06
Fev
12

OS «PECADOS» DA IGREJA – INDEMNIZAÇÃO À FAMILIA DA VÍTIMA DO PADRE FREDERICO CONTINUA POR PAGAR

…e o sacerdote condenado a 13 anos dde cadeia pelos tribunais portugueses por homicídio e pedofilia vive com toda a tranquilidade no Rio de Janeiro depois de ter fugido da prisão.

O caso de um pároco na Diocese de Viana do Castelo vítima de chantagem por parte de duas prostitutas cabo-verdianas, que ameaçaram revelar fotos dos encontros íntimos com o padre a quem extorquiram milhares de euros, traz á baila as tentações da carne por parte de homens da Igreja, uma entidade que tem revelado algum secretismo em lidar com estes escândalos sexuais que afectam a sua imagem. Recorde-se que só dez anos após o caso do padre Frederico Cunha, acusado da morte de um jovem de quem teria abusado sexualmente, é que D. Teodoro Faria, o então bispo do Funchal, reconheceu publicamente as práticas pedófilas do seu antigo secretário particular.
Um caso que fez história em Portugal. O primeiro julgamento de um padre católico durou três meses e a sentença do Tribunal de Júri, de 10 de Março de 1993, condenou–o a um cúmulo jurídico de 13 anos de prisão pelo crime de homicídio do jovem Luís Miguel (15 anos) e pelo ilícito de homossexualidade com um menor, bem como uma pena acessória de expulsão do território nacional.
O seu afilhado, José Noite, 18 anos, também arguido neste processo, com quem Frederico mantinha relações de intimidade, foi condenado a 15 meses de prisão pela infracção de favorecimento pessoal, ou seja, por ter engendrado um álibi para defender o padrinho, comutada em pena suspensa por dois anos.
O tribunal condenou Frederico a um valor de oito mil euros de indemnização cível que deveria ser paga aos pais de Luís Miguel, mas, até hoje, nunca foi cumprida.
Embora com recursos atrás de recursos, e mesmo com incursões do SIS Madeira em investigações paralelas, ( incursões que,segundio julgamos saber, esbarraram nas barreiras movidas pela todo poderoso Patriarcado madeirense…) Frederico Cunha começou por cumprir pena na prisão Vale dos Judeus, mas, aos 47 anos, aproveitou uma saída precária de cinco dias e, a 10 de Abril de 1998, fugiu num carro alugado para Madrid e apanhou um avião para o Rio de Janeiro (Brasil), onde se encontra inserido numa comunidade de ajuda aos mais necessitados, onde regularmente dá missas. Por saber, continua a desconhecer-se qual foi a entidade toda poderosa que ajudou o Padre Frederico nessa fuga…
Curioso que, numa altura em que se falta de extradição de criminosos entre os dois países, por via do processo Duarte Lima, a Justiça portuguesa, ao longo destes anos, nunca se tenha lembrado de pedir às entidades brasileiras que o Padre Frederico cumprisse a sua pena no Brasil ou que fosse extraditado para Portugal, onde ainda consta nos ficheiros da polícia como «foragido», depois de ter sido julgado e condenado pelos tribunais portugueses a uma pena pesada de 13 anos de cadeia. Tão pressurosos em pedir a intervenção dos seus congéneres lusos no que respeita ao ex-deputado do PSD, os tribunais brasileiros sempre negligenciaram intervir em casos envolvendo cidadãos luso-brasileiros (vide igualmente o processo da antiga autarca Fátima Felgueiras, que gozou durante anos as delícias do sol em Niteroi, depois de também ter escapulido de Portugal).
Quanto aos outros esquecimentos providenciais da Igreja, e tomando em linha de conta a prudência em encarar estes escândalos sexuais envolvendo as suas «ovelhas», cairia necessariamente o «Carmo e a Trindade» se no episódio do sacerdote de Viana do Castelo seduzido por prostitutas ( e que resolveu denunciar a sua situação à GNR por não aguentar mais a «pressão»), fossem tornadas públicas as mensagens de carácter erótico e até obsceno trocadas por telemóvel entre o pároco e uma das mulheres. Afinal, todos somos humanos…

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