

Pois é. Apesar da ignorância demonstrada, forças misteriosas não especificadas pela imprensa ter-se-ão interessado em escutar o telemóvel pessoal da deputada, numa estratégia de vitmização tendo em vista dissimular outras questões também nunca esclarecidas e provadas no relatório.Onde se escreveu o seguinte: os “incidentes verificados nos últimos meses” (as notícias sobre as fugas de informações para a empresa Ongoing e o acesso ilícito aos registos telefónicos do jornalista Nuno Simas), e que exigiram a intervenção da Comissão de Assuntos Constitucionais, “sugerem indícios e lançam suspeitas de ligações do ex-director do SIED [Jorge Silva Carvalho, que, até finais de 2010 dirigiu o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa] a “conluios de poder” pretensamente com a ambição de ocupar cargos dirigentes, incluindo nos Serviços de Informações”.
Neste documento revelado pelo jornal «Público», a deputada escreveu que as audições realizadas à porta fechada resultaram também em “indícios e suspeitas do envolvimento” de Silva Carvalho “com grupos de pressão pretensamente instalados na sociedade portuguesa, nomeadamente a ramos da Maçonaria”.
No capítulo das conclusões, a social-democrata notou que as suspeitas de “relações privilegiadas” entre “dirigentes” dos serviços e empresas privadas, assim como as alegadas “ligações” de Silva Carvalho a “conluios de poder”, afectam a “credibilidade e o prestígio” das “secretas”. “Os indícios e suspeitas do envolvimento de titulares de lugares de chefia e direcção dos Serviços de Informações com grupos de pressão pretensamente instalados na sociedade portuguesa ou a sociedades secretas, nomeadamente ramos da Maçonaria, potenciam afectar a credibilidade e o prestígio dos Serviços de Informações”, escreveu.
Todas estas citações foram eliminadas do esboço de relatório que o PSD enviou para a 1.ª comissão, com menos páginas e no qual é notório o tom mitigado das palavras.Talvez pela inexistência de dados para o fundamentar, isto dizemos nós. Apenas num dos pontos das conclusões emerge alguma proximidade com a primeira versão do documento: “Impõe-se garantir que os Serviços de Informações, através de titulares de cargos de Direcção ou de operacionais, não sejam passíveis de instrumentalização por entidades públicas ou privadas».
Um jogo pouco claro de omissões e deturpações, que levaram os partidos da oposição a indagar junto do PSD os motivos das alterações efectuadas ao relatório sobre as secretas.E lançam a suspeição de haver conluios com a imprensa, usada e abusada neste caso.Como foi o caso da deputada do Bloco de Esquerda, Cecília Honório, que considerou “absolutamente extemporâneo” que esta informação tenha passado para a comunicação social, porque “a discussão ainda não está arrumada”.
“Alguém resolveu que é mais útil fazer esse debate na comunicação social do que chegar às conclusões que é necessário chegar no âmbito dos trabalhos da primeira comissão”, sublinhou Cecília Honório.
Nem por acaso: a juntar a esse episódio manipulador dos media, surge agora esta  insólita revelação  que a PSP e os Serviços de Informação de Segurança Pública (SIS) estão a efectuar uma “avaliação de segurança e risco” à deputada do PSD Teresa Leal Coelho, autora do referido relatório, devido a suspeitas de ter sido alvo de escutas. A notícia não o diz, mas os mais interessados em perscrutar o telemóvel da deputada deveriam ser…os próprios serviços secretos…e sublinhe-se que só o poderiam fazer mediante autorização de um juiz, assim reza a lei que rege os Serviços, os quais pelos vistos, andam numa preocupante «roda livre»,sem controlo algum. Isto de for verídico o teor dessa noticia vitimando a deputada …Pesando as circunstâncias, a mesma é mais do que duvidosa…

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