07
Fev
12

O CASO DO PREDADOR SEXUAL E A OMISSÃO DESCARADA TVI

Fiel a uma tradição que explica o êxito de vendas, o «Correio da Manhã», à falta de noticias bombásticas da actualidade que façam «escorrer» sangue no papel saído da máquina impressora, vai ao baú dos arquivos e introduz novos ( ou supostamente novos…) pormenores de estórias antigas, relatos de pouca expressão, mas que têm a finalidade de satisfazer a curiosidade, diria, mórbida de uma grande faixa dos seus leitores. Seis meses depois da prisão preventiva de Henrique Jales, o alegado predador sexual que se servia do seu computador pessoal e da sua posição na Direcção Comercial da TVI para aliciar menores, o «CM» resolveu voltar a fazer manchetes sobre o caso, apimentando a história com pormenores sórdidos sobre o tarado. Como o facto de o mesmo criar diferentes personagens» para cada um das mais de cem crianças que aliciou, talvez efeitos da sua ligação a uma série de ficção do canal de Queluz, os «Morangos com Açúcar», para onde angariava anunciantes.
Actuando como um autêntico polícia de informações, Jales juntava notas ao contacto de cada uma das jovens vítimas e sempre que lhes ligava, diz o jornal, sabia de antemão como devia agir e o que dizer para as seduzir. No seu telemóvel estavam gravados centenas de números de adolescentes contendo todas essas informações, desde moradas, emails, profissão, altura, peso, se era ou não virgem e a personagem que deveria assumir para cair nas boas graças da vítima. Face aos indícios já apurados, a Polícia está convicta que este pedófilo pode ser um dos maiores predadores sexuais de sempre. E uma das suas principais formas de aliciamento e conhecimento das menores pode estar relacionado coma posição que ocupou na TVI, na série «Morangos com Açúcar», valendo-se da inocente procura dos holofotes da fama por parte das vítimas. O que admira neste caso de proporções dantescas, é o silêncio da TVI sobre essa investigação ao predador sexual que trabalhava entre muros. E espanta ainda mais essa omissão por se tratar de um canal que se tornou líder de audiências precisamente pela procura de casos sensacionalistas, onde o factor crime era denominador comum, e pela imparcialidade das noticias que deu ( com excepção do «consulado» de Manuela Moura Guedes, onde a prática era a perseguição tenaz aos «inimigos de estimação»). É claro que as «coisas», quando ocorrem dentro de casa, doem mais…

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